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Ricos, fujam já!

por João Pinto Bastos, em 15.04.13

A propósito deste post do Pedro Quartin Graça, e após uma leitura em diagonal de um artigo do sempre indispensável Ambrose Evans-Pritchard, cheguei à conclusão de que as elites teutónicas andam completamente à nora. Leiam isto e tirem as vossas próprias conclusões:

 

"The proposals, from members of Germany’s council of economic experts, raise the prospect of taxes being imposed on property in a country like Spain if its government was forced to seek a bail-out. The council, known as the “Five Wise Men”, is often used to test new policies that are later adopted officially. The German suggestion is the latest sign that Berlin is intent on imposing even tougher rules on weaker southern euro members in exchange for using its economic might to support their finances (...) Taxes on property or other assets would mark a significant change in Europe’s approach to funding bail-outs for eurozone members (...) But German economists are now challenging that argument. They say that new figures taking into account property values show that people in many southern countries are actually wealthier than their German counterparts. Prof Lars Feld, another “wise man”, highlighted a recent study by the European Central Bank, which Germans say show that the people in bailed-out countries are often better-off than those in Germany. Less than half of Germans own their own home, lower than the rate in many southern eurozone members.

 

Não é difícil chegar à conclusão de que estas propostas conduzirão a uma cisão ainda maior na dita Europa. Mais: a partir do momento em que os mandarins europeus concentrarem baterias nos tão propalados ricos, dirigindo o raide tributário do Estado impostadeiro para o património imobiliário, é certo e sabido que as elites dos países periféricos, acossadas por uma austeridade cada vez mais esmagadora, optarão pelo abandono do euro. O ponto é justamente este: se a austeridade atingir um patamar de violência tal que quebre, concomitantemente, o elo de ligação entre as elites nacionais, europeístas até à medula, e as elites eurocráticas, a pertença ao euro deixará, certamente, de ser um tabu. Perante isto, só há uma questão a fazer, uma única questão: as elites alemãs já desistiram do euro?

publicado às 17:49







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