Por acaso sou dos que pensam que os regimes poderiam ser plebiscitados, mesmo que o resultado não seja do nosso agrado. Desconhecia o caso italiano, julgo que se fossem realizados referendos na Europa, dificilmente alguma monarquia passaria a República, eventualmente a Espanhola, Belga ou Holandesa, a minha intuição tem a ver com as questões linguísticas e disputas regionais, mas algumas repúblicas fariam certamente percurso inverso...
António, "eles" deixaram de fazer referendos nas monarquias europeias, porque a taxa de popularidade das Coroas encontra-se sempre acima dos 85%. Até na Austrália foram esmagados, mas parece querem voltar à carga. Seria interessante saber qual o resultado deste tipo de consulta popular em países como a Sérvia, Bulgária e Roménia, por exemplo. Em Portugal, o prp dos 7%, prometeu um plebiscito que jamais realizou e lembro-lhe que quando da espectacular derrota republicana nos Prós e Contras, o sr. Carlos Reis eliminou qualquer hipótese de uma consulta em Portugal. Esse tipo de "NÃO!" conduz a soluções drásticas. Cá ficamos à espera.
Tudo se passa no "interior" dos indivíduos. Para aqueles que não conseguem perceber o alcance ético da Monarquia a violência prevalece sobre a razão. É como se dentro das cabeças algo soasse: Se eu não sou rei então ninguém pode ser. No fundo a República satisfaz bem os que se revêem num "papel" ao qual se acham hipoteticamente candidatos mesmo que nunca dêem um passo na vida para presidir ao quer que seja.