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Ia atravessar o canal que a separava da Iha do Pico. O amigo que acompanhava nesta primeira travessia marítima entre ilhas, médico residente no hospital daquela cidade, deslocava-se duas vezes por semana à ilha, onde os doentes já faziam fila àquela hora matutina.
Ia aproveitar esse tempo para explorar as tão afamadas vinhas do Pico; e a fama, constatei, tinha razão de ser, pelo que me era dado ver de beleza na paisagem. Era Maio e os muros baixos, escuros, feitos de pedra vulcânica, já estavam quase cobertos de folhas verdes.
Muito diferentes das videiras do Minho, de onde partira havia poucos dias: de comum, só mesmo a cor das parras, pois que as que por cá deixara eram altas, chamadas de enforcado, por serem plantadas junto de árvores, onde se apoiam para crescer.