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Neste dia, que é o da Consoada,

por Cristina Ribeiro, em 24.12.08

tenho de fazer um desabafo, uma coisa muito minha: a  tristeza que já há muito este dia me causa- não porque tivesse deixado de gostar do Natal, claro que não, mas porque tendo conhecido o " outro ", lhe  sinto a falta.

            Esta sensação quase de vazio verbalizei-a eu há anos pela primeira vez : na sala a abarrotar de papéis, com a  fogueira já quase apagada, além de mim, a irmã mais nova, também triste- mas ela não tinha nenhuma referência desse outro Natal, porque era muito pequena ainda quando começou a desaparecer;  sentiria, talvez, também que o espírito natalício se perdera algures.

Relembro-a frente a essa lareira, que agora só quase tinha borralho, de cigarro aceso a olhar para o Infinito,

Na altura pouco mais soubemos dizer, para além do facto de sentirmos aquele vazio; hoje, depois de ter pensado muito nas razões do mesmo, pergunto-me: o que fizemos  do Natal que um dia tivemos?

publicado às 08:44


6 comentários

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De mike a 24.12.2008 às 12:32

Hum... vejo que me entende, Cristina. Só não sinto essa nostalgia porque não se sente falta do que nunca se teve. E o que vejo hoje... bem, já falei sobre esse assunto. Mas olhe, posso desejar-lhe um bom Natal?
:-)
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De Cristina Ribeiro a 24.12.2008 às 12:54

...mas decidida a reencontrá-lo :)
Bom Natal, Mike.
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De Lady-Bird a 24.12.2008 às 15:27

Como eu a compreendo Cristina... Um Beijinho querida amiga
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De Cristina Ribeiro a 24.12.2008 às 15:48

Lady-Bird, sabe que ouvir mais do que uma vez Holly Night, na voz do Sinatra, traz um pouco de "silêncio" e nos faz repensar?
Beijinho
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De Lady-Bird a 24.12.2008 às 16:34

Cristina, bem visto, mas também traz umas lágrimas... Lágrimas de Saudade... eu era feliz e não sabia...

Beijinho
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De O Galaico a 27.12.2008 às 11:11

Para passar um bom natal basta retirar-lhe o materialismo. Convida-se a família os amigos e desliga-se a tv e não se dão prendas (espera pelo dia 6, o verdadeiro dia de Reis). As pessoas devem vir cedo, todos participam no processo de elaboração do jantar assim como todos trouxeram algo para por na mesa.

Joga-se ao rapa, às cartas e após a meia noite vão todos tomar um café onde estiver aberto.

O convívio é o que faz o Natal especial. Quando me tento recordar da felicidade que tinha no Natal não me recordo dos montes de prendas que por vezes eram maiores que eu mas sim das brincadeiras entre os muitos primos e amigos que duravam desde que chegava até ir embora.

Quando crescemos o mundo fica mais complexo pois a sociedade distrai-nos com protocolo e expectativas. O Natal não quer nada disso. O Natal quer simplicidade e honestidade.

Mais nada.

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