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" Portugal, conhecido no mundo civilisado por patria de Camões, tem que agradecer a sua immortalidade a este grande Principe dos poetas das Hespanhas. A elle se deve o primeiro poema épico da Europa meridional, uma das melhores epopeias, assim antigas, como modernas - Os Lusiadas -nova Eneida escripta na doce lingua lusitana, a mais suave para dizer de amores, e a mais grave para se exprimir com altivez. A corrente que nasceu em Homero, continuou em Virgilio e se seguiu em Camões, chamado o « Homero da Peninsula », não aparecendo a seu lado quem ao menos lhe acompanhasse o passo.

Camões, como o disse o sabio Humboldt, foi um verdadeiro pintor da natureza e dos phenomenos do mar.

Assimilhou-se a Cervantes, trabalhando com a espada e a penna em terras longinquas. Como Cesar, salvou dum naufragio o seu poema; com todos os grandes homens se pareceu porque foi só foi louvado depois de morto.

O seu fallecimento em um hospital, abandonado de todos, nada teve de singular, desde que se lhe antecipou, em busca de melhor guarida, no outro mundo, o seu fiel criado que corria as ruas de Lisboa pedindo esmola para sustentar o seu nobre e honrado senhor. ( ... )

                              Não morreram não, Portugal nem Camões. Vivem e viverão eternamente. A nobre nação portugueza, que nunca pecou por desagradecida e ingrata. "

Benigno Joaquim Martinez

Madrid, 15-4-1880

publicado às 16:56


2 comentários

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De Duarte Meira a 10.06.2013 às 18:07


« Não se fundiram en vão,
(Ó manhã de Cerração!)
Cada oitava, em sino de oiro,
Os "Lusíadas" sagrados:
Forma dos tempos passados
Moldando o tempo vindoiro. »

António Corrêa d'Oliveira, Os Sinos do Cativeiro (1927), in Hora Incerta: Pátria Certa, 1948.
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De Cristina Ribeiro a 10.06.2013 às 19:04

Que continuem a não ser em vão, e nisso mostraremos gratidão ( a que já viu melhores dias ).

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