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É sempre difícil dialogar com gente recheada de manias e principalmente, de joelhos perante os promotores daquilo que alguns estabelecem como "o politicamente correcto". O tema Irão está nas bocas do mundo e torna-se inevitável a descoberta sem surpresas, daquela gente que sendo "avançada", torce-se e contorce-se para defender a impossível "causa da independência iraniana", ou de forma mais curta e grossa, o bando dos aiatolás e apêndices Ahmajdinejadianos. Invariavelmente, os defensores dos obscurantistas são gente "de esquerda", aquela mesmo que nos entra quotidianamente pela casa adentro e sem pedir licença, beneficiando do sofrível estatuto de politólogo, comentador, etc.
Irritam-me aqueles estafadíssimos argumentos da "ameaça de agressão", ..."o Irão precisa do nuclear para se defender"..., "existe uma conspiração para roubar o petróleo iraniano", ..."querem reeditar o derrube do Mossadegh"..., ..."é a única forma de proteger a independência do país"..., ..."a repressão existe apenas contra os agentes subversivos estrangeiros", etc.
Como pode ser ainda possível que esta gente inisita em utilizar os mesmíssimos argumentos que serviram para sustentar todo o tipo de agressões, chacinas exterminadoras - os genocídios -, roubos, ferozes ditaduras, enfim, um infinito rol de iniquidades que caracterizaram o século XX?
É inútil perder-se mais tempo a "gastar o latim" e fatigado por tanta reserva mental, estupidez, credulidade e sobretudo, hipocrisia, coloquei apenas uma questão: ..."se eles estão assim tão seguros do poder, tão certos na sua política, então porque razão estava o mundo inteiro há apenas um mês a discutir a possibilidade do Irão aceder ao nuclear e agora, falamos abertamente na iminente queda do regime?"
Questão à qual não me deram (ainda) resposta.
Não a têm, felizmente.