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Na selva dos corações nas trevas

por Nuno Castelo-Branco, em 02.03.09

  

Pergunto: não teria sido melhor para esse pobre e simpático povo dorido e sacrificado ter mantido a relação com Portugal, que mesmo após a "independência" lhe continuou a tratar de tudo, dos hospitais aos correios, das telecomunicações à banca, da logística administrativa à formação de quadros ? Sim, claro, mas uns quantos senhores em Lisboa - os verdadeiros colonialistas - queriam fazer negócios da Guiné com conservas fora de prazo, botas em segunda mão para o "exército", vinho a martelo e demais quinquilharia que só os "irmãos lusófonos" podiam consumir. É triste, quase confrangedor, comparar as fotografias de Bissau em 1973 e 2009. É a "Guiné-Bissau", um país que não existe e é um imenso libelo condenatório dos outrora cantados ventos da história.

publicado às 18:34


3 comentários

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De Daniel João Santos a 02.03.2009 às 19:11

Se saber, nem sei onde estariam pior.
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De Diogo a 02.03.2009 às 20:00

O objectivo principal do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (casos de Auschwitz I e III) mas sim de exterminá-los.

Os prisioneiros eram trazidos de comboio de toda a Europa ocupada pelos alemães, chegando a Auschwitz-Birkenau diariamente. Na chegada ao campo, os prisioneiros eram separados em dois grandes grupos – aqueles marcados para a exterminação imediata, e os que fiavam registados como prisioneiros. O primeiro grupo, cerca de três quartos do total, era levado para as câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau em questão de horas; este grupo incluía todas as crianças, todas as mulheres com crianças, todos os idosos, e todos aqueles que, após uma breve e superficial inspecção pelo pessoal das SS, não se mostravam em condições de trabalhar.

Contudo, viviam crianças prisioneiras em Auschwitz e cerca de 700 crianças foram libertadas do campo de Auschwitz pelas tropas soviéticas em Janeiro de 1945.

O que poucos sabem é que existia uma maternidade em Auschwitz e uma parteira que ajudou a dar à luz 3,000 bebés.

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<b>O objectivo principal do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau</b> não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (casos de Auschwitz I e III) mas sim de <b>exterminá-los</b>.

Os prisioneiros eram trazidos de comboio de toda a Europa ocupada pelos alemães, chegando a Auschwitz-Birkenau diariamente. Na chegada ao campo, os prisioneiros eram separados em dois grandes grupos – <b>aqueles marcados para a exterminação imediata</b>, e os que fiavam registados como prisioneiros. O primeiro grupo, cerca de três quartos do total, era levado para as câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau em questão de horas; <b>este grupo incluía todas as crianças, todas as mulheres com crianças</b>, todos os idosos, e todos aqueles que, após uma breve e superficial inspecção pelo pessoal das SS, não se mostravam em condições de trabalhar.

Contudo, viviam crianças prisioneiras em Auschwitz e cerca de <b>700 crianças foram libertadas do campo de Auschwitz</b> pelas tropas soviéticas em Janeiro de 1945.

<b>O que poucos sabem é que existia uma maternidade em Auschwitz e uma parteira que ajudou a dar à luz 3,000 bebés</b>.

<b><a href=” http://citadino.blogspot.com/”>Uma maternidade em Auschwitz</a></b>
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De Miguel Neto a 03.03.2009 às 13:06

O "Combustões" é uma das minhas leituras diárias obrigatórias. Nunca "lá" comentei porque é necessária uma "inscrição" qualquer que nunca quis fazer, embora ontem tenha estado tentado em fazê-lo. Aproveito para enviar aqui o meu agradecimento ao Miguel Castelo-Branco e dizer-lhe que o seu é um espaço de autêntico serviço público, um espaço de contraditório em relação ao pensamento único e alinhado, politicamente correcto, republicano e geneticamente marxista que impregna o "nosso mundo". Que continue por muitos e bons anos.

Quanto a este texto, como muitas vezes sobre muitos assuntos, concordo em absoluto com o Miguel Castelo-Branco. Claro, frontal, sincero, sem hipocrisias nem preconceitos.

A situação na Guiné é uma das que devia pesar na consciência de muito "democrata humanista, dos valores e solidário" português. Colaboram activamente para a "autodeterminação dos povos" mas respondem apenas com frases feitas e políticamente correctas e algumas esmolas aos dramas humanitários desses povos. Nunca vi ou ouvi nenhum pedir responsabilidades aos líderes desses povos. Para além da Guiné, temos o exemplo recente do Zimbábue. No momento em que começaram as expropriações de terras era perfeitamente previsível na altura o que está a acontecer agora.

Fico com a ideia de que a "consciência" para estes nossos políticos é mais uma expressão políticamente correcta. Porque se estão MESMO preocupados com a Vida e a Dignidade Humanas, se esses são MESMO valores Primordiais e Universais, então penso que existe legitimidade para desenvolver todas as acções que sejam necessárias para resolver todas as situações que as colocam em causa. Tem havido legitimidade para invadir um país governado por um qualquer ditador porque mata, escraviza e explora o seu povo, mas essa legitimidade não existe quando quem mata, escraviza e explora é um presidente da república "democráticamente" eleito?

Outra questão é a que tem que ver com o modelo político IMPOSTO invariavelmente e que, sendo bom para o mundo ocidental, talvez não seja o mais adequado para povos com culturas e filosofias diferentes das nossas. O que é uma enorme hipocrisia: os maiores (pseudo) defensores da pluralidade não admitem que outros povos e nações se possam desenvolver, crescer e prosperar, propiciando aos seus cidadãos felicidade e bem-estar, adoptando formas de organização política diferentes, mais de acordo com a sua cultura e tradição. Assim, na prática, a autodeterminação só o é quando subordinada às nossas regras, tipo "podes ser o que quiseres desde que sejas como acho que deves ser".

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