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Comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros

por Samuel de Paiva Pires, em 03.04.13

Aqui:

 

«O Ministério dos Negócios Estrangeiros decidiu mandar repetir a prova escrita de cultura geral do concurso de acesso à carreira diplomática.

 

Segundo informação do presidente do júri, a realização da prova, no passado dia 16 de março, não terá assegurado as condições de igualdade entre todos os candidatos uma vez que, em algumas salas, foi autorizada a substituição do enunciado da prova e, em consequência, a correção de respostas rasuradas.

 

Este facto contraria as instruções previstas no enunciado da prova.

 

Para garantir a total e igualdade de circunstâncias dos candidatos, deste concurso de acesso, o MNE decidiu anular o exame, convocando os candidatos para uma nova prova, a realizar no próximo dia 20 de abril.»

 

Leitura complementar: As necessidades do Trivial Pursuit"Candidatos à carreira diplomática criticam teste "obscuro" do MNE"

publicado às 20:57


20 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 03.04.2013 às 21:20

Enfim, estranho apenas a "substituição do enunciado", jamais me ocorreu tal coisa.
Para a próxima prova, há também que melhorar o sistema de identificação dos examinandos - a do anulado exame era deficiente -, sugerindo-se a inclusão em cada folha do teste, de uma forma que claramente impossibilite qualquer extravio, substituição ou engano na identidade do autor da prova. O seu a seu dono. Paulo Portas está de parabéns. 
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De Aurora B. Oreal a 03.04.2013 às 22:30

Acho incrivel cometerem um erro destes. As regras eram bem claras, como é possivel que os vigilantes não soubessem as regras?
Na sala onde estive houve uma candidata que foi imediatamente expulsa da sala por ter arrancado a folha de rosto do agrafe. Ela entendeu, admitiu o erro e saíu. 
Isto implica uma despesa maior (à custa do contribuinte), organizar tudo outra vez, alugar as salas à FDL, pagar aos vigilantes, a quem faz a prova, a quem a corrige etc.
Para não falar na despesa dos candidatos que vêm de longe, dos Açores inclusive, viagem, alojamento etc!
Obviamente que ninguém assumirá responsabilidade, ninguém apresentará um pedido de desculpa, nem ninguém proporá ajudas de custos a candidatos q têm de se deslocar de longe de Lisboa.
Obviamente que o concurso, e este em particular sempre o foi, está inquinado e far-se-ão tantas as provas quantas as necessárias para que fulano ou sicrano passe à fase seguinte.
Presumo que estejam contentes aqueles a quem correu mal a prova, achando que saber a ordem do sistema solar ou o que é uma raíz quadrada é conhecimento inútil. Assim terão uma nova oportunidade, e desta vez (aposto) a prova será diferente.
A mim, pessoalmente, tinha corrido bem. A próxima vai correr mal.
boa sorte e boas viagens.
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De Nuno Castelo-Branco a 03.04.2013 às 23:17

Se quer que lhe diga, a prova correu-me bem, coisa que não invalidaa crítica  às deficiências que podem ser corrigidas. Não duvido da total boa fé e lisura dos organizadores, apenas creio que o principal problema poderá ser a perfeita identificação dos candidatos. Quanto às matérias abordadas, isso fica ao critério dos roganizadores e especialistas. Tudo é passível de crítica, aceita-se a diversidade de opiniões.
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De Nuno Castelo-Branco a 03.04.2013 às 23:18

Dizia, organizadores.
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De David a 04.04.2013 às 01:42

Não posso deixar de reparar que no post inicial sobre este assunto parecia recomendar e indicar uma série de matérias que achava que deveriam ser abordadas. Agora já fica ao critério dos "especialistas"? Qual era o sentido do post inicial então?
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De Nuno Castelo-Branco a 04.04.2013 às 16:13

Caro David, aquele enunciado continha muita matéria que os especialistas poderiam aproveitar. Mesmo quem tenha conhecimento daqueles temas bem poderá "escorregar" nesta ou naquela pergunta. Era a isto que me referia quanto ao "critério dos especialistas".  Não mudo de ideias facilmente, acredite. 
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De David a 04.04.2013 às 01:37

Tudo isto é lamentável. Das duas uma, ou o pessoal do MNE é incompetente e não sabe o que anda a fazer, ou vão repetir a prova porque não gostaram do resultado desta. Enfim... subscrevo tudo o que disse.
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De Jorge Cascão a 04.04.2013 às 15:28

Sem dúvida que a repetição da prova acarretará custos, sobretudo pelo facto das provas terem sido encomendadas e corrigidas pela Faculdade de Letras, mas não será pelo lado dos vigilantes, que não são pagos.
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De Ana Maria Castro a 04.04.2013 às 00:50

Não percebo porque é que Paulo Portas está de parabéns. Aliás, se as regras não foram convenientemente explicadas aos representantes do MNE, haverá aqui qualquer coisa de muito errado, não? parece-me demasiado amadorismo não acautelar devidamente todos os pormenores organizativos para um concurso e uma prova desta importância.
Em alternativa, estaremos antes perante uma "desculpa esfarrapada" para garantir a selecção de determinados candidatos. Concordo plenamente com o comentário que critica esta decisão. Antes de mais é uma questão moral e ética que se coloca independentemente do sucesso ou não de cada um na prova. No entanto, infelizmente, a alteração das regras a meio do jogo nos concursos para a carreira diplomática não é propriamente novidade.
A prova foi o que foi, algumas questões seriam pouco pertinentes ou não o seriam de todo mas em geral as perguntas, na minha opinião, não seriam motivo de tamanha indignação e perplexidade como se escreveu por ai. Se é uma prova de cultura geral esta deve ser, obviamente, de carácter geral. Não tem que existir uma matriz de temas prévios para facilitar o estudo. Não se estuda para provas de cultural geral, não é em 15 dias que alguém que não sabe de literatura, arte, história, etc., vai enriquecer exponencialmente a sua cultura geral, se não a tiver de antemão. Cultura geral adquire-se ao longo da vida e é, não só fruto daquilo que se estuda na escola e universidade mas também dos interesses pessoais de cada um e do facto de querer ou não aprender e do que se faz por isso.
Quanto à questão da identificação concordo, algo de estranho se passou. Supostamente, as provas seriam identificadas por um número correspondente a um nome de forma a garantir o anonimato. Posso concordar que todas as páginas ostentassem esse número, agora que houvesse outro tipo de identificação como rubricas ou nomes (ou quem sabe até símbolos maçónicos ou da opus dei!!), não, não concordo.
No meio de toda esta trapalhada parece-me que o que está garantido, para gaúdio de alguns, é uma prova bem mais acessível mas quem sabe estarei errada. 
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De Anónimo a 04.04.2013 às 02:24

Nuno Branco defende Paulo Portas. É uma propaganda miseravel e vergonhosa, a sua obsessâo e narrativa pro governo. É para Portas o nomear embaixador? ONU? Washington? Londres? Bangkok? Ou Buenos Aires para tomar chá com a Cristina?
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De Nuno Castelo-Branco a 04.04.2013 às 16:21

Essa é boa! Raramente lê algo da minha autoria que comente esta ou aquela decisão do governo. Se quer mesmo saber, nas últimas eleições votei no MPT e anunciei-o aqui no blog, assim posso dizer o que bem entender a favor ou contra as posições deste governo. 


Apenas declarei que Paulo Portas fez bem em tornar o concurso mais transparente.  Como dizia no comentário que lhe causou azia, "o seu a seu dono". Se em vez de Portas tivesse sido Jaime Gama ou Amado, diria exactamente o mesmo. Espero que agora já entenda.


* Já agora, não se nomeiam embaixadores assim de qualquer maneira, pois existem procedimentos, cumprem-se etapas, anos de serviço, etc. O sistema de "aviário de amigos" já não funciona tão facilmente como antes eventualmente acontecia. 
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De João a 04.04.2013 às 09:12

É verdade.A monarquia é o remédio para os nossos males.
Não há conhecimento de corrupção em Espanha e  em Inglaterra, e se  houver alguma noticia nos jornais é porque são jornais republicanos.
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De ana borges a 04.04.2013 às 10:13

Cá para mim não houve um único a ter tido 63. Já vão ver como esta prova será muito diferente da primeira.
A cultura geral, no geral, é muito fraquinha....
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De Nuno Castelo-Branco a 04.04.2013 às 16:23

Não se fie muito no seu "cá para mim". Houve quem considerasse a prova acessível. 
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De ana borges a 01.05.2013 às 22:17

Constato que a publicação dos resultados da segunda prova não passa de uma lista de candidatos aprovados e reprovados. Sem uma classificação, uma nota ou o que seja. Podem meter lá quem quiserem! Constato também que em perto de 45 que passam à segunda fase, apenas 2 são do sexo feminino...
Se ainda acham que este concurso é transparente estamos conversados. Ou então as mulheres (eram cerca de 60% do universo dos candidatos) são muito pouco cultas.
Mas enfim, isto das mulheres nem é o que me choca. Choca-me sim a maneira como se publicam resultados de um concurso supostamente transparente e aberto a toda a gente.
Ah, a prova também me correu bem (sim, de ambas as vezes) e dou os parabéns ao Castelo-Branco por ter conseguido passar à fase seguinte. A ver vamos quanto filtros ainda consegue passar...
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De Anónimo a 04.04.2013 às 18:17

Claro caro Nuno Branco, a aua conversa já toda a gente conhece. Mas poucos acreditam. Quanto ao \'\'Aviário de amigos\'\' já não funcionar, issi é pra chorar ou rir? Ainda há umas semanas assistimos a duas nomeações para Londres. Sabe de quem são amigas? Claro que sabe. E há outros tachos porventura mais apetecíveis que o de embaixador - doce vitta. E Paulo Portas arranja sempre tempinho para ler os emails e este blog.
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De Anónimo a 04.04.2013 às 23:28

Duas nomeações tão apetecíveis? basta ir ver quanto é que vão receber em Londres para ver se é assim tão apetecível. Em todo o caso não se tratam de diplomatas, portanto a sua nomeação não respeita as mesmas regras que se aplicam nas colocações de qualquer diplomata ou Embaixador (embora neste último caso, ao contrário dos restantes diplomatas, a nomeação seja política. Claro que para se chegar à categoria de Ministro Plenipotenciário ou Embaixador são necessários os tais anos de casa).

Atenção, o sistema para colocação de diplomatas não é perfeito nem imune a pressões (apesar de tudo, estamos em Portugal), mas não funciona como"aviário de amigos". Já para os técnicos as regras são mais flexíveis, mas ainda assim são, regra geral, funcionários do MNE e, portanto, também não desceram do céu.

Se se candidatou ao concurso de entrada na carreira diplomática convém ter noção destas diferenças (embora não se trate de cultura geral, concedo).
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De Anónimo a 05.04.2013 às 00:46

Quem disse que essas 2 nomeaçōes são apetecíveis? Mas são nomeações de amigas e em pouco tempo pulam para outro tacho. O que vale é que antes disso este governo cai e começará nova vingança impiedosa. E há vários embaixadores que não são de carreira. Honorários, por ex, por terem \'\'prestado grandes serviços ao...País\'\'. Revolução nas ruas. Já.
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De Reborn Teixeira a 05.04.2013 às 09:27

Seria mesmo bom, não é? Ainda não perceberam que não vão a sítio nenhum. Uma data de atrasados mentais admiradores do Castro e do Mugabe, acabadinhos de sair da sede da Soeiro Pereira e que transformassem as embaixadas em pousio para as famílias. Estes gajos chchés só pensam em sangue e vinganças impiedosas. Entre os amigos colocados pelo Sampaio e pelo Soares e aquilo que eles querem, 1000 vezes prefiro os outros. 
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De Anónimo a 05.04.2013 às 10:38

Quais admiradores de Castro qual crl. Só baboseiras. E quem transforma embaixadas e tudo o mais em coutadas para amigos ( parasitas inúteis e vadias) é a direita. Uma cambada que tem que ser varrida.

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