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Tudo pareceria de uma admirável limpidez se não fosse o momento escolhido para o discurso. Os Conselhos Nacionais dos partidos políticos têm sido reuniões à porta fechada, deles saindo apenas aquilo que as organizações pretendem que se saiba e em alguns casos, uma ou outra fuga de informação sem consequências, apenas alimentando a pequena chicana política.
Não foi o caso daquilo que ontem à noite se passou. O primeiro-ministro quis dizer em público o que pensava, evitando boatos e invenções achadas pela imprensa. Fez mal, foi inconveniente. Os outros parceiros nas negociações têm sido extremamente avaros nos comentários, limitando-os à cortesia dos bons dias ou boas tardes pronunciadas por gente circunstancialmente sorridente.
Passos Coelho nada disse de ofensivo, mas era desnecessária a marcação do terreno e a clara pressão sobre os interlocutores, precisamente quando aquilo que menos o país precisa é de um ajustar de contas ou pior ainda, daquele irresistível sair por cima que implica a derrota pública do outro.
Falem o menos possível e deixem os media coçarem-se com as tais micro-algas surgidas na Caparica. Provocam uma comichão danada, eu que o diga.