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Ainda a Geórgia

por Paulo Soska Oliveira, em 09.11.08

Para que o Mundo não esqueça:

 

Ryan Grist, a former British Army captain, and Stephen Young, a former RAF wing commander, are said to have concluded that, before the Russian bombardment began, Georgian rockets and artillery were hitting civilian areas in the breakaway region of South Ossetia every 15 or 20 seconds.

Their accounts seem likely to undermine the American-backed claims of President Mikhail Saakashvili of Georgia that his little country was the innocent victim of Russian aggression and acted solely in self-defence.

During the war both Grist and Young were senior figures in the Organisation for Security and Cooperation in Europe (OSCE). The organisation had deployed teams of unarmed monitors to try to reduce tension over South Ossetia, which had split from Georgia in a separatist struggle in the early 1990s with Russia’s support

On the night war broke out, Grist was the senior OSCE official in Georgia. He was in charge of unarmed monitors who became trapped by the fighting. Based on their observations, Grist briefed European Union diplomats in Tbilisi, the Georgian capital, with his assessment of the conflict.

Grist, who resigned from the OSCE shortly afterwards, has told The New York Times it was Georgia that launched the first military strikes against Tskhinvali, the South Ossetian capital.

 

Ler o resto, no Times aqui

 

Mais uma vez, vemos a força imparável do Quarto Poder e de quem o controla. Esta notícia mal foi comentada nos media ocidentais.

 

 

publicado às 19:41


7 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 09.11.2008 às 21:12

Pois, Soska, disso já todos sabíamos desde o início, mas como há AQUELES interesses do petróleo, gasoduto, etc, contam-nos a história de uma maneira diferente. É por essas e por outras que vamos voltar a ter mísseis russos em Koenigsberg, Allenstein, Insterburg, etc. Tranquilizador, não é?
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De João Quaresma a 09.11.2008 às 22:32

Caríssimos,

1. A OSCE é um organização dominada pela Rússia. Isto é pura propaganda, citando dois supostos ex-oficiais britânicos observadores internacionais, à maneira dos "arrenpendidos" da CIA da propaganda soviética. Pergunta-se: porque é que só agora eles se lembraram de revelar isto?

2. Os georgianos atacaram a Ossétia, respondendo a ataques das "milícias" ossetas (treinadas e armadas por Moscovo, com algum armamento bem sofisticado, nomeadamente mísseis anti-aéreos portáteis de última geração); grande novidade! Atingiram zonas civis com rockets? Não repararam que foi justamente com rockets que as "milícias" ossetas abriram fogo contra posições do Exército Georgiano, a partir de zonas civis? Ou será que só observavam para um dos lados. Isto é o que se chama contra-propaganda, e não admira que o Times alinhe nisto, "vermelho" como sempre tem sido.

3. A Rússia invadiu a Geórgia, não há dúvidas quanto a isso. O assunto foi bastante tratado na imprensa de defesa na altura. A Rússia decidiu a invasão logo na sequência da independencia do Kosovo como retaliação. Andaram durante meses a fazer o reconhecimento do terreno com "drones" (aviões não tripulados), reconstruíram um caminho de ferro na Ossétia (que tinha sido destruído após o fim da URSS; foi o primeiro indício de invasão) que foi usado no apoio logístico durante a invasão, desencadearam ataques informáticos em 12 de Julho (tentando destruir as infraestruturas de comunicações militares georgianas), e invadiram por terra e mar. E aqui não restam dúvidas: uma invasão a partir do mar como a que foi lançada pelos russos no próprio dia 8 de Agosto demora pelo menos uma semana a ser preparado. É um trabalho meticuloso e demorado de planeamente e "stockagem" das tropas e equipamentos a bordo dos navios, na ordem em que vão ser lançadas na batalha. Impossível fazer isto numa questão de horas, respondendo a um ataque inimigo. Além disso basta dizer que os navios que transportavam os fuzileiros são demasiado lentos para poderem cobrir a distância e estarem no próprio dia 8 de Agosto na costa da Abcázia se tivéssem saído da Crimeia no próprio dia, mesmo na hipótese utópica de estarem 100% preparados para largar. Ou seja, é tecnicamente impossível fazer o que a Rússia fez apenas agindo em mera resposta à ofensiva Georgiana na Ossétia. Isto foi uma invasão russa, premeditada e planeada com muita antecedência. Sem qualquer margem para dúvida.

A propaganda russa continua activa sobre para tentar disfarçar o facto de, em troca de uma vitória militar sobre um país infinitamente mais fraco e de dois territórios pouco importantes, a Rússia apenas conquistou a animosidade aberta da NATO, a falta de apoio da China e dos outros paises do Cáucaso, e uma aliança militar a Geórgia à Turquia, que faz com que mais "brincadeiras" com a Géórgia podem agora sair muito caras.

Ah, sim: também dá jeito distrair as atenções do vergonhoso acidente a bordo de um submarino nuclear russo (mais um!), em que morreram 20 marinheiros.
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De De Puta Madre a 10.11.2008 às 02:54

http://f-se.blogspot.com/2008/11/f-se-this-is-one-of-first-documentary.html
O documentário é uma espécie de contra-porpaganda geogiana ... era nterssnte que desses uma vista e olhos... ainda é longo...
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De Paulo Soska Oliveira a 10.11.2008 às 07:33

Dizer que a Rússia invadiu a Geórgia é dizer que a Indonésia invadiu Portugal...
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De João Quaresma a 10.11.2008 às 21:26

Não sejas malcriado. Eu não ofendi a tua cultura ou inteligência, portanto não ofendas as minhas. Ainda tens muito que crescer, rapaz. Primeiro que tudo, deves documentar-te sobre um assunto antes de contestar o que outros - que percebem dele - afirmam. Cresce e aparece.
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De Paulo Soska Oliveira a 10.11.2008 às 22:24

Caro João,

Não pus em causa o seu discurso - afirmei que não concordo com ele.
Da última vez que vi, não era minha obrigação concordar com as afirmações de alguém.

Existem coisas que certamente saberá. Outras que decerto saberá melhor que eu. Agora, existem coisas que também eu sei, quer por via de análise (que certamente será muito menor que a sua) e por experiências vividas com uma panóplia de actores (apresento muitas reservas quanto a ter amigos que tiveram familiares seus chacinados pelo exército da Geórgia). E escrevo aquilo que acho que sobre isso devo escrever.

Dado isso, é com muito gosto que leio e oiço as opiniões de terceiros - em especial se diferirem das minhas. "I agree to disagree". Espero que continue a visitar-nos e a escrever por cá.

Mas uma (várias) coisa é(são) certa(s):
a) Não pretendi ser malcriado.
b) Não vejo a necessidade de se dirigir a mim nesse tom arrogante.
c) Espero que não seja seu hábito responder dessa forma a alguém que não concorda consigo.

Os meus mais cordiais cumprimentos,
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De De Puta Madre a 10.11.2008 às 02:49

Já agora, fica aqui um link para o documentário que anda a circular na net sobre a História mal contada ...
Não tem mais de 1 semana de circulação ...
http://f-se.blogspot.com/2008/11/f-se-this-is-one-of-first-documentary.html

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