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Uma história às avessas: o fracassado neo-Zollverein (2)

por Nuno Castelo-Branco, em 02.04.13

Ainda sob a hipnose da carta do agora também "politicamente retornado Peneda", Daniel Oliveira apressou-se numa incansável repetição de argumentos que todos conhecem e alguns aceitam* como verdades absolutas. No entanto, aquilo que o jornalista do sr. Balsemão quer fazer crer, surge como mais uma variável da bonecada que o caleidoscópio proporciona. Pese as piedosas considerações que pouco ocultam, se quisermos resumir os seus desejos numa frase que fez escola, esta poderá ser ..."a Alemanha deve pagar", naquele sonoro, ríspido e tresloucado sentido que Clemenceau lhe conferiu. Ameaça-se com uma Alemanha agarrada aos fantasmas da guerra. Pois sim, mas com que exército? Com que força aérea e marinha? Tal seria possível, se os quase desarmados teutões se servissem de ingleses e franceses como seus mercenários de serviço.

 

Em primeiro lugar, o post de DO fala de ressentimento, mas há que considerá-lo como consequente de múltiplos factores e não apenas como mais uma das sequelas da II Guerra Mundial. Historicamente, a Europa ocidental jamais se habituou à ideia da existência de um Estado alemão unificado, considerando o nome Alemanha como mera designação geográfica com alguns contornos revivalistas do Império que um dia Roma conseguiu erguer. Aquilo que considera como uma realidade quanto à Itália, é mais difícil de reconhecer quando se pensa na Alemanha. Francisco I e Luís XIV procuraram obter a coroa imperial, confortável símbolo que lhes permitiria a subjugação dos territórios a ocidente do Reno, a chamada "fronteira natural" da França. Através da invasão, retalhe e usurpação, Napoleão I conseguiu o domínio dos territórios alemães que grosso modo conformariam a futura República Federal da Alemanha, correspondendo os limites do império francês, àquilo que mais tarde seria a primeira CEE dos seis. Ao invés daquilo que muitos julgam como verdade absoluta, o alvorecer da consciência nacional alemã - e não estamos a tratar do Estado - verifica-se de forma perceptível no rescaldo da Guerra dos Trinta Anos e os conflitos seguintes - Sucessão de Espanha, da Áustria, Guerra dos Sete Anos - apenas confirmariam a tendência para a simplificação do mapa de um império que significava uma mera formalidade. A ascensão da Prússia sob forte influência cultural francesa, pressupôs uma inicial expansão para leste, numa cooperação com austríacos e russos, sacrificando-se a Polónia. Mais para sudeste, a ideia de Europa terminava nos confins do império dos Habsburgo, fronteiriços com os domínios do sultão nos Balcãs. A aventura bonapartista e o seu cortejo de abusos, depredações e rasgar de todas as regras aceites de diplomacia, obrigaram a aproximação da Prússia a ocidente, consagrando-se assim os desígnios dos patriotas alemães que na potência do norte, viam um formidável obstáculo à ocupação francesa de territórios até 1806 pertencentes ao extinto Sacro Império. A Alemanha fora composta por centenas de minúsculos Estados e em cada um deles existia aquilo que o legitimava e dava vida, enfim, a soberania. Uma corte, um pequeno exército, a hierarquia religiosa, teatros, orquestras e artistas protegidos, sem descurar as escolas e o funcionamento de departamentos estatais que na diplomacia garantiam a sobrevivência dos principados no difícil concerto internacional. Durante séculos, a Alemanha era o campo de batalha europeu. A proliferação de "cortes na aldeia" - Catarina II provinha de uma destas micro realidades políticas - talvez tenha consistido num dos primordiais factores para o emergir da supremacia germânica após a vitória de 1871, estando todas as regiões habituadas às luzes do momento histórico que noutros âmbitos políticos mais vastos se limitavam aos grandes centros urbanos, quando não apenas às capitais. Os palradores de salão, jocosamente acusam a Alemanha de ser provinciana, inconscientes do facto desse provincianismo ser uma das razões da sua grandeza e poder. O Zollverein consistiu na pedra angular da unificação dos Estados do norte, deixando-se a especificidade austríaca e os seus domínios da Europa central, como um sonhado exemplo que Viena significava para a civilização de territórios atrasados e durante séculos subtraídos à Europa. 

 

Hoje, os alemães já ultrapassam os noventa milhões e segundo DO, têm "dificuldades de convívio com os seus vizinhos europeus". Conhecendo-se a verdade acerca do desencadear das duas guerras mundiais - e daquela outra que lhes daria origem, declarada pela França em 1870 -, talvez fosse mais avisado considerar como verdade, a necessária partilha da incompreensão e das dificuldades no encarar do outro. Fazendo tábua rasa do Princípio das Nacionalidades e dos 14 Pontos de Wilson, em 1919 os franceses tentaram arrebatar a Renânia em Versalhes, apenas não o conseguindo devido à firme oposição anglo-americana. As brutais intervenções no Ruhr, a catastrófica e usurária política de reparações, a absurda cláusula da Culpa Exclusiva que significava o total cercear da soberania - obrigando a todo o tipo de ardis que contornassem os interditos -, o confisco de recursos industriais e o eterno pagamento de indemnizações, causou o ressentimento alemão que o articulista apresenta invertido no texto do Expresso. Os franceses bem podiam ter dado ouvidos a Coudenhove-Kalergi e não o fizeram por arrogância, preconceito e obsessão fetichista anti-católica. De facto, o peso da influência cultural francesa na Alemanha era imenso - o próprio Kaiser Guilherme II fazia alarde do seu absoluto domínio da língua de Racine - e podemos afirmar que consistiu num dos pilares do longo processo que conduziu à inevitável unificação. Aliás, uma das razões para a evidente colaboração francesa durante os anos da II Guerra Mundial, deveu-se a esse fascínio que a cultura francesa exerceu sobre as elites alemãs, sendo o embaixador Otto Abetz um dos mais abnegados defensores dessa aproximação entre os dois países. A quantidade de artistas franceses em digressão e promovidos pela Alemanha, será hoje uma nota incómoda de registo, mas nem por isso um sinal bem claro de uma certa ideia de Europa que Berlim divulgava. Para Hitler, a cidade de Paris e a sua monumentalidade era o modelo e os franceses sabiam-no, não havia como negar. 


Na Alemanha, a eficácia das suas escolas técnicas e o imediato reflexo na construção de uma indústria moderna e poderosa, o sistema federal que até 1918 continuou a garantir polos culturais e de ciência espalhados em todo o território, enfim, aquela pulverização de reduzidos potentados, daria origem a um gigante que conseguiu de facto aquilo que o Sacro Império apenas significara de jure. A França ainda não aceitou uma evidência que já conta cento e cinquenta anos!

 

Patrocinado pelo violento revanchismo de Clemenceau, Versalhes destruiu o sistema federal sobre o qual se erguera o II Reich, para sempre desaparecendo reinos e principados com uma certa autonomia e que eram internacionalmente reconhecidos. 

 

Os doze anos de hitlerismo consistem num buraco negro na história alemã, para alguns uma colossal força que é capaz de confiscar qualquer tipo de discernimento na análise dos problemas que se levantam na Europa. A queda do império soviético apenas veio confirmar a existência dos Estados-nação, até então subalternizados pela imperiosa necessidade de prosperidade que garantisse a prevalência do sistema democrático-liberal e a cooperação entre a Europa ocidental e os EUA. Embora afastando-se os aspectos mais odiosos do Plano Morgenthau, não existiu qualquer sério intuito de generosidade para com a Alemanha vencida em 1945. A indústria foi copiosamente desmantelada - o que acabaria por se tornar numa vantagem modernizadora daquela que se lhe seguiria -, as forças armadas foram limitadas e abastecidas pelos EUA - libertando-se preciosos fundos para a reconstrução -, o país viu-se impedido de intervir plenamente na arena internacional - outra vantagem que traria imediatos reflexos económicos -, e no plano político, a Alemanha Ocidental, a região do antigo Reich que tinha sido menos permeável ao NSDAP, integrava-se no sistema ocidental, contrastando com a reminiscência prussiana da RDA tutelada por Moscovo. Se podemos considerar como um dado aquilo que DO denomina de generosidade, então os alemães também foram muito generosos. Patrocinaram o ingresso da Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda na CEE, não discutindo montantes e dando total cobertura política a estes países até então afastados da Comunidade. Para a consecução dos males que hoje nos atingem, os alemães infelizmente fecharam os olhos aos erros, descarados desvios e má gestão do dinheiro que entregaram a estes países. Todo o desenvolvimento material que ocorreu após a adesão de Portugal, deveu-se sobretudo à ajuda alemã, quando ainda temos bem presentes as reticências, quando não oposição, da França - a PAC é um monumento à injustiça da extorsão e beneficio de apenas uns tantos - e de outros países a este alargamento a sul. Se o PC recebia o gordíssimo "óbulo internacionalista"  proveniente de Moscovo, o PS, o PSD e o CDS foram durante anos subsidiados com enormes quantidades de fundos provenientes dos partidos-irmãos sediados em Bona. No Portugal pós-Abril, a Alemanha consistiu num factor determinante para o estabelecimento do regime de 1976 e apesar daquilo que hoje possa intempestivamente dizer, Mário Soares conhece bem os factos, porque foi politicamente um dos grandes beneficiários. Se é certo que os homens  daquele momento pareciam de uma dimensão bem diversa daqueles que hoje temos, há que sublinhar a verdade destes serem criaturas produzidas pelo sistema de práticas e valores  estabelecidos pelos pretéritos. 

 

Daniel Oliveira evoca um sugestivo "baú de esquecimento (...) as responsabilidades de muitos muitos alemães por um dos maiores crimes que a humanidade até hoje conheceu." A afirmação típica de muitos daqueles que sem o saberem são apologistas de Morgenthau, peca por disparate absoluto, pois a questão em referência tem sido um permanente tema no cinema, media, literatura e escolas da Europa do pós-guerra. Tem mesmo servido para uma deliberada chantagem moral sobre todos os alemães, principalmente aqueles nascidos após 1945. O que alguns não querem reconhecer, é estarem perante uma Alemanha muito diferente daquela - até em termos de presença estrangeira no seu território - que querem imaginar similar à dos tempos da meninice dos seus pais e avós. Não podendo apontar senão  risíveis representações políticas do extremismo que exautoram - ao invés do que se passa em França, na Bélgica, Holanda, Suécia, Finlândia, Grécia, Dinamarca, etc -, os irritados articulistas não entendem o que significa a ideia de uma Europa idealmente unificada. Pretendem sintetizar o impossível, ou seja, anexando a Alemanha ao projecto europeu, mas pretendendo submetê-la ao estatuto impossível de uma Hungria, Roménia ou na melhor das hipóteses, de uma Polónia renascida. Dir-se-ia que talvez ainda delirem com a Alemanha geográfica anterior a 1806. Não compreendem o que significa a sua situação central no continente, não concebem o poder de criação e atracção de riqueza de uma população numerosa e bastante razoavelmente educada e gostem ou não gostem, totalmente contaminada pelos princípios demo-liberais que com dificuldade são aceites em muitos países hoje em dificuldades. Só existirá "uma Europa próspera e cooperante", se em paralelo existir uma Alemanha forte, estável e sobretudo, rica. Acusar os bastante discutíveis líderes alemães - não são piores ou melhores que aqueles que vemos no Reino Unido, na Suécia, Polónia, Holanda ou Finlândia - de populismo, insensatez ou estupidez, poderá proporcionar aos diversos Daniéis Oliveiras, um curioso exercício mental acerca do que poderemos então dizer daquilo que da esquerda extrema à direita temos em Portugal, Espanha, Itália, França, Grécia, Roménia, Bélgica, Roménia, Irlanda ou Bulgária. Em matéria de defesa do interesse nacional, talvez tivéssemos ficado melhor servidos com uma edição nacional de Merkel, em vez de Soares, Cavaco, Guterres, Barroso, Sócrates, etc.


O que se verifica em muita prosa que em hora de apertada fome vai surgindo, é a larvar xenofobia parida pelo ressentimento perante o sucesso alheio. Wolfgang Schäuble terá sido "politicamente infeliz", mas é certeiro na imagem. Continuar a sonhar com o "príncipio Mitterrand" da divisão e subalternização alemã à categoria de inesgotável caixa registadora à disposição de Zapateros, Barrosos, Sócrates, Sarkozis ou Berlusconis de várias nacionalidades - Louçã quer o mesmo -, é insistir no erro e na fuga às realidades. Perante os factos, podemos até comparar este esbulho em forma de "mutualização" que agora acenam, ao confisco perpetrado pelo III Reich nos territórios ocupados.

 

Se o projecto federal europeu é coisa que interesse a Portugal, essa já será uma outra discussão. Sabemos que o interesse nacional se encontra sobretudo noutras latitudes, mas este reconhecimento não impede que consideremos a verdade dos factos. 

 

*Na imagem, uma velha obra (1913) de propaganda encomendada por Paris e que compila todas as superstições e "infalíveis certezas" ainda hoje inconscientemente utilizadas nos media. Comprei-a  há uns vinte e cinco anos por 50$00. Na Feira da Ladra, claro.

publicado às 14:11


8 comentários

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De João Quaresma a 02.04.2013 às 15:15

Excelente, como habitual.
E essa chantagem moral que se exerce sobre os alemães há gerações não só é exagerada e hipócrita por comparação com outros "delinquentes" internacionais (os russos e os japoneses, para não ir mais longe), como poderá fazer surgir um ressentimento que nos fará lamentar as intermináveis horas de xenofobia produzidas pelas nossas máquinas culturais e ideológicas ao longo de décadas.
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De zeca marreca a 03.04.2013 às 01:05

""delinquentes" internacionais (os russos e os japoneses, para não ir mais longe)"

"intermináveis horas de xenofobia produzidas pelas nossas máquinas culturais e ideológicas ao longo de décadas."


Sim, porque não se nota uma russofobia e um carinho pelos Japoneses no raciocinio do Quaresma... estamos a vêr a coerência, típica...
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De zeca marreca a 03.04.2013 às 15:19

Vejam lá, que o racista russofobo, que por sinal é avençado cá da tasca não os têm  no sítio para responder... Estamos acertados, e gora sim, percebemos porque em todas as revoluções os aristocratas "cedem" o mulherio aos revolucionários... bem vimos na GRANDIOSA REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE OUTUBRO....
(e que frecas e arrebitadas, se bem que gordas, da engorda à custa da expoliação do trabalho dos trabalhadores, que elas eram...)!
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De Perplexo a 02.04.2013 às 15:40

Que o Nuno Castelo-Branco não goste da esquerda em geral e do Daniel Oliveira em particular, é um direito que eu defenderia até à morte.
Agora, que diga que ele é um "jornalista do Sr. Balsemão" assim em jeito enviesado, é de uma mexeriquice de tia má, "olha-me o cabelo daquela gaja", que não lhe fica nada bem.
Depois, que utilize esse ódio particular para navegar pela história da Europa a seu bel prazer, tirando conclusões pessoais como se fossem verdades históricas, é faccioso.
Olhe, eu também não sou adepto do Daniel Oliveira, mas tenho de reconhecer que ele, em menos palavras, é muito mais certeiro e elegante.
Talvez se você se esforçar menos, consiga mais. É o que lhe desejo.
José Couto Nogueira
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De Nuno Castelo-Branco a 02.04.2013 às 17:50

Odiar o Daniel Oliveira? A que propósito? É decerto uma afirmação bastante ousada e que confere uma aura especial ao visado que segundo depreendo, deverá ser imune a críticas. Quanto ao desabafo que faz acerca da evidência de Daniel Oliveira escrever no Expresso/SIC - que pertence ao precioso círculo de interesses e imperiais influências do Sr . Balsemão -, tal não passa de uma daquelas provocadoras pilhérias, aliás totalmente verdadeira e que talvez agradasse ao próprio Daniel Oliveira, mas desta vez  numa versão paralela. O José Couto Nogueira ainda não deverá ter reparado na avalanche de suspeições, atribuição de malfeitorias, no indiciar de "imbecilidades", atraso mental e má-fé que certos jornalistas fazem há décadas jorrar sobre as reputações de quem consideram como adversários.  
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De Nuno Castelo-Branco a 02.04.2013 às 17:51

Não lobrigo qualquer tipo de elegância na defesa de preconceitos e de falsidades que a atenta leitura da "história como realmente foi" a todos permite facilmente desmontar. 
É precisamente disso que o post trata. Acredite que não navego na história da Europa - que embora não seja eu um europeu de nascimento, conheço relativamente bem, acredite -  a meu bel prazer, com o fito de tirar conclusões pessoais ou deliberadamente erróneas. É precisamente isso que gostaria de verificar em muitos jornalistas que tudo comentam ao sabor das paixões ou pior ainda, dos seus interesses. Ainda me recordo do gozo pessoal com que alguns comentadores desportivos sublinhavam os feitos dos atletas da hoje extinta Alemanha DEMOCRÁTICA - sim, faziam subir o tom da voz -, numa interpretação totalmente abusiva da realidade. Bem sei que a desprestigiada "história factual" tem sido um empecilho ao enraizamento do arvoredo da "nova estória" que dá sombra ao "homem novo", mas tem a vantagem de ser indesmentível e poder simplificar a explicação do mundo em que vivemos. O resto, a carnagem, cobrirá a ossatura fundamental. É fácil  cairmos no facciosismo se não tivermos uma visão plurifacetada dos acontecimentos e dos homens nos diversos momentos em análise. 
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De Nuno Castelo-Branco a 02.04.2013 às 17:51

O Daniel Oliveira integra a classe política e tem evidentes responsabilidades na formação da opinião pública. Sendo eu um seu leitor assíduo - quer maior homenagem? -, julgo ser meu dever postar,  não a minha opinião pessoal - como o JCN está a sugerir -, mas repor a verdade demonstrada pelos factos. O que é fácil ou distorcido, merece imediata resposta. 
Não podemos continuar nesta paradoxal contradança em que a deliberada extorsão pela chantagem, alterna com desígnios federalistas e integradores. O texto de DO apenas faz mais uma readaptação de tudo aquilo que já foi escrito desde há mais de cento e trinta anos e sem outro fundamento, senão o revanchismo talvez inconscientemente ditado pelo despeito, dando cabal razão ao desabafo do ministro Schäuble.  Faz-me recordar uma obra pouco conhecida que compila todos os dogmas que Paris fez difundir acerca da Alemanha: "Ou va L'Allemagne?", de Henry-Gaston (Éditions et Librairie, Paris, 1913). Tudo aquilo que em meia dúzia de parágrafos podemos ler no Expresso, é pouco original, como facilmente verificará.
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De Nuno Castelo-Branco a 02.04.2013 às 17:51

Quanto à "elegância e eficácia", creia-me quando lhe digo que estou totalmente à vontade. A elegância é geralmente coisa absolutamente obrigatória a quem serve. Talvez infelizmente, eu não sirvo - nos dois sentidos do termo - e por isso limito a elegância à obrigação de responder a quem me comenta, coisa que verifico ser bastante incomum noutras paragens blogosféricas. Como simples e ignorado blogger que é lido por uma meia dúzia de teimosos masoquistas, posso ter o pulso livre de rendas de salão e nem por isso serei menos eficaz quanto aos destinatários da minha má prosa. Como nota final, dificilmente considerarei todos os pretensos adversários políticos como "ignorantes, estúpidos, insensatos ou populistas". No caso em referência no post, tal coisa significa condenar os alemães à marginalidade, e mesmo se por absurdo DO tivesse uma réstia de razão, o que poderíamos então dizer da gente que ao longo de quase duas gerações nos trouxe a esta situação, comentadores-colaboracionistas incluídos? Nada é gratuito. Pense no caso. 

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