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O rapto da Europa.

por Cristina Ribeiro, em 21.05.13

Há tempos dei comigo a pensar - ainda bem que o Pai ( falecido em Fevereiro do ano passado ) não teve de assistir à derrocada final duma Europa na qual já se não reconhecia , para não falar no Rapto de Portugal, ele que sempre foi, visceralmente, um Patriota  -. Hoje um francês, historiador premiado, de 78 anos, suicidou-se porque não aceitava o caminho por onde os seus novos raptores a têm levado. A última gota d'água terá sido a legalização do casamento homossexual.

publicado às 18:47


5 comentários

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De Duarte Meira a 21.05.2013 às 22:10

Não conhecia Dominique Venner e fui ver quem era. Eis um trecho das últimas palavras que deixou no blogue com o seu nome:

« C’est à une véritable "réforme intellectuelle et morale", comme disait Renan, qu’il faudrait d’abord procéder. Elle devrait permettre une reconquête de la mémoire identitaire française et européenne, dont le besoin n’est pas encore nettement perçu.

Il faudra certainement des geste nouveaux, spectaculaires et symboliques pour ébranler les somnolences, secouer les consciences anesthésiées et réveiller la mémoire de nos origines. Nous entrons dans un temps où les paroles doivent être authentifiées par des actes.

Il faudrait nous souvenir aussi, comme l’a génialement formulé Heidegger (Être et Temps) que l’essence de l’homme est dans son existence et non dans un "autre monde". C’est ici et maintenant que se joue notre destin jusqu’à la dernière seconde. Et cette seconde ultime a autant d’importance que le reste d’une vie.



« Como dizia Renan, é a uma verdadeira "reforma intelectual e moral" que é preciso fazer. Para que se recupere a memória identitária francesas e europeia, cuja necessidade ainda não é sentida com clareza. São precisos gestos espectatculares e simbólico para acordar os sonâmbulos, sacudir as consciências anestesiadas e recuperar a memória das nossa origens. É o tempo de as nossa palavras serem autenticadas com os nossos actos.
É preciso lembrarmo-nos, também, como enialmente o disse Heidegger (em Ser e Tempo) que a essência do homem está na sua existência, não em "outro mundo". É aqui e agora que se joga o nosso destino, até ao último segundo. E este  último momento tem tanta importância como o resto da vida. »


O gesto foi "espctacular" e "simbólico", sem dúvida. Abstenho-me de comentar se foi "novo"; e se é com tais gestos que se pode fazer alguma "reforma intelectual e moral" com efeitos benéficos e construtivos para... "este mundo".
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De Cristina Ribeiro a 21.05.2013 às 22:27

«  e se é com tais gestos que se pode fazer alguma "reforma intelectual e moral" com efeitos benéficos e construtivos para... "este mundo". » Pertinente. A luta não passa por aí, pela desistência. Tem de ser uma luta pela acção positiva. 
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De JOSE MACEDO a 22.05.2013 às 10:58

Para completar a informação, há que referir que era da extrema-direita, tão grave como ser de extrema-esquerda. Os radicalismos nunca levaram a nada de bom, bem pelo contrário. 
«Dominique Venner, the far-right French essayist who shot himself before the altar of Notre Dame Cathedral in Paris on Tuesday, was a bitter opponent of same-sex marriage and influence of Islam in France.»
Apesar de poder ser acusado de politicamente correcto, fica aqui, de qualquer modo, mais uma informação:
«The dead man's editor, Pierre-Guillaume de Roux, suggested it would be wrong to link his suicide to the same-sex marriage affair because it went "far beyond".»


http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-22617577 (http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-22617577)


cumprimentos






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De Duarte Meira a 22.05.2013 às 20:54


Macedo:

- "É de extrema-direita, logo é grave; é de extrema-esquerda, logo é não menos grave; é católico conservador tradiconalista, logo é imparcial ... "

Quanto a si, no interesse do seu crescimento intelectual, eu sugeria que não insistisse em reacções primárias a etiquetagens. E menos ainda no sonhado retorno seu aos "preceitos romanos", que andou por aqui a preceituar: é que os romanos eram useiros em recorrer com facilidade ao... mesmo recurso do malogrado Verner.

Quanto a mim, fiquei repeso de ter traduzido literariamente   o "spéctaculaires" do francês. O "espectáculo", neste caso e nestas circunstâncias, não faz jus ao que é da ordem do tremendo, do temível e muito para recear e lamentar.
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De JOSE MACEDO a 24.05.2013 às 03:59


«An open society is a society which allows its members the greatest possible degree of freedom in pursuing their interests compatible with the interests of others.» 
«The people currently in charge have forgotten the first principle of an open society, namely that we may be wrong and that there has to be free discussion. That it's possible to be opposed to the policies without being unpatriotic.»
George Soros 




«Our knowledge can only be finite, while our ignorance must necessarily be infinite.»
«We must plan for freedom, and not only for security, if for no other reason than that only freedom can make security secure.»
Karl Popper 

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