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O actual ministro sem pasta e antigo administrador-delegado da Troika para Portugal, Pedro Passos Coelho (de perfil), cumprimenta o Primeiro-Ministro Paulo Portas (ao centro da foto), sob o olhar cúmplice da Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Mais à frente, à esquerda, o 18º (ou será 19º ?) Presidente da III República, Aníbal Silva aplaude.
O efeito Portas esgota-se, contudo, aqui. Nem Portas, nem o CDS que trata como sua propriedade privada, têm qualquer ideia sólida para a economia e para o "ajustamento". Portas quer que o Estado "corte naquilo que gasta consigo mesmo", uma extensão miserável do discurso das "gorduras", quer "descer o IVA da restauração", quer "estimular o investimento". Portas é tão frágil como Seguro, mas mais bronzeado e a fazer de conta que é liberal.
Infelizmente, para ele e para nós, depois do balão do CDS esvaziar, sobrará a realidade do muro da dívida, da Europa do Norte em negação e de um processo longo e socialmente arriscado de ajustamento.
Mas a memória das pessoas é curta e o entendimento da economia fraco - e Portas pode vir a colher os louros, sobrevivendo politicamente. Afinal, fomos postos na mesa de póquer por isso, não foi?"
Alexandre