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No Sábado passado, fui levar ao aeroporto uma querida família, sangue do meu sangue, para um inédito Natal em Londres, junto do rebento que emigrou. A Gare estava a rebentar pelas costuras, especialmente os voos da Ryanair, mas não só.
Pensei na maravilhosa mobilidade portuguesa, hoje mais sofisticada e mais "móvel. Uma desgraça? Não inteiramente. Um alívio e a primeira confirmação dos tempos globais que ou enfrentamos ou enfrentamos. Tanta gente, meu Deus!
Mesmo que não quisesse, não deixei de meditar nisto, na nossa Emigração de Enfermeiros, Engenheiros, Professores, Arquitectos, Informáticos, Picheleiros... E isto é amargo como um Xarope Emocional. Amargo e Doce porque os que se firmam e têm trabalho por essa Europa e esse Mundo têm mais trabalho e mais carreira que alguma vez teriam cá, provavelmente em Países que se dão ao respeito na Justiça, na Civilidade e numa estimulante retribuição.
Doce e Amargo pela distância dos corações nos nossos corpos apenas mais próximos graças ao platonismo do Facebook, que nunca suprirá Abraços e Beijos em Carne e Osso, tudo em que se resume a Espécie Humana e faz com que valha a pena.