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Aguardamos uma eternidade para que alguém apareça à janela do Tribunal Constitucional (TC) e declare de um modo peremptório, se o Orçamento de Estado está conforme com a Constituição da República Portuguesa. Este tempo de espera prolongado implica duas leituras; ou o teor do documento é de tal ordem complexo, que uma atenta leitura jurídica-constitucional está a ser realizada 24 sobre 24 horas, por equipas de especialistas que trabalham por turnos (com pausas para cafés, sestas e lanches), ou, o TC transformou-se num corpo com outra natureza, com intenção diversa. Pelo andar da carruagem, e se nos rendermos às evidências, o TC assemelha-se a uma entidade política que age de acordo com um sentido cínico de timing, semelhante aquele praticado por partidos. Se a matéria pode ser analisada de um modo objectivo, e sujeita ao escrutínio da aprovação ou rejeição, não vejo razão para prolongar a agonia dos Portugueses. Não encontro razões para protelar o inevitável. Se o Governo já tem quase todos os seus dentes cariados, e cada vez que abre a boca saem asneiras, então um chumbo do TC não deverá supreender quem quer que seja. O dilema, resultante da derrocada governativa, irá cair no colo de um senhor que passa a maior parte do tempo sentado em Belém. O Presidente da República, que à luz de uma emergência, de um estado de sítio governativo, terá de cozer uma solução de salvação nacional, parece ele próprio padecer de inconstitucionalidades. Se fosse sujeito ao juízo de um orgão inexistente, por exemplo, um tribunal presidencial, decerto que a radiografia que resultasse da análise também revelaria muitos abcessos e condições de palato indesejáveis. Pergunto novamente; porquê esta demora? Aguardam o desfecho das eleições na Alemanha (acontecem em Setembro)? Esperam pela tal remodelação do governo para Inglês ver, através da qual a Teixeira da Cruz e o Macedo se vão? E a coisa fica curada? Ou será que este processo de demora é igual a si? Ao atraso de vida a que nos habituamos na vida jurídica de pequena instância? Nada de isto é bom para Portugal. O dentista do tribunal deveria agarrar nas tenazes e arrancar a cárie maldita de uma vez por todas, com um ferro em brasa, ou melhor ainda, extrair a dentadura completa e limpar as raízes com um desinfectante eficaz. A condição patológica em que nos encontramos, determina lamentavelmente, que nem os dentes do siso se possam salvar. Na pior das hipóteses, nem boquiabertos ficaremos.

publicado às 13:11


8 comentários

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De zeca marreca a 03.04.2013 às 14:23

Se vocemercê tivesse alguma  noção das alarvidades que diz, é que era... mas de dentes cariados, padeem os monarquicos há mais de 800 anos...  e diz que são cáries graves que já lhes provocam encefalites, tamanha é a "dignidade" das intervenções do pamonha real e restante pandilha. Não cuspa ideias, caro Wolf, que as está a expelir de um pedestal mais que decrépito e cuja expecturação está cheia de raiva e de trissomia...
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De Artur de Oliveira a 03.04.2013 às 15:51

Pois... Há 800 anos haviam republicas e tudo... Bem, mas o que se pode esperar de uma Zeca Marreca senao comentários idiotas? 
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De zeca marreca a 03.04.2013 às 16:00

Agora a sério... vocemercê é um cómico contratado para bobo da corte?! Mas... a minha alma está parva... Vamos lêr:

e vocemercê tivesse alguma  noção das alarvidades que diz, é que era... mas de dentes cariados, padeem os monarquicos há mais de 800 anos...  e diz que são cáries graves que já lhes provocam encefalites, tamanha é a "dignidade" das intervenções do pamonha real e restante pandilha.



Estimado Artur Oliveira:
". Há 800 anos haviam republicas e tudo... "


De onde é que uma pérola como vocemercê saiu. Vocemercê existe e é  minha tese sobre a monarquia!!!!


Uma intervenção sua em cada post deste blog e eu calava-me para sempre.!!


VOCEMERCÊ É UMA PÉROLA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

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De Artur de Oliveira a 03.04.2013 às 16:58

Esta a dar demasiada importância aos monárquicos... Se nos considera ridículos devia ficar-se por aí, mas pelos vistos a dor de corno e quica de traseiro são mais fortes que a arrogância...
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De zeca marreca a 03.04.2013 às 23:12

Oliveira essa táctica é velha mas não resulta. Não adianta desviar a conversa para evitar reconhecer o seu erro:


"os monarquicos há mais de 800 anos...  e diz que são cáries graves"


E responde o aristocrata intelectual:
". Há 800 anos haviam republicas e tudo... "



Não reconhece a asneira, siga para a frente? o D. Duarte também possui a sua honestidade intelectual?



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De Artur de Oliveira a 04.04.2013 às 03:14

Ladainhas republicanas ressabiadas que o povo não quer saber. 
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De Bells a 03.04.2013 às 20:05

Gostei .. e sem dúvida, concordo em toda a linha com o autor.
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De John Wolf a 03.04.2013 às 20:20

Caro De Bells,


Obrigado!


Peço perdão pela fotografia. Foi o que consegui arranjar para acompanhar o desagrado que nos aflige a todos.


Cumprimentos,


John

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