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António Costa "alegadamente" manda destruir o Odeon

por Nuno Castelo-Branco, em 19.11.13

 

Segundo informação que corre no site Forum Cidadania LX no facebook, a CML vai mesmo autorizar a demolição do Odeon. Pouco importa o belo palco, o tecto de madeira do Brasil, a iluminação de neon importada da Alemanha nos anos 30. Tal como a escória mandante nos tem habituado - poupar adjectivos para quê? -, ficará a fachada e o interior receberá um parque de estacionamento, um centro comercial a juntar-se a dúzias de outros - os vergonhosos Paladium e ex-Guérin ali tão perto - e "serviços", nome de disfarce para escritórios, numa cidade que conta com dezenas de edifícios destinados a esse fim e que se encontram totalmente devolutos. 

A dupla Costa & Salgado com umas rosetas de permeio, eis a perfeita réplica do terramoto de 1755. Neste país tudo se pode fazer, desde que à lapela esteja um emblemazinho correcto.  A santificação é garantida, valendo mais que mil indulgências vaticanas. 

 

Adenda: já que os senhores investidores da EDP andam ansiosos por um "Centro Cultural " - previsivelmente a betonizar quase diante da Cordoaria, aqui está uma excelente publicidade à disposição: o Odeon recuperado. Não será muito difícil imaginarmos uns acrescentos no subsolo, deixando intacta a magnífica sala de espectáculos, conferências, etc. Na zona nobre da cidade, com as acessibilidades que se conhecem e preservando o património. Melhor reputação será difícil de obter. Aqui fica a sugestão.

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publicado às 10:14


3 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 19.11.2013 às 18:48

Carlos faria e António Cordeiro,


Esta chacina começou há muitos anos, quando a CML apoiada pelo governo , resolveu "modernizar a cidade" na década de 40. Projectos inacreditáveis, como aquele que estava previsto para a zona do Rossio/Pç. da Figueira, fachadizando a área ao gosto do Areeiro, é um entre muitos mais exemplos. Destruiram a Praça da Figueira, criminosamente arrasaram o Martim Moniz., liquidaram a eito uma impensável quantidade de Prémios Valmor na R. Castilho, Duque de Loulé e outras avenidas a nordeste e noroeste do marquês de Pombal, iniciaram a destruição da antiga Av. Ressano Garcia - vulgo "da República" - e por aí fora. Depois de 74 foi o que se sabe, Abecasis à cabeça. João Soares liquidou o que restava no Marquês de Pombal, permitiu tudo o que sabemos nas Avenidas Novas, Prémios Valmor incluídos. 


Costa e o seu sócio/BES é o portentoso que se vê.


Poderá parecer-vos escandaloso, mas julgo indiferente a pertença da CML à esquerda ou à direita, pois os programas e a sua exequibilidade são muito mais importantes que os rótulos. Aliás, a questão é mais profunda, prende-se com a estrutura do regime, desde a divisão dos círculos eleitorais até ao próprio processo de eleição, poderes efectivos dos executivos camarários, gestão do património municipal escandalosamente arruinado, etc. A proliferação de Câmaras Municipais numa área que devia ser efectivamente Metropolitana, consiste noutro problema que urge resolver, embora não alimente qualquer tipo de ilusões quanto a isso: neste quadro político, é impossível, o caciquismo aí está - querem a prova? A patética questão da presidência dessa junta metropolitana - e aos interesses da especulação não interessa um executivo camarário forte, decente e independente. Podemos ir muito mais longe, coisa que temos andado a fazer em numerosos posts aqui deixados ao longo de anos. 

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