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A fotografia

por Nuno Castelo-Branco, em 10.07.13

 

Este discurso está atrasado cerca de dois anos, pois deveria ter sido orado imediatamente após as últimas eleições legislativas. A situação do país assim o impunha e ter-se-iam evitado os incómodos que todos conhecemos. Não o podemos levar demasiadamente a mal, pois o homem, não sendo um monarca constitucional, não passa de um passageiro presidente e tal como todos os seus antecessores, apenas vegeta obcecado por si mesmo. 

 

Em poucas palavras, o residente de Belém confirma aquilo que dele sempre se disse. Pensa em si e o resto, o país, é um valioso acréscimo e muito a propósito a servir de desculpa. Apresenta uma não-solução, o famoso sim e simultâneo não com que julga poder mitigar a péssima opinião que da esquerda à direita o atinge. Pede o impossível, querendo atrelar um PS ávido de poder - não se sabe bem para quê e para quem - numa solução beatificamente crismada de Salvação Nacional. A intenção é óbvia, mas um dos figurantes não está para esse número, apostando no tudo ou nada.  Quanto aos estrangeiros, esses não entendem nada daquilo que se passa neste cada vez mais absurdo Portugal e sempre esperamos para ver aquilo que os "mercados" terão a dizer. Não é o sr. ACS um atento ouvinte dos ditados desses "mercados"? Pois sim... 

 

Vivemos num regime demasiadamente dependente das meias-tintas e dos interesses deste ou daquele fulano. É difícil demonstrar o contrário. Chocantemente evidente, será a ânsia pelo rápido passar do tempo que lhe permita terminar o mandato sem muitas chatices suplementares. Como se o estado a que o país chegou, fosse sensível ao atendimento dos apetites e temores desta ou daquela personalidade que não ficará na História. Alguns tolos julgarão ter o homem dado uma estocada de mestre, ajudando à descredibilização dos partidos que sustentam o regime. Resta-lhe tentar catar um Monti que lhe sirva e na melhor das hipóteses, um Nobre da Costa. Seria irónico se em vez disso, acabasse por encontrar um Almirante Ferreira do Amaral.

 

 Bravo, já conseguiu chegar ao nível de um Sampaio qualquer.

publicado às 23:13


2 comentários

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De Duarte Meira a 11.07.2013 às 21:32


Parabéns, caro Nuno. Era difícil dizer mais e melhor em tão pouco espaço. Mais que merece o prémio Sapo dos destaques mais destacados. E decerto o teria, se não falasse em monarcas, em confronto com presidentes de passagem para a reforma dourada e descansada...
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De Equipa SAPO a 11.07.2013 às 22:40

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