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Se há muito suspeitava serem os arquitectos portugueses - salvo raríssimas excepções - os piores da Europa, um aborto comemorativo parido pela Sociedade Frente Tejo para a megera CML, confirma a suposição, tornando-a numa desgraçada certeza.
Foi ontem apresentado um miserável plano de pretensa reabilitação do Terreiro do Paço. Quando ainda há poucos anos se gastaram fortunas para a construção da placa central ao gosto de João Soares, agora tudo será refeito. A proposta sucessora, consistirá numa imundície sobre-elevada, liquidando a concepção original do Terreiro/Praça, além de dificultar o acesso de deficientes, por exemplo. Não contentes com o disparate que cerceia a perspectiva - estejamos em que ponto do local estivermos -, o pavimento será de pedra lioz, em detrimento da "incaracterística" calçada portuguesa até hoje existente nas margens situadas junto aos edifícios. Acrescentam ainda uma gratuita publicidade aos losangos da Burberry's - e com um meridiano que divide a praça a meio! -, argumentando com o excelso pretexto das rotas de navegação dos portugueses do século XVI. A empreitada malfeitora termina com a martimonização do Cais das Colunas, cuja plataforma passará a ser circular. Acreditam? Teremos umas das mais imponentes praças da Europa transformada num arremedo de qualquer tugúrio suburbano a puxar "ao chique".
Acerca da recuperação da muito maltratada estátua de D. José e do seu há muito esperado folhear a ouro, nem uma palavra. A única boa notícia: a redução do tráfego automobilístico.
Resta acrescentar mais uma curiosidade. Este malbaratar de fundos e de património, serve de elemento comemorativo do centenário da moribunda república que se auto-festeja com mais um dos símbolos monumentais da monarquia. Compreende-se...