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O voo da alma.

por Cristina Ribeiro, em 02.08.13



Meu filho, vou contigo no teu sonho

- à alma ninguém tolhe a liberdade -

segue-te a minha fé, a fé que ponho

na tua audaz e linda mocidade.


E, dentro em mim, suscito e já componho

o poema da tua heroicidade,

sobrevoando o mar da tempestade

e o deserto sáfaro e medonho.


Nas infindas e árduas solidões,

em que Deus vê melhor os  corações,

Deus vai por certo ouvir as nossas preces,


Sentindo o pátrio amor em que te abrasas

e vendo as penas que te foram asas

para fugir à dor que não mereces.


    Cândida Ayres de Magalhães, " A Voz de um Pai "


 


     Nasceu esta poetisa, « imerecidamente esquecida », nos últimos anos do século XIX ( 1875 ), e morreu em 1964. Bastante culta, destacou-se pelas suas colaborações, em prosa e poesia, em publicações várias, como o Diário de Notícias, mas também pelos seus livros, especialmente « Asas Feridas » e « Trevas Luminosas ». Maria Amália Vaz de Carvalho, de quem era muito amiga, era sua tia materna.

publicado às 20:02


2 comentários

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De Duarte Meira a 02.08.2013 às 20:34

« Nas infindas e árduas solidões...

Este poema, este verso, Cristina, tem a ver connosco. Se ainda fôssemos capazes de fazer das penas asas!...

Faltou-lhe apenas uma nótula sobre quem seja esta poetisa, que de todo desconheço, e presumo não seja das mais citadas nas nossas histórias literárias. Pela assinatura e pelo estilo, parece ser coetânea de outra também hoje ignorada - Branca de Gonta Colaço -, de quem há muito procuro o mais belo poema que li feito à nossa bandeira azul e branca, escrito já após Outubro de 1910.


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De Cristina Ribeiro a 02.08.2013 às 21:06

Que bom seria...


Duarte já fiz o aditamento sugerido.

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