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No i online:

 

«O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) anulou uma prova escrita de acesso à carreira diplomática citando irregularidades no dia da prova que beneficiaram alguns candidatos, indica um aviso publicado esta semana pela tutela liderada por Paulo Portas. A prova de cultura geral, que mereceu muitas críticas de vários candidatos devido a perguntas exóticas e possibilidades de resposta pouco claras, será repetida a 20 de Abril.

 

“Segundo informação do presidente do júri, a realização da prova, no passado dia 16 de Março, não terá assegurado as condições de igualdade entre todos os candidatos uma vez que, em algumas salas, foi autorizada a substituição do enunciado da prova e, em consequência, a correção de respostas rasuradas”, aponta o comunicado emitido pelo MNE. “Este facto contraria as instruções previstas no enunciado da prova”, acrescenta.

 

A prova é feita num modelo de escolha múltipla e os candidatos não podem corrigir as respostas por si assinaladas. Contudo, em algumas salas houve vigilantes que permitiram a substituição do enunciado da prova, permitindo aos candidatos beneficiados a correcção de respostas. Segundo apurou o i, as irregularidades existiram e terão sido do conhecimento dos vigilantes no próprio dia de realização da prova, devido às queixas de alguns candidatos que souberam das excepções.

 

Segundo apurou o i, o júri do MNE já tem os resultados da prova, que foram “muito maus” e que resultaram numa taxa de chumbos superior a 50% e na perda de um número anormal de candidatos. “Nem metade passaram”, afirma ao i uma fonte que preferiu o anonimato. A aprovação era conseguida com pelo menos 63 respostas certas em 90 (uma nota de 14).

 

No comunicado oficial o MNE cita apenas as irregularidades na realização da prova e marca nova data. “Para garantir a total e igualdade de circunstâncias dos candidatos, deste concurso de acesso, o MNE decidiu anular o exame, convocando os candidatos para uma nova prova, a realizar no próximo dia 20 de Abril”, indica o comunicado.

 

A prova de cultura geral, que integra o concurso de ingresso na carreira diplomática, foi muito criticada por vários candidatos. Um dos problemas prende-se com o exotismo de algumas perguntas que passava ao lado do sugerido pelo regulamento da prova de cultura geral (“No caminho mais curto entre a Terra e Urano tem que se passar porque plante?” e “Qual deste animais é um cefalópode?” e “O que é um gibelino?”).

 

Os candidatos criticaram ainda as opções de escolha múltipla “algo obscuras”, uma expressão usada no blogue Estado Sentido por Samuel de Paiva Pires, João Teixeira de Freitas e Nuno Castelo Branco, que realizaram a prova que terão que repetir no dia 20.»


Leitura complementar: As necessidades do Trivial Pursuit"Candidatos à carreira diplomática criticam teste "obscuro" do MNE"; Comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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publicado às 13:48


16 comentários

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De ana borges a 04.04.2013 às 15:06

Só duas coisinhas:


1) se souberam logo das irregularidades no próprio dia 16, porque é que esperaram para ter o resultado das provas (muito mau ao que parece) para anunciar a anulação das mesmas? Foi o resultado (muito mau) que determinou a decisão de anular?


2) e eles a darem-lhe com a história dos planetas! Mas vocês não sabem a ordem dos planetas do sistema solar??? 
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De Jorge Cascão a 04.04.2013 às 15:32

Curioso o facto de realçarem sempre as 10 ou as 25 questões que eram de facto difíceis, quando poderiam referir qualquer uma das restantes 80 ou 65 questões acessíveis ou de dificuldade compreensível no contexto desta prova.
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De anaborges a 04.04.2013 às 22:50

Mas achas a pergunta do sistema solar difícil? :O
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De José Aníbal Marinho Gomes a 04.04.2013 às 15:28

Relativamente a este assunto subscrevo integralmente tudo aquilo que escreveu no seu primeiro post, realmente as perguntas eram ridículas e algumas muito absurdas, o que demonstra o grau de inteligência e competência de quem está hoje nos diversos ministérios, que servem sobretudo para a colocação de boys.
Relacionado com a anulação da prova e a sua repetição, há um aspecto que ainda não vi ninguém referir, e que tem a ver com os candidatos que tiveram de se deslocar a Lisboa as expensas suas.
Tenho conhecimento que de Ponte de Lima pelo menos estiveram presentes 4 candidatos, que tiveram gastos com  dormida num hotel, uma vez que devido à distância tiveram de se deslocar na véspera, já para não falar nas despesas de deslocação. Pois todos nós sabemos qual o preço que custa hoje em dia uma dormida na capital num local mais ou menos aceitável.
Como a repetição foi por motivos alheios aos candidatos  (ou seja, ou se passou na realidade aquilo que referem quanto à substituição dos enunciados, ou então os responsáveis reconheceram que a prova não era digna de um concurso público para ingresso na carreira diplomática), não seria bom o ministério compensar esta nova deslocação aos candidatos que se deslocam da província?

José Aníbal Marinho
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De Ana Maria a 04.04.2013 às 16:40

De facto tem toda a pertinência a questão das deslocações e de serem os candidatos a pagar, de diversas formas, os erros e a falta de organização do MNE, concordo plenamente.
Havia de facto algumas questões, cerca de 20 que poderiam ser consideradas pouco pertinentes, pouco claras, etc. mas não chegam para classificar a prova de ridícula. O que considero ridículo é haver um nr. absurdo de candidatos que, provavelmente nem a metade das perguntas conseguiu responder... O nível de cultura geral hoje em dia é muito baixo e isso é que é preocupante.
Já agora, a prova foi elaborada pela Fac. de Letras da Univ. de Lisboa. Se a próxima for pelo MNE se calhar já teremos perguntas como, "com que país é que Portugal faz fronteira?", bem mais adequadas e acessíveis claro.
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De Maria Ana a 04.04.2013 às 20:26

A fll anda assim tão em baixo? Também há quem duvide aqui mesmo no MNE, acerca da capacidade de 99% dos nossos funcionários conseguirem responder ao teste. Isto é extensível ao PR, procuradores, chefes partidários, ministros, 99% dos deputados da AR. Chumbavam todos.
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De Ana Maria a 05.04.2013 às 13:21

Cara Mariana,
O facto de tão bem conhecer os meandros do MNE e respectivos funcionários assim como deputados à Assembleia da República etc., é motivo para apreciar ainda mais a ironia (ou será mesmo sarcasmo?) que demonstra ao garantir que 99% das pessoas desses universos, chumbariam na prova. Quero obviamente acreditar que se trata de ironia ou então o que "andará muito em baixo" não será a FLUL mas sim muitos dos representantes da República Portuguesa...
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De Robin of Locksley a 04.04.2013 às 23:02

Província? Que província? O Minho?
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De dmazevedo a 04.04.2013 às 21:53

"os resultados da prova, que foram “muito maus” e que resultaram numa taxa de chumbos superior a 50% e na perda de um número anormal de candidatos."

ERA ISTO MEMSO QUE SE PRETENDIA...
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De anaborges a 04.04.2013 às 22:49

Claro!
É suposto entrarem cerca de 20. Há mais de 2000 candidatos. Têm de ser eliminados de alguma forma.
Mas para mim o mais escabroso desta situação é não conseguir perceber porque motivo corrigiram sequer as provas!
Se já se sabia das irregularidades no dia 16 março, porque raio continuam, alegres e contentes, com o concurso para a frente até se aperceberem que era demasiado 'dificil' e que (pasme-se) mais de metade chumbou.
Tudo isto é tão, mas tão sinistro que assusta.
E sim, claro que a prova de dia 20 será fácil, com perguntas mesmo do tipo com quem fazemos fronteira.
E depois preparam-se para eliminar os inúmeros candidatos q passaram porque não escreveram conforme o acordo ortográfico na prova de português ou algo do género.
Preparem-se para mais broncas da parte do MNE.
Não acaba aqui. 
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De Pedro Santos a 11.04.2013 às 15:21

Sabem onde posso encontrar um exemplar (pdf) da afamada prova?

Obrigado.
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De candidata a 30.04.2013 às 21:07

Pergunto-me se dos 44 candidatos que passaram, 20 não serão do CDS...
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De ana borges a 02.05.2013 às 08:58

não sei se serão do CDS, mas sei que apenas 2 são mulheres e 3 têm apelido Castelo-Branco. Ah, e que nem uma classificação dão. Metem uma lista. "os aprovados são estes" e pronto, está feita a prova! 
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De candidata a 30.04.2013 às 21:07

Pergunto-me se dos 44 candidatos que passaram, 20 não serão do CDS...
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De Samuel de Paiva Pires a 30.04.2013 às 22:09

Eu sou do CDS e não passei.
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De ana borges a 02.05.2013 às 08:56

Estranho...
O seu nome não consta da lista dos candidatos, nem aprovados nem reprovados....

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