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Esta grande cidade localiza-se no Norte dos EUA, no Estado do Ilinois e é a terceira maior em termos demográficos do país. Antes encontram-se Nova Iorque e Los Angeles.
São perto de 3 milhões de pessoas a viver nas margens do grande lago Michigan. Tal como Lisboa esta urbe cresceu ao longo das margens e a sua vida e clima está muito determinados pela proximidade da água. Os americanos adoram os “nicknames”, aquilo que chamamos alcunhas, Chicago é apelidada de a “Windy City”, a cidade ventosa. Recorrendo ao que me lembro do que aprendi em Climatologia na universidade, a existência de massas de água condiciona o clima em terra. Isto porque a superfície terrestre ganha ou perde calor muito mais rápido que a água. Isto gera fluxos de ar das áreas mais frias para as mais quentes (altas para as baixas pressões). Em termos práticos no Verão sopram ventos frescos do lago para a cidade, no Inverno sopram ventos gelados do interior para o dito lago. Isto significa que no período estival o clima é muito agradável e no Inverno é terrível com ventos frios constantes. Quem tem possibilidades económicas, nessa altura parte para férias em áreas mais quentes (Florida, Caraíbas etc.).
Até ao final do século XIX a maior parte da cidade foi constituída por edifícios de madeira. Na década de 1890 ocorreu um gigantesco incêndio que destruiu tudo. Quando estava no curso de Geografia o projecto de urbanização de Chicago foi-nos apresentado como um modelo de sucesso. O que hoje podemos encontrar no seu centro são belos edifícios de estilo Arte Nova e Arte DECO muito bem conservados, datando das primeiras décadas do século XX.
As margens pantanosas do lago foram convertidas naquilo que eles chamam “The Emerald Neckless”, o colar de esmeraldas. Uma ampla cintura de impecáveis parques onde decorrem uma imensidade de actividades culturais durante o Verão. Existem ainda muitas praias de areia bastante concorridas onde se pode tomar banho no lago e apanhar algum sol.
A artéria principal de comercio da cidade é a “Magnificent Mile”, a milha magnifica. Essa área de comercio é uma das mais luxuosas do mundo, encontrando-se lá representadas as marcas mais conhecidas. Nessa área e para informação daqueles que são sócios do Holmes Place, encontra-se o único health club dessa rede no EUA.
Igualmente próximo está situado o grande parque de diversões da cidade, num pontão extenso que penetra lago adentro e que permite uma bela vista da cidade.
Em redor do centro existem bairros habitados por comunidades emigrantes, italianos, escandinavos etc.
Nas ruas encontrei muitos pedintes “profissionais” e não só, maioritáriamente afro-americanos. Observei que existe um certo fanatismo em torno da equipa de basebol da cidade, “The Chicago Cubs”, os filhotes de Chicago ou algo do género, que curiosamente apesar de perderem os jogos de uma forma consistente, não vêem o entusiasmo do seus fãs esmorecer. A impressão que me ficou é a de que Chicago é uma das mais belas cidades dos EUA.
Um bom local talvez, para quem quiser estabelecer-se longe da nossa Democracia de sucesso e seja pouco friorento.