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Duas notícias, dois países, o mesmo problema.

por João Quaresma, em 18.07.13

Em Espanha, antes de ontem:

«A reforma do sector eléctrico prevê fechar centrais de energia renovável para reduzir o défice tarifário.

Espanha poderá avançar com compensações para encerrar as centrais de produção de energia renovável, no âmbito de uma reestruturação do sector energético. Em causa está o preço elevado da produção destas formas de energia, o que levou a que o governo de Mariano Rajoy admita avançar com incentivos económicos para o encerramento definitivo de centrais de energia renovável e de cogeração, noticia o "El Mundo".»

 

Em Portugal, ontem:

«O Grupo francês Neoen está a construir em Coruche, distrito de Santarém, a sua primeira central fotovoltaica em Portugal, um investimento de 40 milhões de euros e que vai permitir produzir energia para cerca de 30 mil habitantes. (...)

O presidente do Grupo destacou o facto de este investimento ser um projeto europeu, com financiamento francês, painéis solares alemães e construtores portugueses. Xavier Barbaro salientou a "excelente colaboração entre todos os intervenientes" para a concretização do projeto.

A Neoen vai investir em Portugal 60 milhões de euros em centrais fotovoltaicas, 40 dos quais na vila de Coruche. Nos 70 hectares de terreno vão ser colocados 18.388 painéis solares e 45 quilómetros de cabos.»


Ou seja, enquanto em Espanha o governo procura resolver o problema mesmo que recorrendo à medida extrema de subsidiar o encerramento de infraestruturas cuja construção foi também subsidiada, em Portugal continua-se a aprofundá-lo, como se não fosse já suficientemente ruinoso.

Ainda por cima, consente-se que se instale uma gigantesca central de energia solar em plena lezíria ribatejana, zona agrícola por excelência por ter alguns dos terrenos mais férteis e produtivos do país. E assim, 70 hectares vão ser cobertos por 18 mil painéis fotovoltaicos importados (apesar de também se fabricarem em Portugal), criando um número ínfimo de postos de trabalho em mais um projecto que irá viver das rendas pagas pelo contribuinte português.

A mais este "magnífico" investimento estrangeiro só tenho a expressar os votos sinceros de um bom tornado.

publicado às 18:08


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