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" Quo Vadis ", Portugal?

por Cristina Ribeiro, em 13.08.13

Por definição, um grande homem tem a capacidade de ver longe, de reflectir no possível, ainda que esse possível surja, de certa forma, como quase improbabilidade. Foi sobre essa " possibilidade ", ao tempo remota - estava-se em 1962 -, que meditou Henrique Barrilaro Ruas: o posicionamento de Portugal perante a Grande Europa.


       " ( ... ) Temos de aparecer à « Europa » - seja ela a das pátrias ou a dos apátridas - com todo o peso da realidade histórica e sociológica que construímos. ( ... ) Trágico seria que nós Portugueses, nos dividíssemos por sua causa. O nosso dever maior é ainda construir Portugal.

Quando a Europa nos mostra o seu magnífico « prato de lentilhas » ( baixela de oiro, lentilhas bem adubadas ), só temos de perguntar se para receber essa maravilha temos de negar-nos a nós próprios ".


O que esses grandes homens não podem prever é que o futuro pode reservar a essa " realidade histórica " vendilhões do calibre dos que haviam de surgir...

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publicado às 20:18


3 comentários

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De Luis Moreira a 13.08.2013 às 22:33

Henrique Barrilaro Ruas foi meu professor no ICL ( actual ISCAL) Óptimo professor e óptima pessoa. E sim, brindava os alunos com horizontes alargados...
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De Cristina Ribeiro a 13.08.2013 às 22:39

Posso sentir inveja? :)
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De Carlos Velasco a 14.08.2013 às 11:21

Cara Cristina,

Aí está mais uma questão que divide os monárquicos patriotas dos monárquicos pavões. Esses últimos, em troca do prato de lentilhas que permite manter as aparências de um regime espoliador, desejam ardentemente essa "união europeia", transformando a figura já reduzida de um rei constitucional numa espécie de curiosidade antropológica, tal e qual aqueles chefes tribais de certos territórios reduzidos a feitorias. O que perdiam em poder acabavam por tentar compensar com a pompa.

Um abraço.

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