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As Forças Armadas do novo "Querido Líder"

por Pedro Quartin Graça, em 19.12.11

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publicado às 16:19

Os pêsames do Estado Sentido ao PCP e Bloco de Esquerda

por Nuno Castelo-Branco, em 19.12.11

Numa etérea espiral de fumos de imorredoura glória, subiu ao firmamento vermelho o Querido Líder Kim jong Il, auspiciosamente nascido num já longínquo inverno de guerra, algures numa montanha coberta de neve e sobre a qual subitamente brotaram milhões de flores de inebriantes  fragrâncias, mostrando o caminho a milhares de camponeses ansiosos por verem o Prometido dos Povos da Terra.

 

Ao PCP - as mais amplas e copiosas lágrimas deste nefando blog, vão para o camarada Bernardino Soares, o grande defensor da democracia norte-coreana - e ao Bloco de Esquerda, manifestamos os nossos mais sentidos pêsames por esta irreparável perda, certos de que a ascensão do Grande Sucessor Kim III ao poder, servirá de piedoso lenitivo nesta hora de excruciante e dolorosa aflição.

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publicado às 14:40

Os mais felizes países do mundo!

por Nuno Castelo-Branco, em 02.06.11

O mais aflito e maior lambe-botas planetário, decidiu dar mais uma valente engraxadela no cano alto das botifarras dos seus sponsors de Pequim. Após a sua última e nada secreta viagem à China, o autocrata da Coreia do Norte fez publicar um curioso estudo acerca da felicidade no mundo.

 

Na sua iluminada opinião, a China é o país mais feliz, seguindo-se-lhe a Coreia do Norte, Cuba, Irão e Venezuela.  Como não podia deixar de ser, os EUA estão em último lugar, o 203º, enquanto a rival Coreia do Sul tristemente reduz-se à 152ª posição. Uma pena não conhecermos outros detalhes acerca desta lista de maravilhas, pois ficaríamos a saber mais, acerca da felicidade que se coça no Zimbabué ou no Nepal, por exemplo.

 

Uma outra questão, será conhecermos os resultados práticos do caixismo-viajante que da ocidental praia lusitana tem andado mundo fora. Após as amizades com Caracas e a recente visita a Lisboa do ministro dos Negócios Estrangeiros de Ahmadinedjad, com um bocadinho de sorte, o herói do Sr. Bernardino Soares, o Querido Líder, ainda poderá ter incluído Portugal entre os 10 mais felizes países do planeta Terra. 

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publicado às 19:12

Depois da Tailândia, a Coreia do Sul

por Nuno Castelo-Branco, em 18.12.10

É este, o cartaz propagandeado pelos trotsquistas, zelosos defensores dos camaradas maoístas

 

Há uns meses, cobrimos dia após dia, a aparentemente estranha ocupação da capital tailandesa, tomada refém por uma heteróclita mas bem organizada coligação, liderada por gente sobejamente conotada com a aparentemente extinta guerrilha patrocinada por Pequim. A  Tailândia ainda não caiu, pois conta com uma poderosa Monarquia. Ficará para uma próxima oportunidade, talvez quando da sucessão ao trono.

 

Na louca correria em direcção aos mares quentes do sul e ansiosa por cercar a Índia de rivais perigosos, Pequim apostou forte nos Himalaias, liquidando o reino nepalês. Na zona de segurança do Japão, as provocações tiveram início logo no início da 2010, quase em simultâneo com o ataque a Bangkok e distraiu as atenções das chancelarias ocidentais. Agora, a tensão vai crescendo e a oligárquica família Kim faz suas, as palavras de um desdenhoso Ribbentrop que nas vésperas do 1º de Setembro de 1939, dizia ao contemporizador Ciano: "wir wollen Krieg!"

 

Começou a campanha de intoxicação da opinião pública ocidental, atribuindo as provocações às rotineiras manobras conjuntas das forças dos EUA e da Coreia do Sul. Desta forma, o odioso da agressão seria mitigado com um fait-divers, perfeita cópia do incidente de Gleiwitz. Um dos aspectos mais evidentes, consiste na perfeita sintonia de todas as "linhas ou tendências" do comunismo, desde os trotsquistas aos estalinistas, maoístas ou brezhnevianos,desde o PCP ao BE e "partidos irmãos". O jogo de ilusionismo, a bem conhecida farsa, desmascara-se quando consultamos os sites de partidos ou "organizações internacionalistas" de todo o mundo. Esquecidos da oportuna retórica "anti-neocapitalismo chinês", afinam todos pelo diapasão da ópera da Cidade Proibida. Sem quebras ou hesitações.

 

E porque pretenderá o sr. Kim uma guerra a todo o custo? A resposta parece difícil, mas deve ter como única premissa, o prosaico aspecto de poder contar com um aliado precioso que não o deixará cair. Mais longe, em Moscovo, o outro amigo pouco secreto, o regime pessoal do sr. Putin, justificará toda a actividade diplomática que tem exercido em todos os pontos sensíveis do globo. Muito nos admiraremos se dentro de alguns meses, não surgirem generosas "ofertas de assistência com novo equipamento militar" ao governo brasileiro. Esperemos, mas estejamos desde já de sobreaviso, até porque a situação é muito má.

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publicado às 17:57

A Coreia do Norte executou publicamente uma mulher cristã no passado mês de Junho por ter distribuído a Bíblia, proibida no país, informaram activista coreanos esta sexta-feira.

 

Ri Hyon Ok, com 33 anos de idade, foi executada na cidade e Ryongchon, cidade do noroeste da fronteira com a China no dia 16 de Junho, segundo um relatório de uma aliança de dezenas de grupos activistas anti-Coreia do norte.

Os pais, o marido e os três filhos foram enviados para um campo-prisão político na cidade de Hoeryong, no noroeste do país, um dia após a execução.

Embora a Coreia do Norte afirme que a liberdade de religião dos cerca de 24 milhões de habitantes está assegurada, na realidade existem observações religiosas bastante rígidas, sendo que a religião praticada no país consiste no culto de personalidade em torno do fundador Kim II-Song e o filho, o actual líder Kim Jong-II.

O governo autorizou quatro igrejas estatais, uma Católica, duas protestantes e uma Ortodoxa, destinadas a estrangeiros. Contudo, os activistas estimam que mais de 30 mil norte-coreanos praticam secretamente o cristianismo.

 

A pátria dos Queridos Líderes e arranha-céus com elevadores que não funcionam, apologizada por Bernardino Soares e por diferentes pasquins ligados ao PCP , continua a mostrar a sua face ao mundo. Espanta-me como é que um caso como este, já com uns dias,  teve tão pouca repercussão e pouco se ouviu falar nas notícias

 

Bem a propósito, surgiu agora uma obra  - "Os Aquários de Pyongyang - Dez anos no Gulag Norte-Coreano", de Kang Chol-Wan e Pierre Rigoulot, na Editoral Hespérria (sugestão de CM) -  que é mesmo oportuna. A tomar nota da coluna de horrores que provavelmente desfilará naquelas linhas.

 

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publicado às 19:06

E se os norte-coreanos falam a verdade?

por Nuno Castelo-Branco, em 01.06.09

 

Durante o peronismo, um mirabolante projecto de desenvolvimento nuclear assustou a comunidade dos Grandes vencedores da II Guerra Mundial. Essencialmente, consistia numa quimera que descendia das experiências que alguns cientistas do III Reich realizaram, procurando dotar a Alemanha com a chamada arma final. Como se concluiu, o projecto "argentino" deu em nada e o elefante branco ainda existe, transformado em ruínas de betão. Um colossal desperdício financeiro que durante algum tempo, serviu perfeitamente como argumento de exaltação patriótica e de chantagem dirigida sobretudo a Washington.

 

O regime da Coreia do Norte é diferente, porque infinitamente mais mortífero, belicoso e devido à vulgata marxista-leninista do zuchismo, verdadeiramente crente em messianismos personalizados num não menos mítico Grande Líder.

 

A análise política internacional dos comentadores ocidentais, tende fatalmente para o menosprezo ou appeasement deste tipo de ameaças e o resultado evidenciado pela História, tem comprovado a perfeita validade dissuasora de posições firmes e atempadas por parte de quem de direito na cena internacional: as potências que mantêm o sempre instável equilíbrio e que impedem pela manifestação evidente do poder, aventuras belicistas de expansão.

 

O lançamento de um míssil intecontinental norte-coreano, poderá fazer parte das habituais fábulas em que o regime de Kim jong-Il é pródigo. No entanto, a simples ameaça da sua existência, consiste na subida de um patamar que ainda há poucos dias se considerava improvável. Com a constante fuga de cérebros, venda de segredos militares e tráfico de tecnologia proveniente de países do antigo bloco soviético, é possível que desta vez, Pyong.Yang fale a verdade. Assim sendo, os EUA e a Rússia deverão agir em conformidade, arrastando fatalmente Pequim para uma atitude que não poderá recusar.

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publicado às 15:50

O Querido Líder nuclear

por Nuno Castelo-Branco, em 26.05.09

 

 O recente teste nuclear -  com a correspondente interligação balística - triunfalmente anunciado pelo regime norte-coreano, deve ser levado de forma séria e responsável pela comunidade internacional. Mesmo a Rússia asiática, que claramente se encontra ao alcance dos mísseis de Kim jong-Il, reagiu prontamente a esta inegável manifestação de força que aparentemente frisa a vontade do regime coreano em manter-se imutável no seu zuchismo estalinista. Nem sequer procurando emular o exemplo de abertura económica chinesa, Pyong-Yang cerrou fileiras em torno da complexa oligarquia político-militar que despoticamente governa o país há mais de meio século, mas ainda pior que a manutenção da implacável disciplina interna - à custa de uma dificilmente imaginável repressão e generalizada miséria da população - , manifesta uma directa intenção de coagir todos os seus vizinhos, entre os quais a Coreia do Sul e o Japão surgem como os mais próximos aliados ocidentais na região. A ameaça é directamente dirigida a estas duas potências, dado o facto destes mísseis balísticos possuírem apenas um alcance intermédio, sendo por ora incapazes de atingir directamente o território dos EUA. 

 

A partir deste momento, será extraordinariamente tomar qualquer tipo de atitude de força perante os zuchistas, pois a arma final serve de escudo a um regime capaz de a utilizar em nome da mitologia ideológica que lhe serve de esteio. Acresça-se a este episódio, o inquietante sistema de colaboração militar entre os norte-coreanos e o Irão, para deparamos com uma ameaça clara - desta vez verdadeira, bem armada e sem confusão possível com uma alegada retórica belicista ocidental -, à qual o ocidente - Rússia incluída - deverá dar pronta resposta.

 

Aguarda-se com expectativa, a já previsível reacção da administração de Obama, que uma vez mais e confirmando o estatuto dos EUA no mundo, não poderá divergir muito daquela que seria própria de Bush, Clinton ou Reagan.

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publicado às 13:32






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