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Batata quente

por Nuno Castelo-Branco, em 20.07.13

 

O discurso de Seguro cheira demasiadamente a desculpas esfarrapadas, parecendo medrosamente engolir integralmente aquilo que as famélicas rezes do BE e PC ruminam há meses a fio. Todos sabemos que a direcção do PS mente descaradamente, preparando-se para num futuro que pretende próximo obter o poder executivo para logo após, com o ar mais contristado deste e do outro mundo, apresentar as habituais desculpas indicando "não haver folgas, margens de manobra", etc. O líder do PS não poderá cumprir uma única das alíneas que diz ter apresentado nas etéreas negociações pro forma em que participou por mediática noblesse oblige. Isto está claro, ninguém se iluda. De facto, Seguro não tem a necessária fibra para limpar o sótão de imprestáveis velharias que atulham o partido, impedindo o seu normal funcionamento e neste caso, tomar uma posição de acordo com a gravosa situação em que o país se encontra.

 

No seu todo, o regime demonstra ser extraordinária e escandalosamente incompetente, há que dizê-lo sem rodeios. Chefe do Estado, governo, Parlamento e tribunais, estão todos no mesmo cabaz de artigos recicláveis. 

 

À primeira vista, seria desejável deixar a Seguro a batata quente que terá de guardar após eleições, mas o caso não é de molde a mais delongas e loucuras. O dito tubérculo regressou à mão do sr. Aníbal (CS), promotor de todo este imbróglio sem sentido. Ele deverá fazer aquilo que lhe compete, confirmando o governo  inicado pela maioria, pois Portugal não aguenta qualquer recurso a mais chupismos ao estilo sampaieiro.

 

Já é tempo de em Portugal os mandatos serem cumpridos até ao fim do período legalmente previsto. Querem um bom e bem próximo exemplo, à partida previsivelmente muito mais difícil e por acaso "plurinacional"? Espanha, um país onde não há encavacanços para ninguém. 

publicado às 00:43


8 comentários

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De Ricardo a 20.07.2013 às 01:44


Pois , em Espanha o rei nem tuge nem muge, eles que resolvam.  Mas, o PS ía alinhar naquilo que dizia não estar de acordo?  O PS  aceitava o que o PSD  impunha.  Mas, está tudo doido ou já ninguém pensa. Já agora ,mas alguém com um bocadinho de testa acredita que se vai pagar a dívida? Paga-se a
 dívida com quê?
Com cortes de salários e reformas, mobilidade e despedimentos.  Então e como progride a economia sem consumo?  Se os governos não têm capacidade para  governar  não podem governar. Em Portugal não se governa, governam-se.     
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De Anónimo a 20.07.2013 às 01:50

Totalmente de acordo.
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De Nuno Castelo-Branco a 20.07.2013 às 17:23

1. Pois então experimente tirar o Rei e verá o que em Espanha acontecerá.


2. Quanto ao PS, tratou-se de mero eleitoralismo. Estar de "acordo"? Essa é boa. Alguém duvida de que tudo aquilo a que Seguro se "opõe" será infalivelmente implementado por um seu hipotético governo? O PSD não impõe coisa alguma, pois sabe-se que estamos totalmente à mercê da tutela estrangeira e este é o legado mais visível que o regime deixa. Tomara o PSD "querer" ou "poder" seja o que for. 


3. Nega o pagamento da dívida contraída por gente de difícil classificação, entre a qual pontifica quem agora quer a todo o custo regressar ao poder, talvez para, usando as suas palavras, "governar-se". Assim não há regime que resista, mas tendo sido esta cáfila quem nos colocou nesta situação, deverá ser ela mesma a encontrar a solução. Se não conseguir, deverá então ser removida. 
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De O Ingles a 20.07.2013 às 17:32

Portugal ja vai ficar para a historia economica europeia como um exemplo classico da falencia de um estado socialista. Uma vez assumido este facto, ha que colocar este circo todo politico em perspectiva e comprovar que na sua essencia, isto tudo e apenas ruido. Estes hipoteticos acordos de salvacao nacional sao apenas ideias profundamente teoricas, as eleicoes antecipadas sao solucoes desenquadradas em relacao ao problema de fundo (que nao e de todo legitimidade politica), as reformas no executivo nao sao significativas pois e o cargo que estrutura a accao do politico num estado de direito e nao o contrario. No fundo, estas sao todas questoes acessorias ao verdadeiro problema do pais: a falencia do vector ideologico que sustenta toda a construcao da administracao publica portuguesa. O socialismo simplesmente falhou. A ideologia tornou-se insustentavel e todas as previsoes catastroficas das varias escolas liberais e neoliberais concretizaram-se. Isto e claro como agua. E agora esta uma escolha tremendamente dificil na mesa: ou se prossegue pelo o caminho conservador do socialismo que implicara um empobrecimento geral da populacao e um implementar de um logica de racionamento na economia portuguesa ou se prossegue por um caminho liberal tipo europeu que implicara um empobrecimento geral da populacao mas se esta conseguir reagir atraves da iniciativa privada, um acompanhamento com a construcao europeia. O segundo caminho e sem duvida o mais trabalhoso e doloroso e por isso sera provavelmente o que nao sera escolhido. Se o caminho do socialismo for o escolhido, esperemos ao menos que haja o bom senso de o reformar e de tentar injectar elementos liberais na economia. Se nem isso for feito, a propria permanencia de Portugal no espaco europeu ira ficar severamente ameacado a longo prazo.
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De Ricardo a 20.07.2013 às 18:46

 Segundo muitos dos espanhóis com quem falo quando Juan Carlos abdicar ou morrer, a monarquia provavelmente não resistirá.  Ao contrário do que pensa eles não idolatram o rei e sabe porquê? É que o rei, a não ser  receber personagens e outras coisas do género, não faz rigorosamente nada. Enquanto isso, o  dinheiro sai para toda a casa real:  filhos, filhas, genros, palácios, palácios de férias etc, etc.  Foi dado ao rei um palácio de férias em Palma de Maiorca e mesmo ao lado  foi feito  um para o príncipe, que desde que casou passa quatro ou cinco dias na ilha e vai para outras paragens à custa dos dinheiros públicos. Tudo isto está a deixar os espanhóis em fúria. Para agravar  temos o genro Urdangarin e a infanta que como é lógico tinha de saber donde vinha tanto dinheiro, ou é uma ignorante como eles dizem. Para concluir, foi dado um barco por cidadãos espanhóis ao rei e o rei achou, que, como Espanha está em crise deu o barco ao governo, para parecer bem, só que  o resultado foi o inverso.    
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De Nuno Castelo-Branco a 20.07.2013 às 19:23

Passando sobre o facto de a Casa Real gastar menos de metade do orçamento anualmente atribuído a Belém - nem sequer contando com gulosos Soares e Sampaios , por exemplo -, o leitor esquece-se de outras contas a fazer, apontando os tais palácios  do Estado, etc? É que na república portuguesa, não existe apenas uma residência oficial do presidente, contabilizando-se ainda Cascais, Guimarães, etc. A lista é longa.


Quanto ao caso espanhol, não estaria assim tão alegre e ansioso como o leitor. A Monarquia tem sido um bem dificilmente dispensável, dada a natureza do próprio Estado e a sua diversidade e claro está, a forma como foi proclamada em 1975. Quanto ao Rei "não fazer nada", esse é um vulgar disparate que apenas a normal ligeireza e ignorância dos nossos vizinhos se atreverá a declarar. Qualquer contacto estabelecido por João Carlos I, significa uma avalanche de contratos para a economia espanhola e nãoe stou a referir-me apenas a negócios de índole militar, como o dos blindados para um país árabe, navios, etc. O "TGV de Meca"  é outra situação bem actual em que a acção do Rei foi decisiva. Não consistem em actos isolados, os governos espanhóis sabem que se trata de uma constante e a rede de influências do monarca é enorme, valiosíssima. Duvido muito que haja qualquer alteração na forma de representação do país vizinho. A acontecer para infelicidade do nosso país, teremos então de lidar com várias e conflituosas realidades políticas e em aberto confronto. Em suma, não nos convém. 
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De Anónimo a 21.07.2013 às 18:05

Antonio J Seguro será um Estadista muito eficaz. Bilderberg já o reconheceu e o povo vai votar nele. O resto....
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De Anónimo a 21.07.2013 às 23:24

Pero  hay algo mejor  que la monarquia?
Hombre se quieres la monarquia puedes traer Juan Carlos para Portugal  y nosotros nos quedamos muy contentos.
Viva la monarquia en Portugal!!!!

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