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" Acudamos a tudo, enquanto é tempo! ( ... ) Não é preciso ser muito velho para notar grandes mudanças etnográficas sentidas numa terra....................( ... ) Devo, porém, confessar que nunca senti maior prazer na minha vida do que quando, no meio dos trabalhos agrícolas, à fogueira do lar das aldeias, nas romarias alegres da igreja, apanhei da boca dos aldeões, simplórios e bons, tudo isto que aqui transcrevo, e que, à proporção que me ia aparecendo, me ia anunciando um mundo novo "
Leite de Vasconcelos

Depois da visita ao mosteiro de Salzedas tínhamos de ver Ucanha, também no concelho de Tarouca. Chamava-nos a Torre fortificada, tantas vezes vista em fotografias.
Uns dias antes de encetar este passeio tinha lido que ali nascera o linguista, filólogo, arqueólogo e etnógrafo José Leite de Vasconcelos, e a primeira coisa que se deparou aos meus olhos foi uma placa, debaixo de um medalhão em bronze representando o sábio, homenageando este grande português.
Estávamos na praça que, merecidamente, tem o seu nome. No fundo da praça uma linda igreja. Mas tudo em Ucanha é lindo.
A referida torre " constituía a entrada monumental no couto do Mosteiro de Salzedas. A torre servia de cobragem de portagem, defesa e armazenamento de produtos. ( ... ) A sua existência já vem documentada no século XII. D. Afonso Henriques doou, em 1163, à viúva de Egas Moniz, Teresa Afonso. " ( sítio do distrito de Viseu ).
Sob a ponte que tem tal torre por " fronteira ", muito provavelmente de origem romana, corre o cristalino rio Varosa.
Eram já horas do almoço e indicaram-nos um restaurante típico, mesmo no início daquela. Aí degustámos umas saborosas « milhas com carne de vinha d'alhos », de comer e chorar por mais. A voltar!

publicado às 19:02


3 comentários

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De Duarte Meira a 09.05.2013 às 21:43


Que terras, Cristina, que terras! O ar, a limpidez dessas águas!... Esse rio Varosa (e o afluente Balsemão) que o nosso Tomaz de Figueiredo tão bem conhecia dos tempos em que aí perto viveu talvez dos dias mais felizes da sua vida (veja as Viagens no meu Reino), na casa do seu grande amigo o poeta Fausto José... (De lá da casa deste, na Aldeia de Cima, Armamar, é um pulinho até à antiquíssima igreja de S. Domingos da Queimada, aonde el-rei D. João II chegou a ir peregrino , talvez o mais belo mirante sobre o Douro, só comparável ao de S. Leonardo de Galafura, na margem direita)...

Que terras, Cristina! Só fiquei um pouco surpreso com as "milhas de carne"... Não serão migas de triga-milha (mistura de trigo e milho) ? Ah, compreendo, passou aí ao pé das Salzedas pelas caves da Murganheira e, depois dumas provas do melhor espumante português, confundiu migas e milhas...

Ande outras tantas milhas assim que vai muito bem!
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De Cristina Ribeiro a 09.05.2013 às 22:07

:) :) Não, Duarte, eram  mesmo " milhas ", um prato típico da região, aparentadas com a italiana polenta.


Como gostava de o ter por vizinho, para falarmos de todas estas coisas, em que o Duarte dá cartas!


Mas uma coisa posso corroborar: " que terras! "
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De João Pedro a 10.05.2013 às 01:19

Ah, Ucanha das terras mais bonitas do Douro. É incrível como bem próximo a paisagem é acidentada, de serranias e escarpas, mas aí é um vale suavíssimo, rodeado de colinas e pomares.

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