Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Vasco Granja

por João Pedro, em 04.05.09



 
Morreu esta noite Vasco Granja, aos 83 anos de idade. Para quem passou a infância nos anos oitenta, é uma figura incontornável. Deu a conhecer a toda uma geração desenhos animados do mundo inteiro e dinamizou o gosto pela "BD" (expressão por si cunhada) em Portugal. A caricatura e a recordação que dele fazem são desenhos animados dos países então do outro lado da Cortina de Ferro. Curiosamente não me lembro tão bem desses como dos mais conhecidos Hanna-Barbera e Warner Bross, que também passavam pelo seu programa; ficou-me sobretudo na memória o Gribouille, um simpático monstro de plasticina francês que desenhava. Uma parte da memória da minha infância devo-a a Vasco Granja, que só me recordo de ver pessoalmente numa entrevista a Morris, o criador de Lucky Luke, há muitos anos, no Salão Internacional de Banda Desenhada do Mercado Ferreira Borges. Que descanse em paz, ou se não for possível, na confusão eterna do seu mundo fantástico.
 

publicado às 19:02


5 comentários

Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 04.05.2009 às 19:18

Sabes como é lá em casa eu e o Miguel lhe chamávamos? O Vasco Granja Colectiva... O programa era jeitoso, mas de uma chocante parcialidade. E a animação ocidental que ele escandalosamente ignorava, nomeadamente a americana? Outros tempos, perdidas hegemonias. No entanto, um bilião de vezes melhor que o lixo que anda por aí.
Imagem de perfil

De Cristina Ribeiro a 04.05.2009 às 20:33

Confesso que não tinha paciência para um certo tipo de animados que ele propagandeava
Imagem de perfil

De João Pedro a 04.05.2009 às 22:47

Ahahah! Se eu fosse mais velho talvez ficasse com essa ideia. Mas em miúdo, via sempre os programas dele, e isso marcou-me.
Imagem de perfil

De Daniel João Santos a 04.05.2009 às 21:18

figura marcante para uma geração inteira.
Sem imagem de perfil

De Ulisses a 04.05.2009 às 23:49

Não sei o que dizer, só sei que hoje recuei nos anos e muitos, quando ouvi na T.S.F. a entrevista com aquela voz inconfundível daquele Homem, que á muito anos a traz me deixava durante algum tempo, imóvel e maravilhado ali sentado no sofá vermelho de napa, com botões brancos e acentos almofadados, que ficava mesmo de frete ao televisor a preto e branco que existia nesse tempo e que para ser ligado era preciso que me tivesse portado bem, estudado comido tudo etc. e só o pai o podia acender.
Nesse tempo os mais velhos não davam importância aos bonecos, logo para que não houvesse qualquer tipo de argumento para que a televisão não estivesse ligada naquela hora, era mesmo preciso portar bem.
Não me recordo quantos programas, minutos perdi mas até me batia de furioso que ficava quando não dava para ver.
Foi tudo isto que recordei e gostei hoje com aquela entrevista que apanhei por acaso.
Mas rapidamente fiquei triste por saber que era uma repetição e o facto se devia a morte daquela VOZ.
Não sei se estou triste pela morte daquele Homem, ou pela recordação desses bons anos em que três minutos de bonecos valiam mais que hoje três horas para os da mesma idade.
Paz e muito sossego á sua alma

Comentar post







Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2024
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2023
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2022
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2021
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2020
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2019
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2018
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2017
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2016
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2015
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2014
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2013
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2012
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2011
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2010
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2009
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2008
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2007
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas