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Escola Primária Actor Vale, hoje.
O filho de um casal amigo, César (nome fictício) comparece à abertura do ano lectivo, munido da parafernália sócio-burocrática pela qual os pais, pessoas ainda e sabe-se lá como normais, lúcidas e esforçadas, uma vez mais tiveram de dispender o equivalente a um resgate de Creso.
É o bom olear da máquina constitucionalmente contornável em nome do Bem Comum que vem tornar surreal, ou melhor dizendo, hiper-realista, o acolhimento prestado ao petiz e aos demais 50 e tal que com ele se perfilaram a preceito. Não há professor, nem sabemos quando vai haver.
É o equivalente mexilhão-conquilha em todo o seu esplendor. O doce docente terá metido uma licença "por causa das autárquicas" sem que possa prever-se (será coisa para o Supremo?) o terminus da mesma.
Acaba por ser um pouco como em Palmela: a minha rua não tem alcatrão, esgotos ou bermas, mas todos os anos, em Agosto, há farto estipêndio de sardinha, courato, febra, carcaça e foguetes para a turba incrustada no baço do erário.
A puta que os pariu? Não, pelo contrário. É o eleitorado que à revelia dos dados demográficos vem parindo pécora atrás de pécora, meretrizes que no tempo dos meus avós nem um pastor exilado ousaria adentrar.
Hoje o César não tem aulas, apesar de ter a si mesmo, aos pais, e possivelmente a quaisquer filhos e netos que venha a gerar dentro de fronteiras (espero que nenhum) penhorados aos vícios da amostra de gente mais soez e vil que o Mediterrâneo podia aguar.
Amanhã não se sabe. Mas adivinha-se.
Adenda: resposta obtida pelo Pai de César ao contactar a CML no sentido de apurar a conexão entre eleições e docência.
Câmara Municipal de Lisboa
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