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Fim da austeridade não trará crescimento

por João Quaresma, em 09.07.13

«An end to austerity will not boost Europe», por Martin Feldstein (professor de Economia em Harvard) no Financial Times de hoje:


«The eurozone periphery is on a risky path to end fiscal austerity and accept larger deficits. Portugal is the most recent dramatic shift in that direction: Italy, Spain and even France are also abandoning plans to cut spending and raise taxes.
This move away from budget discipline reflects a combination of popular political pressure, more accommodating bond markets and encouragement from the International Monetary Fund.
But ending fiscal austerity is not a strategy of achieving growth. It will reduce downward pressure on aggregate spending but will not lift growth and employment. Instead, it will raise interest rates and threaten a new fiscal crisis. (...)
Rising interest rates could bring back the fiscal crisis of a mutually reinforcing spiral of increasing national debts and rising borrowing costs. That could revive the risk that some countries would be unable to borrow and might therefore choose to leave the euro. If the ECB tried to prevent that despite the lack of fiscal discipline, the result would be escalating rates of inflation.
To prevent this, governments [de Itália, França, Espanha e Portugal] must combine long-run deficit reductions with short-run fiscal stimulus. Slowing the growth of pensions and other transfers would reduce future debt and prevent near-term increases in interest rates. (...)
Policies to allow budget deficits to rise are a dangerous mistake.»


Significativamente, o autor não refere uma única vez nem a Grécia (caso perdido) nem a Irlanda (caso salvo).

publicado às 21:28


2 comentários

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De Duarte Meira a 09.07.2013 às 21:37


E falta a condição primeira que é o arranque das principais economias europeias, a que estamos atrelados. Ora a Alemanha, depois desta crise, que ainda não despoletou a sério na França, desconfio que já não poderá aguentar sozinha a fazer de locomotiva...

Quanto ao óbvio, o necessário, indispensável, inadiável "choque fiscal" (que já o boneco Barroso prometia por cá, antes da sua ministra das finanças chegar ao poder e... fazer precisamente o contrário), veremos se estes "neo liberais" lançam  algum "short-run fiscal stimulus" ao menos sobre o IVA na restauração. Ao menos isso.
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De João Quaresma a 09.07.2013 às 22:17

Caro Duarte Meira, eu penso que não há vontade política nem há condições financeiras para um choque fiscal. Para haver, primeiro teria de ser feito um corte significativo na despesa corrente do Estado (falta a vontade política, a dois anos de novas eleições), e mesmo que fosse levado a cabo, não há confiança por parte dos investidores para que essa medida tivesse o efeito espectacular que se presume. Porque já se sabe que o que um governo faz, o outro seguinte pode desfazer. É preciso fazer as reformas gradualmente e os resultados só se podem esperar também gradualmente. É uma tarefa para várias legislaturas.
O que teria um efeito equivalente a uma redução de impostos seria obrigar a baixar os custos da electricidade, combustíveis e comunicações para as empresas. Mas isso mexe com interesses instalados.
Já sobre o IVA na restauração, isso acredito que vá avante, quanto mais não seja por razões de popularidade.
Mais uma vez, obrigado pelo seu comentário.
JQ

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