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A Grande Berta

por Nuno Castelo-Branco, em 04.11.11

Qual reedição da Grande Berta, bastaram umas tantas granadas em forma de palavras da Chanceler, para que o neto e filho Papandreu 3º repensasse a sua ousadia. A poderosa peça de artilharia alemã é em definitivo, a suprema soberana nos campos europeus, tendo os franceses como serventes municiadores.  

publicado às 16:13

No entanto, Merkel até tem razão...

por Nuno Castelo-Branco, em 17.10.11

Numa entrevista, a Chanceler Merkel  declarou que os prevaricadores desobedientes dos preceituados assinados nos Tratados, devem perder a soberania. Estas palavras vão ocasionar o coro de protestos a que estamos habituados, principalmente por parte daqueles que tudo têm feito para que tal coisa suceda: os federalistas televisivos.

 

Não se pode ser "contra Merkel" e ser "pró-federalismo", esta é a verdade.

 

No entanto, Merkel tem razão e para mais, não está sozinha, longe disso. Embora a imprensa tente ignorar o facto, todo o norte, centro e leste da Europa alinha com Berlim. Os Tratados foram assinados e em Portugal verificou-se uma louca pressa em aderir ao Euro pelas razões políticas e particulares que bem conhecemos. Agora, alguns dão o dito por não dito e os credores insurgem-se. É natural que se sintam defraudados, pese a importância que os periféricos representam para a hegemónica indústria e finança do "motor da Europa". O que resta saber, é o que os castigadores entendem por perda de soberania, pois esta poderá significar a subordinação das políticas financeiras e económicas ao beneplácito de Berlim - que infelizmente está no seu pleno direito -, ou, na pior das hipóteses, na inclusão do património em exploração ou ainda por explorar, dos países que estiverem submetidos ao "novo paradigma". Pois é isso mesmo que se prepara e não estranhemos muito se termos como ZEE - Zona Económica Exclusiva portuguesa, desapareçam e sejam substituídos por uma designação do género Zona Económica Europeia. Quanto à liquidação das políticas externas próprias de cada país, o inevitável será a sua liquidação, obedecendo ao continentalismo.

 

Os nossos senhores sabem da existência de outros caminhos, mas estes são adversos às suas ambições privadas. É que esta nossa gente do regime já provou interna e externamente, ser incapaz sequer de reger uma freguesia. O resultado está à vista.

publicado às 13:53

Em tom de brincadeira...

por Nuno Castelo-Branco, em 17.03.10

 

 Após a tirada da Sra. A. Merkel, eis uma excelente oportunidade para o governo "adiar sine die" toda e qualquer linha TGV, assim como as auto-estradas para nenhures, o aeroporto de Lisboa e a 3ª travessia do Tejo.

 

A própria TAP poderia iniciar o cumprimento do seu primeiro plano de reabilitação e expansão -quando previa uma frota mista de Airbus e Boeing -  começando a obedecer à lei do mercado e renegando o escandaloso proteccionismo à Airbus Industries.  

 

O governo deve aproveitar e taxar de forma esmagadora, lapidar, os automóveis de grande cilindrada e importados: no topo da lista, os BMW, Audi e Mercedes. Pelo contrário, os automóveis produzidos ou montados em Portugal, deverão sofrer um abate na taxação (VW incluídos, mas apenas os integralmente construídos no nosso país). É claro que os ersatz Seat e Skoda deverão incluir-se na lista a onerar.

 

Não temamos, pois não podem dar-se ao luxo político da nossa expulsão.

 

Conhecemos bem o tipo de sistema que vigora em Portugal, assim como as suas perversões. No entanto, também é conhecida a lista de países que têm lucrado com as vendas de bens de consumo e com os créditos enviados em direcção aos países do sul da Europa. Os supermercados portugueses são inundados por produtos Made in Germany, Spain ou France. Os circuitos de distribuição - controlados pelos estrangeiros - não compram as nossas frutas e hortícolas, enquanto há quem  queira arrasar com a nossa indústria de mobiliário, promovendo o rasquíssimo lixo IKEA.

 

Todas as obras públicas de grande custo, recorrem à importação de equipamentos e materiais originários dos mencionados países. A existirem cortes, Portugal pode desde já começar por rejeitar - taxando-as proibitivamente - as mercadorias luxuosas e supérfluas que já não pode pagar. Prejudicando a Alemanha e a França e evitando o endividamento português. Merkel e os seus ministros ficarão assim sem mais argumentos para declarações à imprensa.

 

Medina Carreira está cheio de razão.

publicado às 15:11






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