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Na senda de Tomaz de Figueiredo, tenho para mim que a verdadeira fidalguia não é coisa de sangue mas do espírito - " fidelidade à crença e aos princípios políticos "; é essa firmeza nos princípios, a falta dela, que me afasta definitivamente dos partidos: desde logo naquele em que julguei ver valores com que me identificava ( vim, muito mais tarde, a constatar que nunca eles existiram, na verdade, nomeadamente, e tenho-o por basilar, o repúdio sem quebras, do socialismo, essa besta inominável ). Não faltaram, com efeito, ocasiões para comprovar que, à primeira brisa, aí estava ele a torcer-se a favor do vento.
A propósito, um texto lapidar de João Ameal, visando o liberalismo: " De uma condescendência universal e absoluta, o liberalismo atribui a cada teoria uma parcela de verdade e declara todas as opiniões respeitáveis e legítimas - sem distinguir entre a vítima e o criminoso, entre o escol das competências e a incompetência do Número...
Ora, se todas as opiniões são respeitáveis e legítimas, como havemos de bater-nos pela nossa - tão verdadeira como outra que se lhe oponha? Assim raciocina o liberalismo. Por isso, leva à falta de firmeza nos princípios. E a falta de firmeza nos princípios leva, por sua vez, à falta de segurança na acção. ( ... ) Por isso não hesitou Chesterton em declarar: « Nenhuma pessoa se pode intitular elemento de progresso sem adoptar e servir uma doutrina