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E neste " ir " implico o " estar ", e não aquelas passagens rápidas, que se esgotam na travessia, sempre apressada, da estrada que serve o lugar, a caminho de um qualquer destino, que não pode nunca esperar.
Aconteceu hoje; revisitar calmamente aquela estância termal, de águas com poderes curativos já referidos pelos romanos, mas só fundada no Século XVII, reinava em Portugal a dinastia Bragantina, que continuaria a beneficiar, a períodos regulares, das suas qualidades no tratamento dos males do fígado e vesícula, mormente.
Teria os meus quatro anos, e acompanhava, alternando com as duas irmãs que já tinha na altura, a minha mãe, que, vítima desses males, aí se instalava, numa pequeníssima pensão, onde o ambiente familiar, entre os vários hóspedes, era palpável, 15 dias durante cada ano, a fim de beber dessas águas sulfurosas.
Claro que a imagem que estava inscrita na minha cabeça, sem que a apagasse, porém, sofreu uma enorme remexida, pois que também esta vila não escapou ao caos urbanístico.
E tudo era muito mais calmo então.