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Se nesta vida tudo pode e deve ser avaliado, não vejo razão para que os governantes e os parlamentares sejam poupados. Se os professores estão a ser avaliados, os políticos também deveriam sentar-se numa carteira com a esferográfica preparada, e ao toque preciso de um Timex, lançar-se ao exame que se lhes colocam à frente. As eleições não deveriam ser o único momento de aprovação ou reprovação de candidatos à ocupação de tão importantes cargos públicos. O teste deveria abranger todas as matérias relevantes para o exercício da função governativa ou legislativa. A saber; ciência política e direito constitucional, ética e moralidade, psicologia de massas, civismo e retórica, abnegação e causas públicas, exploração e interesses particulares, tráfico de influências e opinião pública, estatística e interpretação falaciosa de números, métodos quânticos e atalhos, corrupção e higiene oral, verdade ou consequência, regimes autoritários e coligações, oposições e utopias, ideologias e consensos, partidos e acordos de circunstância, conselhos de administração e reformas, pensões e turismo de terceira idade, mandatos e nomeações, amizades e conveniências, títulos académicos e equivalências, processos históricos e revoluções, reformas de Estado e tribunais constitucionais, comissões europeias, FMIs e bancos centrais, e por último, uma secção dedicada ao tema do status quo. E uma vez confirmada a sabedoria dos visados, dormiríamos todos mais descansados.