por Nuno Castelo-Branco, em 03.03.08

Um dos mais grandiosos edifícios da capital (Av. Duque de Loulé 88), ao estilo Haussmaniano, talvez o único em Lisboa. Aguarda intervenção, mas a presença de placas de uma empresa de fundações, indicia substituição ou total descaracterização, à imagem daquilo que aconteceu ao
"Frankenstein" do Heron Castilho. A simples manutenção das fachadas, acarreta o inevitável desaparecimento dos conceitos de organização interna do espaço. Perde-se a memória da função social de cada imóvel. Perdem-se referências de como viviam os lisboetas nos finais do século XIX. Estas obras de recuperação que agora vemos, são literalmente, Obras de Fachada.
Creio ser absolutamente necessária, a criação de uma entidade com plenos poderes, que supervisione a manutenção de todo o património da cidade, que está em permanente ameaça de destruição ou descaracterização. Os negócios imobiliários de alguns e certos interesses privados, não podem sobrepor-se ao interesse nacional.