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Espremedor de Seguro

por John Wolf, em 29.04.13

 

Todos conhecem aquela expressão; espremer para ver se sai alguma coisa? Pois acordei hoje com esta atitude positiva, crente no bom que existe na profundidade humana e propus-me a essa mesma tarefa. Torcer o António José Seguro para ver o que dali sai. Fui ao site do PS para tentar perceber de onde veio o secretário-geral e o que o habilita a ser o chefe de um governo nacional. Conforme todos podemos ler, lecciona no ensino superior, mas nem sequer tem um mestrado. Curioso? Pensava eu, que para exercer a docência, o grau de mestre era requerido. Corrijam-me se eu estiver enganado. Ah, já sei. Deve ser a tal coisa de créditos e méritos. Por ter tido um percurso brilhante, dispensa acreditações e diplomas. Peço perdão pelo lapso. Mas adiante, quero perceber os caminhos que os levam à Santa...Maria da Feira. Ok. Está tudo aqui, preto no branco. O António José Seguro tem um percurso invejável dentro do Partido Socialista. Não faltou às aulas em 31 anos e tem as quotas em dia, e recebeu um convite de António Guterres para Secretário de Estado-Adjunto do Primeiro-Ministro. E obra? Que projectos-lei assina? Que edifícios desenhou na sua terra? Que empresas de topo geriu com sucesso e conseguiu internacionalizar? E qual a tése do Mestrado que frequenta? Será que a dissertação se intitula; "Como chegar ao topo com nada"? Francamente!!!! Já espremi ao de leve esta não-laranja e nem um pingo de suor escorre da sua testa. O António José Seguro não tem nada de substantivo para oferecer. Concede alguns pensamentos absurdos que colidem com a dura realidade dos factos, e que servem de matéria-prima para artigos de opinião e blogs. O Seguro soa mesmo a secretário-geral de um estranho livro. Uma obra que tem gramática mas que não encerra mensagens válidas. O país precisa urgentemente de um substituto que saiba conduzir a oposição a apresentar uma alternativa de facto. Eu disso substituto? Ai!!! Corrijo-me, um substituto não!!! Porque seria a mesma coisa, sem utilidade aparente. O António José Seguro, que se diz próximo e entendedor dos anseios dos Portugueses, nunca esteve junto da população, na matança matinal do porco, na apanha da uva, na comunidade que até esquece o que é o poder. O rapaz nunca saiu do conforto da sua fortaleza partidária. Conhece as jogadas das torres da casa, mas isso não é Portugal. Presta a vassalagem devida, mas nunca o vimos dobrar a mola, com uma vassoura empenhada no país real. Este é o homem com rosto mas sem linhas na palma da mão. O candidato para reinvindicar seja o que for? Para rasgar as páginas vermelhas do memorando? Mais valia. Mais valia pegar na lista telefónica, nas brancas esquecidas, nas páginas, tapar os olhos com a venda de burro caro e atirar um dardo envenenado para escolher uma letra, um nome, um apelido, um líder. É este. Este não serve, decididamente. Pode verter lágrimas no auge de um congresso, mas isso espelha bem o que pensa de si. Que nunca imaginava chegar onde chegou, e comoveu com a masturbação política. E se o deixarem, afogar-nos-emos nas lágrimas que serão nossas.

publicado às 11:32


12 comentários

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De CV a 29.04.2013 às 14:45

"Conforme todos podemos ler, lecciona no ensino superior, mas nem sequer tem um mestrado. Curioso? Pensava eu, que para exercer a docência, o grau de mestre era requerido."


António José Seguro foi, enquanto docente, colega de Miguel Relvas numa universidade privada. Leccionaram ambos a mesma disciplina.

Reportagem da RTP sobre esse assunto

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=643465&tm=9&layout=122&visual=61


"António José Martins Seguro (Penamacor, Penamacor, 11 de Março de 1962) é um assistente universitário e político português.

Estudou Organização e Gestão de Empresas, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, mas acabou por se licenciar em Relações Internacionais, na Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões. Hoje é Professor Assistente da mesma Universidade[1] (encarregue das disciplinas de Teoria do Estado e História das Ideias Políticas e Sociais)."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Jos%C3%A9_Seguro


"Uma das notas mais elevadas do secretário-geral do PS, um 19, foi-lhe atribuída pelo antigo dirigente socialista Vítor Ramalho, que foi professor na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL)."

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/antonio-jose-seguro-com-notas-baixas-a-ingles
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De John Wolf a 29.04.2013 às 15:23

Caro CV,
Grato pelos elementos que partilha.  Não podemos esperar grande coisa...os fundamentos académicos dos governadores presentes e futuros não valem muito.
Cordialmente,
John 
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De CV a 29.04.2013 às 14:47

Curiosamente no site do PS não é feita menção ao nome da universidade onde se licenciou...
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De João Ferreira Dias a 29.04.2013 às 18:06

No fundo, em pouco difere de PPC, o mérito é substituído pela cunha et. al.
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De John Wolf a 29.04.2013 às 18:10

Viva João,
Precisamente, o anti-ético mantém-se. Apenas substituem o óleo de um motor defeituoso.
Obrigado.
Cordialmente,
John 
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De João Ferreira Dias a 29.04.2013 às 18:11

Exato. 
Um abraço,
J.
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De Carlos Velasco a 29.04.2013 às 20:36

Caro John Wolf,

Aí está mais um facto que confirma a intuição popular e nos remete à seguinte pergunta: o que fazer quando vivemos debaixo de um regime espoliador - e sem legitimidade - e não há alternativa dentro dele?
Da minha parte, só vejo um caminho viável: a greve fiscal. Porém, isso só vai para frente quando houver uma liderança disposta a arriscar a sua segurança para dar o exemplo.

Saudações.
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De John Wolf a 29.04.2013 às 21:20

Boa noite Caro Carlos,
O conceito que apresenta é muito interessante. Numa dimensão que implica a prestação dos contribuintes e na outra que nos remete para a cessação das obrigações do Estado para com os credores internacionais. Há de chegar o dia em que o contribuinte define o destino preciso do seu trabalho, do seu dinheiro, dos seus impostos que passarão a designar-se por transferências voluntárias...
Obrigado. Fiquei a pensar nas suas palavras por serem profundas.
Cordialmente,
John 
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De Maria Araújo a 30.04.2013 às 11:07

Espreitei e só comento com aquele célebre ditadao "Só fala quem tem que se lhe diga".

Cumprimentos
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De António Simões a 30.04.2013 às 11:56

O pretenciosismo tuga do canudo na mao ate mais ver nao se revelou ainda como uma mais valia governativa. No outro lado do atlantico ate temos um bom exemplo de como um simples diplomado na universidade da vida transformou um pais e colocou-o na rota do desenvolvimento.
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De John Wolf a 30.04.2013 às 12:16

Obrigado pelo seu contributo.
Chegou a hora de afastar a pretensão académica e elevar os homens honrados que nunca necessitarão de canudos. Há que devolver o brio e a auto-estima a cada um dos Portugueses, desengravatados da presunção.
Cordialmente,
John
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De A Voz da Consiência a 01.05.2013 às 11:52

Caro John !

Não perca mais tempo a espremer os políticos partidários, porque depressa fica sem sumo e sem espremedor.
O sistema partidário é um casino e os seus filiados, a máfia que o gere.
Só os ingénuos ou os interessados, que controlam os media, desde o humor ao comentário político, defendem furiosamente que não há democracia sem partidos.
É precisamente ao contrário: não há democracia com partidos, que usurparam o poder do povo, que é a essência da democracia.
Os casinos vivem à grande com os lucros grandes do jogo viciado. Sem batota, não há lucros garantidos. Tal como nos partidos.
Por isso eles são intrinsecamente, por natureza, irreabilitáveis.
A greve fiscal, a abstenção massiva, os movimentos independentes... por aí é que vamos!

João de Brito

 

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