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Buíça para aqui, Buíça para ali.

por Nuno Castelo-Branco, em 16.04.13

 

Na RTP informação - programa Termómetro Político -, uma loura mental que dá pelo nome de Graça Franco, teceu algumas aflitas considerações acerca da disparatada tirada soarista. A respeito de D. Carlos I,a contratada debitou todas as "narrativas" da bem conhecida propaganda da ignorância. Sem sequer se ter dado ao trabalho de rapidamente verificar na Wikipédia quem foi D. Carlos I - sugerir-lhe a leitura de uma biografia séria como aquela escrita por Rui Ramos, seria demais para a tonta cabecinha - , quem era este homem de ciência, o artista e muito mais importante, o estadista, a fulana preencheu o seu tempo com as inanidades que se esperam nestes painéis a soldo. Uma vergonha, principalmente quando tudo isto é pago com dinheiros públicos. A criatura devia entender que a provecta idade do ex-residente em Belém não pode servir de desculpa, pois temos todos a certeza da seriedade das sugestões que tem assoprado. Os outros comentadores estavam visivelmente incomodados com o claro apelo ao sangue que Mário Soares sonoramente fez ouvir no país inteiro, tentando desculpá-lo através de evasivas muito mal conseguidas.

 

O problema reside no oportuno esquecimento que esta gente cultiva como nabos sob chuva fininha e persistente. Temem pelos seus salários ao fim do mês, comprende-se o dilema.

 

A verdade é que Mário Soares tem sistematicamente recorrido ao apelo à violência e em muitas entrevistas chama nomes impublicáveis às autoridades do Estado. Ainda há meses, nas cerimónias comemorativas da grotesca república que nos esmaga, trai, mente e rouba há demasiado tempo, fez precisamente o mesmo numa daquelas tiradas em que a violência verbal se torna norma. Parece  a todo o custo querer sangue. Nada mais, nada menos. É indecente, esta monomaníaca insistência. A família bem podia beneficamente influenciar o homem. O Dr. João Soares, moderado e sensato como é, poderá ser capaz de tentar evitar estes desagradáveis incidentes?

 

Mário Soares lamentavelmente pode citar o Afonso Costa ou o Junqueiro e até regozijar-se com o assassinato de D. Carlos I, um dos seus antecessores na Chefia do Estado. Fica-lhe muito mal. A verdade que devia ser-lhe colocada, considerando a sua filiação republicana, é o absurdo que o situa na mesma fileira do Buíça. Apela ao crime ? Pois então recorde-se da forma como terminou o dito Buíça: em farrapos, pontapeado e cheio de lama, ali mesmo atirado como lixo para o lajedo da Câmara Municipal de Lisboa. Quantos daqueles que rejubilaram com o Regicídio - Machado Santos, António Granjo, Ribeira Brava, entre outros - cairiam da mesma forma e precisamente às mãos dos seus correligionários?

 

Portugal foi pioneiro na abolição da Pena de Morte. Foi a Monarquia quem para sempre a liquidou. Convém lembrar estes pequenos e importantes detalhes. Nestas situações de profunda crise, por vezes acontecem imprevistos e os tiros saem pela culatra. Aqui ficam as fotos. São um alerta, até porque a paciência tem os seus limites.

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publicado às 20:56


2 comentários

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De MIGUEL a 17.04.2013 às 07:33

AS MARIAS E GRAÇAS SEGUEM O MESMO OBJECTIVO... DESVIAR ATENÇOES.
OS MAÇONS SÃO HOMENS DE BONS COSTUMES E BOA VONTADE E FIEIS AS INSTITUIÇÕES REAIS (MUITOS REIS FORAM E SÃO MAÇONS). DENTRO DA MAÇONARIA O SÉCULO 19 CRIOU UMA ALA (MODERNA, AVANÇADA) REPUBLICANA, JACOBINA, VIOLENTA, CARBONÁRIA COM A FINALIDADE DE CONQUISTAR O PODER A QUALQUER CUSTO. ESTES ANIMAIS QUE NOS GOVERNAM DE QUE FALAM AQUI SÃO O FRUTO DESSE RAMO.
ESTA MAÇONARIA A QUE CHAMAM GRANDE ORIENTE POUCO TEM DE COMUM COM A MAÇONARIA TRADICIONAL.
E NÃO SERÁ PRECISO AQUI VIR A OPUS DEI ENVENENAR MAIS AS COISAS. SEBRETUDO NO TRISTE CASO ACADÉMICO PORTUGUÊS ONDE ESTAS 2 SEITAS TÊM O MESMO OBJECTIVO DE DESTRUIÇAO DE PORTUGAL!  
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De João Titta Maurício a 17.04.2013 às 15:31

Sr. Miguel,
Nada tenho a objectar à sua factual descrição histórica sobre a Maçonaria portuguesa e o processo da sua passagem à "irregularidade": pelo que julgo saber, parece que foi assim.
E tampouco ousaria fazer quaisquer juízos de carácter sobre os maçons ou sobre as suas aspirações: é perfeitamente admissível que sejam esses os critérios formais de selecção e os seus fins proclamados.

Só gostava de perceber o que é que o Opus Dei tem a ver com esta "estória" e com a sua acusação/imaginação de um suposto propósito de destruição de Portugal a partir do espaço académico?

É que, quer-me parecer, tentou afastar um mito urbano que (permita-me o plebeísmo) o "chateia" mas acabou por passar brandir um outro...

Com os melhores Cumprimentos,

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