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Viagens na minha terra.

por Cristina Ribeiro, em 12.06.13
 " Cachão, cachoeira, catarata, são palavras que significam corrente de água que cai de uma altura razoável. Neste lugar do rio Douro chamado Cachão da Valeira era precisamente isso que acontecia até 1780, ano em que se deu início às obras de desobstrução nesse ponto do rio, dando-se por concluídas em 1792. Antes desta data, as pequenas embarcações subiam desde a Foz do Douro, em Vila Nova de Gaia, apenas até esse Cachão que impedia a navegabilidade para montante.
Foi precisamente nesse lugar próximo de S. João da Pesqueira que o grande estudioso e amigo da Região do Douro, Barão de Forrester, de nacionalidade britânica, sucumbiu num inesperado naufrágio quando, juntamente com D. Antónia Ferreirina, desciam o rio Douro desde a Quinta do Vesúvio. " Jornal de Trás-os-Montes e Douro.

                           Ali estava eu, depois de subir um caminho deveras íngreme, semeado de penedos, mas também de luxuriante verde, e a cerca de 3 quilómetros da vila de S. João da Pesqueira, no magnífico promontório de São Salvador do Mundo, onde, na envolvência de árvores várias e dos sempre presentes penedos, cerca de dez Ermidas de menores dimensões antecedem o Santuário com o mesmo nome. 
E foi daí que avistei impressionante e grandioso panorama: lá bem no fundo, o rio Douro serpenteava, abraçado por agrestes serranias, talvez no  lugar onde esse abraço é de maior aperto.
Hoje, com a construção da vizinha barragem da Valeira, já não parece significar tanto perigo como outrora, mas uma lápide na montanha, recordando o naufrágio que ali aconteceu em 1861, lembra aos navegantes da ferocidade de tão belo curso de água.

publicado às 16:36


2 comentários

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De Duarte Meira a 12.06.2013 às 20:49


Cristina:

A Ferreirinha e o amigo Forrester, a quem o Douro tanto deve, não foram os primeiros a naufragar no temível "ponto", o mais perigoso desnível para os rabelos que desciam o Douro, e prova real da mestria dos arrais marinheiros. Vale a pena ler a descrição viva de um que viveu e sobreviveu à experiência - o escritor transmontano Abìlio de Campos Monteiro, que a relata no último conto dos Ares da Minha Serra.
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De Cristina Ribeiro a 12.06.2013 às 21:39

Imaginava que não terá sido o primeiro naufrágio nesse Lorelei português, Duarte; apenas o mais conhecido, dada a notoriedade dos naufragados. 


Ah! encomendei já o livro de Mário Saraiva, de que me falou ontem; pode ser que também tenha a sorte de encontrar este :)

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