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Disse-me o Miguel há uns minutos, que em Bangkok chegará nos próximos dias às salas de cinema, o premiado filme de Andrej Wajda, Katyn. Já lá vão os meus tempos de assídua presença semanal cinéfila, mas torna-se bastante estranho o completo desconhecimento acerca de uma obra que ademais foi galardoada com um Oscar em 2008. Compreende-se a causa deste silêncio. O tema é extremamente incómodo para as semi-imbecis elites intelectuais do sul da Europa, porque o massacre dos oficiais polacos perpetrado pela directa ordem de Estaline, foi até à queda da URSS, veementemente negado pelos comunistas. Embora tenha sido em termos soviéticos e numéricos uma "chacina menor" - uns quantos milhares de comandantes do exército vencido pelo Reich e pela URSS -, é contudo bastante simbólico, uma vez que manifesta um claro programa de extermínio genocida, até há pouco exclusivamente atribuído à Alemanha de Hitler. A liquidação da inteligentsia polaca e do espírito de resistência aos invasores, ditou a sumária execução dos militares indefesos.