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Uma entrevista

por Nuno Castelo-Branco, em 19.10.13

 

Ignorando os fait divers onanistas hoje presentes noutras folhas, aqui estão alguns excertos de uma entrevista a ler com atenção:

 

"Estamos a mais de 120% do PIB - é claro que o PIB caiu - e, se o PIB recuperasse, não estávamos nesse valor. Quando o produto crescia seis, sete por cento, como nos anos 60, podíamos ter dívida, porque esta diminuía uma vez que o produto crescia mais depressa."

 

"Uma vez vi-me na contingência de me candidatar a líder do PSD e achei aquilo desolador. Como alguém tinha de aparecer e eu não queria fazer carreira política, aceitei, mas com a condição de não haver acordos para conquistar votos. Apareciam pessoas a dizer que votavam em nós, mas queriam ter lugar no governo, outros queriam ter 14 táxis no seu distrito, outro queria um palácio de justiça novo, estádios, piscinas olímpicas..."

 

"É preciso ter uma noção da realidade. E a maior parte dos conselheiros de que ele se rodeou não tem uma noção da realidade. O acabar com tudo o que era lógica de planeamento é estranho. Há um exercício anual que se chama Grandes Opções do Plano (GOP). Devia ser uma coisa curta, para ser posta perante o país, como desígnio nacional, e dali saíam os orçamentos. As GOP dos últimos anos têm imensas páginas, com acepipes variados...sem lógica nenhuma. Mesmo no governo de Caetano, alguns ministros tinham essa atitude arbitrária de decidir o que lhes vinha à cabeça e passaram a ser controlados por um departamento que os obrigava a pôr no papel a lógica dessas medidas. Agora não sabemos para onde vamos."



publicado às 10:17







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