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Vamos lá ver se nos entendemos (2)

por Samuel de Paiva Pires, em 03.07.13

No seguimento do meu post anterior, aqui deixo um excerto retirado das páginas 31 e 32 da moção que Paulo Portas vai apresentar ao Congresso do CDS, esperando que ajude a clarificar porque afirmo que sob pena de diminuir ainda mais a sua credibilidade, o CDS pode até votar favoravelmente a moçao de Portas, mas tem de eleger uma nova liderança neste 25.º Congresso:

 

«A segunda tese é a mera petição de eleições antecipadas. É evidente que, em democracia, o recurso ao voto popular é, em tese, uma opção possível. A questão que deve colocar-se é o que ganharia Portugal com uma crise política antecipada. No momento em que o nosso país se encontra, a um ano da saída da troika; com dois terços do programa de assistência cumpridos; e em circunstâncias de grande volatibilidade externa, a avaliação que fazemos é que precipitar uma crise conduziria a riscos maiores e não controlados, até porque ninguém pode honestamente prever o preço da ruptura da nossa credibilidade externa. O risco de um segundo resgate seria elevado e o prolongamento da dependência externa seria inevitável. Tudo isso poderia pôr em causa e até deitar a perder esforços notáveis e sacrifícios pesados já realizados pela sociedade portuguesa. A própria posição de Portugal a par da Irlanda, que é a companhia desejável, sofreria certamente um retrocesso. Compete aos defensores da tese das eleições antecipadas demonstrar que a promessa de um “segundo programa”, o risco de um segundo resgate, e o prolongamento da presença troika em Portugal, trariam benefícios. Sem essa demonstração que não se afigura credível uma crise política apenas serviria propósitos partidários.

Ao invés, o CDS considera que é num quadro de estabilidade e de procura de consensos políticos que se podem obter as mudanças necessárias no relacionamento com a missão externa e na margem de manobra do Estado português.» 

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publicado às 21:52


4 comentários

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De Duarte Meira a 03.07.2013 às 23:18

Este excerto valia bem um enxerto de paulada no sr. Paulo, que não tem vergonha nenhuma!

«A própria posição de Portugal a par da Irlanda, que é a companhia desejável ...»

Sempre o cardeal desalinhamento: a nossa posição, se tivéssemos gente decente na política, devia era ser par da Islândia, não da Irlanda.
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De Samuel de Paiva Pires a 04.07.2013 às 00:53

Touché, caríssimo Duarte. Isto é demasiado grave para ser olvidado no Congresso.
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De Nuno Castelo-Branco a 04.07.2013 às 01:10

E o Paulo Portas já terá colocado a mão sobre a testa e verificar o que a sua atitude provocou nos "mercados"? As perdas foram tremendas. Quem paga isto?
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De monge silésio a 04.07.2013 às 14:05


Portas acabou!
Não estamos em altura de tacticismos, nem gente dançarina.
Não soube dizer EM CONCRETO uma virgula sobre a REFORMA do ESTADO.
A inabilidade técnica vem sempre à tona...
Que o sigam alguns que não têm mãos nem unhas para os próximos tempos...;
Precisa-se de gente com alma, e com muito sentido do REAL

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