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(imagem picada daqui)
A não ser que o PSD tenha um candidato "bombástico", parece-me que o meu voto vai direitinho para Nuno Melo, embora lamente a sua saída do parlamento nacional, acompanhado por Diogo Feio e Teresa Caeiro. A respeito de tal, aqui fica na íntegra este post do Joshua:
Trabalhador e rigoroso, correcto e capaz de diálogo, rosto equilibrado, moderno e aberto, Nuno Melo é a rara figura de um parlamentar bastante consensual quanto aos méritos que lhe atribuem também como estudioso e conhecedor dos dossiês. Acho mau e até incompreensível que, a transitar em decidida a sua escolha como candidato por Paulo Portas, quase de certeza o Parlamento nacional perca Nuno Melo para o Parlamento Europeu. Cheira isto a um deslocamento estratégico daquele que mais se destaca na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN, daquele que, pelo seu desempenho, mais reabilita a face do Parlamento Nacional, e até que mais cresce em brilho relativamente a Paulo Portas. Será este mais um exílio na mesma lógica do de Cravinho para um Banco Europeu? Exílio por saber de mais, propor de mais e descobrir de mais? Exílio por lhe tremer a voz com o que vai apurando de tenebroso no lago criminal negro BPN? Exílio para que não vá mais longe e aprofunde o que não convém aos vulpinos vultos ocultos por trás das traficâncias-BPN subjacentes e falhas obesas BdP? Cheira a esturro. Também não sei se não há aqui ciúme em Paulo Portas pelo agigantamento humilde e natural do jovem deputado. Se vai propor Nuno Melo e também Diogo Feio (figuras com as quais se simpatiza porque não configuram aquela imagem de devoristas ávidos e cínicos que encontramos no PS de Candal e Vitalino e no PSD de António Preto, capazes de tudo por um lugar mais além e mais à frente), faz mal. Como cidadão apartidário e independente, não concordo e suspeito das verdadeiras motivações. Um Parlamento Nacional em péssima companhia, com este PS ablacionado na sensibilidade e aclamativo, com todos os sinais da pior degenerescência ética e os piores sinais de falta de independência e de afirmação, Diogo Feio e Nuno Melo têm sido pedradas no charco. Que seria do Palácio de São Bento sem eles?!: