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Estava-se no século XIV. A Nação fundada havia dois séculos, só não perdeu a independência porque ao lado do recém aclamado D. João I se colocaram muitos portugueses, do povo e da nobreza, e, mais do  que tudo, o Condestável pelo Rei pouco antes escolhido.

A este se deve a estratégia que venceu, a caminho seguro da vitória, o castelhano que vinha com a vontade de recuperar aquilo que no século XII não conseguira manter.

O Rei, por um lado, e D. Nuno por outro, vinham a alcançar êxitos militares promissores, com a rendição de várias praças hostis, até que, se soube da intenção do rei castelhano invadir Portugal, com exército numeroso.


Reuniu-se então o Conselho real, para se decidir o que fazer.

   " A opinião geral foi que, enquanto o rei de Castela entrava em Portugal pela Beira, descessem os portugueses ao Alentejo, entrando pela Andaluzia, obrigando assim o monarca castelhano a ir defender a sua própria terra, deixando livre o território português. De tal discordava abertamente o Condestável:  se D.   João I « ia a Sevilha por cortar duas oliveiras podres », franqueando ao exército inimigo o caminho de Lisboa, além de mostrar covardia, provocava o perigo de perder a capital,  se apesar de tudo o monarca castelhano sobre ela avançasse; e « perdida  Lisboa, perdido era todo o reyno ». 

O Condestável lembrou ao Rei que ele prometera à cidade de Lisboa impedir, a todo o custo, que o monarca castelhano lá chegasse. Que, por todos os motivos, insistia, o seu voto era por que se saísse ao caminho do exército castelhano e se lhe desse batalha, arriscando tudo.

D.João I ficou indeciso. Os do Conselho não mudaram de parecer.

Retirou-se o Condestável para o seu acampamento, e, no dia seguinte, pôs-se em marcha, com os seus, a caminho de Tomar, ao encontro do exército inimigo.

O Rei, em cujo ânimo tinham calado as razões de Nun'Álvares, mandou chamá-lo para nova conferência. Ele, porém, fez saber a D. João que levava tenção de dar batalha ao inimigo, e se o Rei resolvesse fazer o mesmo, se dirigisse a Tomar, onde o esperava. D. João I empreendeu, logo no dia seguinte, a marcha no encalço de D. Nuno. Novamente unificada, partiu a hoste portuguesa ao encontro do exército castelhano, até que, na madrugada de 14 de Agosto, fez alto ao norte de Aljubarrota, disposta a fechar ao inimigo o caminho que tinha de trilhar para se dirigir de Leiria a Lisboa. "

História de Portugal dita de Barcelos.



Heroicidade e firmeza de convicções ao serviço da Pátria fazem um Grande Português.




                     * Fernão Lopes, « Crónica de D. João I »

publicado às 20:30


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