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Os americanos são preventivos

por Nuno Castelo-Branco, em 30.06.13

 

A situação europeia é cada mais instável e a NATO nem de longe é a mesma organização que durante décadas garantiu a segurança da Europa e a resistência ao imperialismo soviético.

 

Goste-se ou não se goste da espionagem, ela existe e pode ser preventiva de grandes contratempos. Sabe-se que uma nada despicienda contribuição para a vitória sobre o Eixo, deveu-se precisamente à eficácia da espionagem:  o decifrar do Código Púrpura, a máquina Enigma, R. Sorge e a Batalha de Moscovo, o decifrar das directivas emitidas pelo Supermarina à poderosa armada italiana, a Rote Kapelle, Estalinegrado, Kursk, a Batalha do Atlântico, o Dia D, Pearl Harbour - é verdade, os americanos sabiam -  e Midway, são apenas alguns exemplos dessa contribuição dos serviços secretos.

 

Os alemães estão indignados por terem sido vigiados pelos competentes serviços dos seus aliados além-atlântico. Não percebem porquê, mas as razões para que tal coisa tenha acontecido são evidentes. A Alemanha de hoje, não é precisamente aquela entidade dividida e sob tutela que existia antes de 1989. O fim da Guerra Fria, o seu grande poder na Europa e ainda mais importante, os cada vez mais privilegiados laços com a Rússia, despoletam algumas previdentes desconfianças. Quando antigos chefes de governo deixam a Chancelaria e logo passam à condição de empregados de grandes empresas energéticas russas, ao mesmo tempo que Berlim e Moscovo dispõem livremente acerca do fornecimento de gás à Europa ocidental, nada poderá ser por acaso. Existem sempre contrapartidas políticas que escapam à opinião pública.

 

Apenas uma questão: passando sobre a evidente necessidade de uma ponderada atenção a um certo tipo de imigração na Europa - o Caso Mesquita de Finsbury Park é um exemplo -, estarão os europeus preparados para o abrir dos cordões à bolsa e garantirem eles próprios a sua segurança e Defesa? O sr. Martin Schulz devia pensar no caso desta proveitosa abstinência de décadas, esse "escândalo gigantesco" que na Europa ninguém quer considerar como tal. Se já não querem o guarda-chuva emprestado, então que ajam em conformidade.

 

A espionagem - a amigos e a inimigos - será um alegadamente asqueroso recurso que susceptibiliza todas as políticas dos Estados. Sempre existiu e numa Europa que já conta com mais de dois milénios de civilização, tal deveria ser encarado com naturalidade. Estas indignações fedem demasiadamente a impotência. 

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publicado às 17:16


2 comentários

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De Duarte Meira a 01.07.2013 às 10:03


«Se já não querem o guarda-chuva emprestado, então que ajam em conformidade.»

Como? Aumentando exponencialmente os orçamentos da Defesa? A opinião pública e contribuinte suportá-lo-ia? Nem pensar. Tanto mais que o "guarda-chuva" já existe: é dos mesmos donos das reservas de gás....
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De Nuno Castelo-Branco a 01.07.2013 às 18:33

Caro Duarte Meira, por estes dias a Defesa não pode limitar-se à compra deste ou daquele equipamento aos fornecedores habituais.  Aquui reside uma boa parte da oposição a umas F.A. modernas. Vem quase tudo de fora. Até a Croácia produz blindados! http://en.wikipedia.org/wiki/M-95_Degman

Quanto ao caso português e por mero acaso,  estou a lembrar-me da indústria naval, apenas lembrando também que em 1975, SM o Xá quis mandar fabricar centenas de Chaimites para o Exército Imperial. O "governo" do Gonçalves proferiu todo o tipo de anormalidades alegando com "fascismos" e outras cretinices da saison. Enfim, o projecto Chaimite faliu e hoje estamos como o Duarte bem sabe, o "episódio Pandur" é conhecido. O caso dos patrulhões para a Armada é também um bom exemplo. Foram encomendados aqueles julgados necessários à garantia da soberania nas "nossas águas", mas nem isso se consegue. Com este regime, tal coisa é impossível, a oposição é total. Por um lado, em S. Bento berra-se pelo mar e pelos estaleiros. Quando a Defesa pretende construir navios - mar e indústria naval - é o fim do mundo. O trabalho dos estaleiros não se limita ao lançamento de cascos, pois existe uma infinidade de necessidades para completar um projecto, ou seja, apresentam-se algumas evidentes possibilidades para muitas empresas portuguesas. Nem sequer pensam que tal iniciativa poderia representar um valioso sector da exportação. São navios relativamente pequenos e talvez bastante úteis a certos países-membro de uma conhecida organização da qual fazemos parte...
Em suma, vamos ter uma outra versão do Mapa Cor de Rosa. Depois não se queixem. 

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