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Que estranhas são as actuais lideranças no leste europeu. Odiadas no ocidente pelo "neo-liberalismo" que lhes é apontado como mania, estas chefias provêm do frutuoso labor dos agora extintos partidos comunistas que um dia tiveram um muito capitalista monopólio do poder em todas as suas vertentes. No país mais poderoso da Europa, pátria de noventa milhões, o dirigente supremo veio do lado de lá da agora invisível barreira que separava a Alemanha de si própria. A Chanceler Merkel tem sido o alvo preferencial da esquerda ocidental, mas a verdade é que a dita senhora foi cuidadosamente preparada pela gente do liquidado regime de Pankow. Enquanto no território que um dia se chamou RFA, os sectores nacional-socialistas contam com um apoio residual, no leste o panorama é bem diverso. O antigo SED parece ter sido uma magnífica escola para os seguidores do partido do Führer, enquanto na Rússia - apesar da "Grande Guerra Patriótica" -, Roménia, Bulgária, Países Bálticos e Hungria, pululam organizações abertamente hitlerianas.
Poderão os nossos leitores do PC explicar a que se deve todo este fervor?