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Numa clara manobra de gincana política, Manuel Alegre* vem declarar não ter qualquer intenção de criar outro partido político. Nunca a teve, não a tem, nem previsivelmente jamais a terá. Nestas pouco habilidosas jogatanas de baixa "política", o teatro de fantoches ocupa muito do espaço reservado à distracção daquilo que verdadeiramente importa. Ameaça-se com uma cisão, para pouco depois todos caírem nos braços uns dos outros. É que a gamela do poder, mesmo meio vazia, ainda contém apetitosos nacos a não desperdiçar e é mesmo isto o que está em causa. A crise apenas acicata ainda mais o voraz apetite.
O senhor primeiro-ministro ironizou com a "desilusão" daqueles que acreditavam na saída de Manuel Alegre. Sem qualquer tipo de ironia, desde já lhe afiançamos que aqui nesta barricada, jamais existiu qualquer ilusão acerca deste tipo de manobrismo de saguão. Fazem-nos recordar as já velhas, grotescas e conhecidas "sá-carneiradas" do entra e sai nos congressos do PPD, com bate portas, oportunas curas de espinhela em Londres e triunfais regressos a salas apinhadas de idiotas de tacha arreganhada em extâse.
Curiosas são as expressões acompanhantes dos efusivos abraços de risonha confraternização, onde o "companheirismo" - em quê, onde e com que fim? - e a "fraternidade" - nem podia ser de outra maneira - dirimem todas as conhecidas "divergências". Enfim, fitas para eleitor ver e conversa a puxar à memória da felizmente morta, pregada ao caixão e para sempre enterrada 1ª república.
Aqui estamos para ver o que Alegre receberá em troca desta comovedora e abnegada devoção ao partido.
Devem pensar que somos todos parvos!
*O PSD é igual, recorrendo aos mesmos truques de ilusionismo.