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Manuel Pinho e os chatos do costume

por Nuno Castelo-Branco, em 02.07.09

 

 

O sr. Pinho, ministro de uma cada vez mais inexistente Economia, decidiu hoje fazer em pleno Parlamento, aquilo que muitos portugueses há anos corriqueiramente praticam em casa diante do ecrã do televisor. Numa discussão parlamentar que o João Gonçalves muito bem classifica de ridícula, o ministro colocou os dedos em riste, numa incógnita entre os cornos do touro estúpido que marra no vermelho e as orelhas do burro cuja voz não chega ao céu. Pinho parece ter perdido a cabeça, esquecendo-se do lugar onde estava. No entanto, dou-lhe total razão. O sr. Louçã faz perder a paciência a um santo e no debate desta tarde, ouviu umas certeiras palavras às quais se julgava imune. Embora tal gesto fosse dirigido à bancada do PC, o sempre convencido, esgalgado e baboso pré-púbere cinquentão que a todos rotineiramente insulta e enxovalha, mostrou-se sumamente ofendido! Inacreditável, o descaramento desta gente.

 

"Manipulação, mentira, falar de cátedra, desonestidade política e intelectual", eis algumas verdades proferidas pelo primeiro-ministro, a quem não posso deixar de aplaudir. A arrogante pesporrência, a reserva mental - Louçã é um radical mas falso comunistóide da pior espécie -, a posição arrivista de um nado-privilegiado que se arroga ao direito de morder na mão que o sustenta, eis a atitude da pálida cópia deste Noam Chomsky saloio.

 

Luso simulacro esquerdista do fenómeno Le Pen, esta coligação de interesseiros que parasitam o aparelho do Estado, vive do populismo mais larvar, de tudo se servindo para adequar o discurso ao mutatis mutandis diário de uma política que há muito o deixou de ser, substituída pela gestão  de uma estreitíssima prateleira da outrora cheia despensa da grande casa que foi Portugal. Desta gente não sai uma única ideia produtiva que enriqueça o todo nacional, incentive a vontade, eduque e alce o há muito esmagado orgulho de um povo que se habituou a uma vergonhosa obscuridade. Não querem compartilhar responsabilidades, participar em qualquer governo com outros partidos. Não querem porque ambicionam o poder total, para o qual aliás não possuem a mínima capacidade de o exercer em benefício de milhões. Esta gente não serve porque não presta. Dependentes do orçamento público, vivem da maledicência, subversão do edifício que os sustenta e tal como térmitas, minam os ministérios, fundações, museus, academias e universidades. Ínfima minoria de pançudos chupistas profissionais directamente saídos das turmas de caceteiros que vistoriavam viaturas nas ruas de 1975, auto-proclamaram-se donos da verdade única e de uma cultura de sarjeta que essencialmente se baseia no tripudiar daquilo que para o melhor e para o pior, sempre foi e é o nosso país. Sibaritas de corte micro-provinciano, são a mais inútil cáfila que já obteve lugares neste Parlamento, cada vez mais eleito por uma massa amorfa que vive de notícias de cabeçalho e de abertura de telejornais. É esta a matéria de que são feitos os Chávez, Mugabes, Assads, Kims, Mobutus, Hoxhas, Ceausescus e tantos outros que infernizaram a vida de nações. No entanto, não existe quem coloque ao sr. Louçã umas poucas questões que façam o seráfico líder mostrar a verdadeira face?

 

1. Se o BE obtivesse uma maioria parlamentar que alterações ao texto constitucional proporia? Que tipo de organização seria atribuída à Justiça e se seria permitida a total independência da magistratura?

 

2. Quais os limites  que proporiam num hipotético programa de estatização da economia portuguesa? 

 

3. Qual a posição do BE quanto à propriedade individual e iniciativa privadas e que dimensão poderiam ter?

 

4. Que tipo de Lei da comunicação social estabeleceriam? Seria permitida uma imprensa detida por entidades privadas?

 

5. Quais os limites impostos à participação política de outras organizações? Seria garantida a livre existência do PSD e do CDS, tal como a concebemos hoje e se verifica no actual quadro constitucional?

 

6. O que consideraria o BE como limites a impor para salvaguarda da segurança do Estado? Quem tutelaria as polícias e as Forças Armadas?

 

7. Qual seria a política externa de Portugal no concerto das nações? Sabendo que Portugal deixaria de ser membro da OTAN, quais as relações internacionais a privilegiar pelo nosso país? Continuaria a pertencer à U.E.?

 

8. Como caracteriza o sr. Louçã o regime cubano, venezuelano, coreano ou líbio?

 

9. Qual a posição do BE quanto ao regime durante 70 anos vigente na URSS e especialmente, como caracterizaria a personalidade, acção e concepção de Estado de V.I. Lenine?

 

10 É o sr. Louçã comunista? Esta pergunta carece de uma simples resposta "sim!" ou "não!"

 

 

Curiosamente, esta última questão jamais lhe foi publicamente colocada, embora seja a de maior importância,  porque responde às demais. Prefiro o PC. De longe!

 

Em conclusão, o ministro Pinho não lhe deve qualquer tipo de desculpas, porque na Dieta Imperial de Tóquio, Louçã, que impunemente insulta tudo e todos,  já há muito teria levado duas lambadas.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:46


5 comentários

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De João Pedro a 02.07.2009 às 23:47

Ex-ministro Pinho, meu caro Nuno.

Bem, que contundência! Mas a verdade é que também prefiro o PC: ao menos são genuinos, e têm uma réstia de grandeza que o BE nunca terá.

Já quanto a essas questões, já as vi reproduzidas num comentário que deixaste no Corta-Fitas; apareceu logo um anónimo qualquer a perguntar se o autor das perguntas era "fascista".
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De Nuno Castelo-Branco a 02.07.2009 às 23:53

Pois, eles têm olheiros por todo o lado. Mas esse truque do "fascista", comigo não pega.
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De Nuno de Almeida a 03.07.2009 às 15:18

Excelente caracterização do parasitismo do BE e do seu guru, esse tal de Francisco ...
que cada vez que abre a boca parece que tem toda a razão do mundo do seu lado. Um arrogante e uma parasita do sistema politico portugues.

Parabens pelo blog!

Nuno


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De Miguel Neto a 03.07.2009 às 18:36

Concordo palavra por palavra com o texto que, em minha opinião, não é contundente. É certeiro. Talvez não seja é politicamente correcto nem "polido" ou "educado", no sentido em que chama "os bois pelos nomes", sem meias palavras. Mas também a "boa educação" não é uma Virtude.

Nuno, nas questões que sugeriu que se colocassem ao dr. Louçã faltam pelo menos três.

Uma vez que nos países "modelos de desenvolvimento" e exemplo de "sociedades vanguardistas de felicidade popular" do dr. Louçã sempre houve, em todos eles sem exepção "quintas de re-educação", falta perguntar ao dr. Louçã:

1 - onde faria ele em Portugal essas "quintas"?

2 - que portugueses ele para lá mandaria?

3 - que "atitudes" acha o dr. Louçã susceptíveis de merecer a oportunidade de uma "re-educação" num desses "paraísos de procura interior" da liberdade?
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De Nuno Castelo-Branco a 03.07.2009 às 19:18

Bem, continuo a pensar que estas questões dependem totalmente da 10ª. E quanto à minha grosseria - os telefonemas que hoje recebi, eheheheheh-, vinco que isto é apenas UM BLOG. Do que estavam à espera? de punhos de renda que "eles" nunca tiveram nem nas discussões parlamentares? era só o que faltava!

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