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Como reagiria a califagem?

por Nuno Castelo-Branco, em 23.08.14

Os califeiros fartam-se de publicar mapas com ameaças de conquista, englobando todas as terras que de Bassorá a Lisboa, um dia obedeceram aos sátrapas muçulmanos. 

 

O mundo ocidental é perito no encaixe e devida resposta a provocações gratuitas, às bravatas que já custaram a liquidação de alguns impérios e potências expansionistas. Nos anos trinta, os agentes do Ahnenerbe andavam à cata de suásticas e runas, palmilhando toda a Europa do Minho à Finlândia e chegando a enviar expedições às alturas dos Himalaias. Lembram-se do filme Sete Anos no Tibete? Tratava esse tema. Onde cavocassem uma suástica virada fosse para que lado fosse, aí estava um marco susceptível de validar uma reivindicação ariana.

Os califeiros afinam pelo mesmo diapasão. Agora, neste 23 de Agosto em que passam 75 anos da celebração do Pacto Germano-Soviético, imaginem qual seria a reacção dessa turbamulta de bandidos armados - vejam o video, se conseguirem -, se num dente por dente, os cristãos desatassem a reivindicar todos os antigos territórios vizinhos do Mediterrâneo e outrora pertencentes à cristandade. Para já, existe uma clara vantagem sobre o Ahnenerbe e sucessora califagem: não é necessário cavar buracos poeirentos na terreola "santa", nem peneirar ossinhos ou esgravatar em busca da inexistente "Arca da Aliança" de todas as prestidigitações. Os vestígios saltam à vista. A propósito, quanto à Hagia Sofia...

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* O ocidente não mostra. A net fervilha de imagens horrendas e só não acredita quem não quer inteirar-se do que está em causa. São estas, as bestas.

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publicado às 09:00

Esta manhã, em Liège

por Nuno Castelo-Branco, em 04.08.14

 

Foi a sensatez e sentido das proporções que para nossa desgraça, faltou aos Costas, Bernardinos e Camachos. Durante quatro anos  Afonso XIII tudo fez para manter a neutralidade espanhola, sendo por isso mesmo homenageado pelos seus compatriotas e pelos estrangeiros de ambos os campos em combate. O monarca desenvolveu um inestimável serviço junto dos prisioneiros de guerra, estabelecendo contactos, garantindo o correio, vigiando o tratamento ministrado pelos captores, distribuindo o precioso auxílio moral e  material. Quando após a sua deposição chegou a Paris e logo em seguida a Londres, foi recebido por multidões agradecidas pelo seu trabalho durante a tragédia que foi a Grande Guerra. 


No âmbito do centenário da eclosão da I Guerra Mundial, Filipe VI está hoje em Liège, não se entende bem a razão. Podemos considerar uma explicação para além deste insólito pro forma. Sendo um trineto do Kaiser Guilherme II, talvez a esse facto se deva a sua presença, juntando-se aos descendentes de Alberto I dos belgas e de Jorge V da Grã-Bretanha. Uma foto da família agora não desavinda. 

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publicado às 10:04

Negócios com caracóis, coiratos e canecas

por Nuno Castelo-Branco, em 22.06.14

Convidado para o televisivo substituto de degustação de caracóis, coiratos e canecas de cerveja, Bernardo Pires de Lima esteve no Eixo do Mal. Além dos sempre transcendentes e edificantes temas da ainda insucessiva sucessão no PS e do regalado aperto salgado no BES, o docente abordou ao de leve a situação em Espanha.

 

Entre os senhores do poder em Portugal, existem aqueles que embora não possam reconhecê-lo de forma politicamente correcta,nem por isso deixam de  pertencer às hostes da plutocracia pura e dura, vulgarmente disfarçada de liberal. Enfileiram-se normalmente entre os mais ferozes opositores de qualquer possibilidade de re-instauração daquela forma de representação do Estado que fez e consolidou Portugal ao longo de oito séculos. Dado tudo aquilo que temos observado no nosso país, entendemos facilmente a sua oposição à possibilidade de um cercear de uma importante parcela do exercício do poder total. Compreende-se, pois a presidência da República é um assunto exclusivo da oligarquia financeira que dita sobre os ombros dos seus súbditos da política. Quanto a este aspecto da ainda existente dicotomia Monarquia-República, batem os próprios comunistas quanto à aversão que a tradição representa. São assim os companheiros dilectos de outros convivas do banquete proporcionado pelo regime, os que patinados pelo discurso das boas causas, aparentemente são os irredutíveis adversários dos precedentes. Irredutíveis, apenas porque são candidatos concorrentes ao exercício da distribuição das benesses, neste bloco cabendo as diversas sensibilidades - bem traduzidas no actual Parlamento - do programa emitido pela empresa mediática do Sr. Balsemão. Nada de suspeito, portanto. 

 

Dizia Bernardo Pires de Lima que a situação em Espanha merecerá alguma atenção, embora previamente tivesse julgado azado fazer a sua Made in USA profissão de fé, obviamente anti-monárquica. Iniciando o seu curto depoimento com a caracterização da proclamação de Filipe VI como algo próprio do "mundo das revistas cor de rosa", logo se embrenhou numa mais razoável justificação da necessidade da manutenção do actual regime no país vizinho. Nada de novo aventou, apontando aquilo que qualquer leitor de A Bola será capaz de lobrigar, ou seja, a conveniência da preservação de fronteiras estáveis num espaço compatilhado por Portugal e consequentemente, a paz e o status quo numa Europa dilacerada pelos consecutivos erros e pequenas ambições dos seus dirigentes. Previsivelmente, esses dirigentes entre os quais ele próprio encontra o seu campo político, aquele que gizou a catastrófica balbúrdia que é a União Europeia. Afinal, Pires de Lima acaba por contradizer-se, apontando a Monarquia como um factor imprescindível de coesão e daquilo que talvez mais lhe interesse: a prosperidade da economia e a paz social. O pensamento dos nossos liberais da viragem do século, infelizmente não consegue ir mais longe que o manusear do tradicional ábaco a que a nova tecnologia teve o condão de transformar em calculadora via ordenador.

 

Talvez será muito optimismo pensarmos que os ditos liberais tenham a perfeita consciência do perigo que representaria a queda da República em Portugal, dadas as iniludíveis consequências que isto teria na nossa política externa, no reordenamento da estrutura do poder político nacional e no inevitável cercear das tentativas de amalgamar a que os abusivos "tratados" europeus conduzem. 

 

Fique o Sr. Bernardo Pires de Lima ciente de algo que talvez até agora lhe tenha escapado. A Monarquia vizinha, consiste no derradeiro obstáculo erguido diante daqueles émulos espanhóis dos que por cá tomaram de assalto o Estado. Precisamente os que escudados por siglas de bancos e similares, de escritórios de diversas assessorias ou estudos de mercado, vivem obcecados pela cartelização do poder poder político totalmente subjugado pelo pulso forte do dinheiro virtual cuja posse não tem rosto ou assinatura que se veja. É risível, a sugestão de o monarca espanhol não passar de um simples autenticador de documentos enviados pelos sucessivos governos que se revezam na Moncloa. Todos sabemos que esta é uma daquelas mentiras que não resiste à mais superficial análise dos factos. 

 

A verdade é outra, apesar das aparências ditadas pela Constituição de 1978. A influência da Coroa - não "eleita", logo não controlável - estende-se muito para além da normal gestão dos assuntos correntes e tem sido essencial no tecer da trama que mantém a coesão do Estado, influência esta que também é decisiva quanto às Forças Armadas. Sendo estas muito diferentes do banal simulacro castrense que existe em Portugal, o detentor da Coroa é mesmo o elo mais forte para a manutenção do controlo civil sobre aqueles que desde o advento do Liberalismo, têm sido os nem sempre bem dispostos vigilantes de qualquer ameaça que eventualmente possa colocar em causa a unificadora obra de Isabel e Fernando. Neste nada desdenhável aspecto do destrinçar da realidade política existente em Espanha, parece existir a unanimidade entre os uniformizados do lado de lá da fronteira, sejam eles castelhanos, bascos, catalães, valencianos ou baleares. Se a isto juntarmos a impressionante carteira de contactos que o Rei de Espanha tem em praticamente todas as capitais mundiais, abrimos então aquele capítulo que se torna no principal ponto de interesse dos obcecados pelo neo-mercantilismo, mercantilismo este conceptualmente tão adulterado como o liberalismo que julgam defender. O Sr. Bernardo Pires de Lima que consulte o patronato e as cabeças do sindicalismo espanhol e logo concluirá acerca do que representa a Coroa na economia e logo, no trabalho, no essencial progresso material daquela sociedade. Não lhe pedimos mais e assim bem pode limitar-se ao que mais lhe interessa.

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publicado às 19:11

De Vasco Pulido Valente

por Nuno Castelo-Branco, em 22.06.14

"Apesar da comitiva e da segurança, não dei por que os reis de Espanha estivessem no hotel. Um Secretário de Estado português teria sido mais conspícuo. Não vi o rei Juan Carlos que não saiu do último andar, excepto no dia em que se foi embora. Mas vi a rainha na varanda comum, a tomar um chá e a discutir com um secretário com muitos papéis não sei que problema. Na mesa do lado, a ler um livro, nunca me distraíram ou incomodaram. Aquela monarquia despretensiosa e bem-educada não me pareceu um perigo para ninguém. De resto, não passa de um símbolo, com algumas funções de representação e, constitucionalmente, sem sombra de poder político. Como em Inglaterra, o rei nem sequer dissolve o parlamento e lê no parlamento os discursos que o governo lhe manda.

Agora, Juan Carlos resolveu abdicar e foi substituído por Felipe VI. Parece que Juan Carlos perdeu o prestígio por causa de uns tantos casos de infidelidade conjugal (que não se percebe como interessam ao Estado) e por causa de uma caçada ao elefante no Botswana, em que partiu uma perna (um genro vigarista no tribunal também não ajudou). Nas cerimónias de sucessão, uns vagos milhares de pessoas gritaram“España mañana será republicana”, provavelmente inconciliáveis da guerra civil (1936-1939) ou anti-franquistas que guardaram uma velha vontade de revanche. Esperemos que nunca aí se chegue por duas razões. Primeira, porque o rei é melhor garantia da unidade do país. E, segunda, porque a República tarde ou cedo criaria um tumulto em Espanha e na Europa.

Um presidente sairia por força de uma das nacionalidades de Espanha que se autodenominam “históricas” (Castela, Catalunha, o País Basco e a Galiza), sendo suspeito aos grupos que ficassem de fora: uma receita infalível para a desordem e o conflito. Pior ainda, a dissolução de Espanha iria inevitavelmente encorajar o separatismo da Escócia e do norte de Itália. De qualquer maneira, não se compreende a ansiedade de um pequeno povo para se fechar na sua pequenez (nós por aqui sabemos bem quanto ela custa) ou o desejo de falar uma língua que ninguém mais fala ou escreve. Esta perversão do paroquialismo, numa economia global e num mundo em que o inglês se tornou de facto a “língua franca”, leva fatalmente ao isolamento e à fraqueza, pelo prazer de uma glória “nacional” sem sentido. A Escócia, pelo menos, quer ficar com a rainha e, de caminho, com a libra."

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publicado às 10:16

Novo Rei, novo retrato e uma mensagem

por Nuno Castelo-Branco, em 20.06.14

1. Sendo um dado tão previsível como amanhã ser sábado, os canais televisivos têm demonstrado um misto de fascínio pelo que "cá também poderíamos ter", profunda inveja pelintreira de meia branca e irritação por tudo aquilo que ontem vimos em transmissão directa  de Madrid. Os duzentos e poucos símios que apenas não passaram despercebidos mercê dos bons ofícios das Judites de cá e de uma meia dúzia de outros preenche-horários de telejornal, não foram suficientes para estragar uma festa que afinal todos previam. Dizia há umas semanas que os espanhóis - os tais nefandos monárquicos -  não precisavam de organizar qualquer manifestação de desagravo, pois esta naturalmente surgiria no dia da proclamação. 

 

Filipe VI desfilou lentamente pelas principais avenidas e praças da sua capital, coisa que em Portugal é impossível desde aquela tarde de 1 de Fevereiro de 1908. De pé, em carro descoberto, não temeu, porque nada deveu ou deve. Estava entre os seus. Gostaríamos de um dia podermos verificar em Lisboa, um simulacro daquilo que o Rei de Espanha fez em Madrid, subitamente deparando com o Sr. ACS descendo a Avenida da Liberdade a bordo de uma viatura descapotável e em data comemorativa à escolha. Também seria interessante vermos o Sr. Soares a pé Chiado abaixo, previsivelmente nada ameaçado por qualquer retornado de boa memória ou um daqueles agora camaradas que há uns vinte e poucos anos lhe desferiram uns sopapos na Marinha Grande. Quanto a Sampaio, esse estará sempre à vontade, tão à vontade quanto qualquer vendedor de castanhas de desconhecida identidade. Saberá alguém distingui-lo num grupo de três peões?

 

2. O zapping permite-nos avaliar a perspicácia da gente da nossa informação. Claro que todos repararam no facto de Filipe VI ocupar hoje o gabinete ainda há dias pertencente ao seu pai e antecessor no trono. Pela esganiçada conversa das nossas várias Judites, o novo Rei mudou duas ou três fotos.

 

Também se tornou bastante nítida a mensagem que o Rei enviou ao mundo, mas que infelizmente passou totalmente despercebida aos nossos crânios da informação. Durante anos, João Carlos I trabalhou naquele gabinete onde pontificava o retrato de Filipe, o fundador dos Bourbon de Parma. 

 

Filipe VI já não precisa de a todos  indicar um início ou um recomeçar do que quer que seja. A ordem natural está estabelecida e escolheu como mudo vigilante do seu trabalho, aquele que foi o mais capaz dos Bourbon espanhóis. Esta manhã, o retrato de Filipe de Parma tinha sido substituído pelo do seu irmão, o muito feio, honesto, brilhante estadista, austero e grande monarca Carlos III. Esta é uma clara indicação daquilo que o novo Rei pretende ou gostaria de realizar durante um reinado que esperamos longo e frutuoso. Um reinado de profundas reformas, honradez e crescer do poder espanhol na Europa e no mundo.

 

O Rei Filipe fez uma excelente escolha, este foi um sinal que em tela complementa aquilo que dele ontem ouvimos nas Cortes. Oxalá seja esta subliminar mensagem perfeitamente entendida em Espanha e também - o reinado de Carlos III em muito influiu em Portugal - para cá da fronteira. Neste caso, a periclitante república portuguesa que se cuide. 

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publicado às 21:36

Querem comparar?

por Nuno Castelo-Branco, em 10.06.14

 

Desolador, o espectáculo esta manhã oferecido na inventada data nacional. Naquele terreno baldio, se excluirmos a apresentação das forças em uniforme de combate, tudo o mais foi de uma confrangedora miséria. Os oficiais de terra em fatinho cinza-rato, facilmente identificável com o dos antigos guardas nocturnos. Seguiam-se os da Força Aérea em similar vestimenta azul, bem própria para uma empresa de segurança de parques de estacionamento. Os terrestres e os aéreos de gravata, artefacto muito prático e de marcial balcão de atendimento. Salva-se a Marinha de colarinho fechado, mantendo a tradição e confundindo-se com as suas congéneres estrangeiras. Um alívio. 

Uma reportagem miserável, cheia de choros orçamentais e onde a entrevistadora facilmente soltou a língua dos representantes dos três ramos das F.A. Desta forma, ficámos a saber que a FAP faz a vez do Instituto de Socorro a Náufragos e que o Exército não passa de um ramo dos Bombeiros. Chachál conversa enquanto os militares tentavam movimentar-se em modo de marcha, coisa absolutamente diferente daquilo que há precisamente quarenta e um anos se via desfilando na Avenida D. Luís I, em Lourenço Marques. Não é a mesma gente e nem de longe são as mesmas Forças Armadas.

 

Quanto à esperada bagunça promovida pelos mesmos de sempre e com o bem visível não-professor que comanda a Frenprof, apenas uma questão: existindo a plena liberdade de expressão e de reunião, não é este último direito devidamente regulado pela Lei que exige um aviso de concentração e consequente autorização? Pois não parece que os senhores da CGTP-PC se tenham minimamente ralado com essas ninharias burocráticas. Também não parece que alguns militares e polícias bem visíveis durante o ultraje, algo tivessem feito para repor a compostura.

 

Uma "parada" cheia de barraquinhas de plástico. Música inaudível (1), péssimos uniformes (2), más e muito descoordenadas marchas (3), gritaria infernal e conversa televisiva constante, eis o espectáculo que bem representa aquilo que a República Portuguesa é e jamais deixará de ser.

 

É claro que nenhuma das nossas excelsas autoridades quererá aprender algo com aquilo que rotineiramente se passa em Madrid. Não querem nem podem. Espanha é uma Monarquia e apesar de todas as dificuldades, contradições e quezílias, uma Monarquia sempre será uma Monarquia. Nada de confusões, até porque hoje, ao pronunciar a palavra ...republicanas, o Sr. Cavaco Silva ficou visivelmente indisposto. Nós também.  

 

(1) Aprendam com os alemães

(2) Contratem um estilista militar chinês

(3) Contratem alguns instrutores do exército russo

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publicado às 19:05

Excitações balsemónicas

por Nuno Castelo-Branco, em 03.06.14

Os meias brancas da nossa informação especializada em mexericos, dramas, terrores, adenovírus urbi et orbi, pés chatos, naperons sobre a geleira e cachecol do clube emoldurando a TV, andam numa fona com o que nas últimas vinte e quatro horas se passou em Espanha. A gente de Balsemão - João Carlos I deveria ser mais selectivo quanto às amizades que por cá mantém - fala de uma "maré republicana", para logo depois depararmos com a visão de uma modestíssima praça que dá pelo nome del Sol, apinhada com 20.000 pessoas oriundas das sedes habituais. Em Barcelona, foi ainda menos evidente a reclamação da república, reunindo apenas 5.000 furibundos. Tão modestas reuniões, fazem-nos logo recordar a ainda muito recente festança da vitória do Real Madrid que em pouco mais de meia hora, arrebanhou um milhão de entusiastas de "bandeira monárquica" em riste. Perdão, há que chamar-lhe bandeira de Espanha. Por outras palavras, no nosso CRonaldo vale mais que todo o pagode visto nas Puertas del Sol, Ramblas e similares. 

 

Por cá os artifícios são sempre os mesmos vulcões de ranho espirrado por patetas pivotados apontando o dedo a quem para lá da fronteira, vive num país muito mais moderno, justo e progressivo que esta grotesca republica de falsários, incompetentes institucionais, reservistas mentais e reputados gatunos de comenda ao peito. Dir-se-ia que a gente da RTP, SIC e TVI jamais deu conta dos Limites Materiais da revisão constitucional, pecisamente no que estes apontam naquele infamante artigo que proibe os portugueses de reporem no devido lugar, a legalidade histórica e institucional roubada em 1910. Em Portugal, nada de referendos!, pois vigora o princípio do facto consumado, seja este quanto à república, "descolonização", adesão à CEE, Maastricht, adopção do Euro, Tratado de Lisboa, etc. Como a propósito de Maastricht disse um dia o Sr. Cavaco Silva, ..."os portugueses não estão preparados para este tipo de decisões". 

 

Quanto a Espanha, nada de preocupante. As entrevistas feitas in loco já demonstram a falta de convicção e de fibra daquela gente: já não se trata de João Carlos I o tal O Breve de quase quarenta anos de reinado. Já nenhum deles se ilude quanto à entronização de Filipe VI. Agora, a conversa é outra: ..."su hija jamás sera Reina!".


Já cá não estarei para comprovar ou não o dia da proclamação de Leonor I, mas tenho a certeza de que há coisas que dificilmente mudam. 

 

Adenda: no meio de tanta cretinice televisionada, aqui está alguém que merece a nossa atenção.

 

 

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publicado às 19:14

A pergunta que se impõe

por Pedro Quartin Graça, em 02.06.14

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publicado às 15:36

A abdicação de um grande Senhor

por Pedro Quartin Graça, em 02.06.14

 

A democracia espanhola deve-lhe muito. Quase tudo, diga-se. Nascido João Carlos Alfonso Víctor Maria de Bourbon e Bourbon-Duas Sicílias , no ano de 1938, em Itália, durante o exílio do seu avô, é filho de Juan de Borbón y Battenberg e de Maria das Mercedes de Bourbon e Orléans, Princesa das Duas Sicílias.

O seu avô Afonso XIII foi rei da Espanha até 1931, altura em que foi deposto pela Segunda República espanhola. Por expresso desejo de seu pai, a sua formação fundamental teve lugar em  Espanha, onde chegou pela primeira vez aos 10 anos, procedente de Portugal, país onde residiam os Condes de Barcelona, desde 1946, no Estoril.

Abdicou hoje a favor do seu filho Filipe. Honra a D. Juan Carlos e à Monarquia Espanhola.

 

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publicado às 09:45

Que tal?

por Nuno Castelo-Branco, em 05.05.14

"La Corona no tiene motivos para sentir zozobra, tras haber pasado un período de descrédito notable. Un 64% de los jóvenes encuestados responde que la monarquía está firmemente asentada y que la sucesión del Rey por el príncipe Felipe se producirá con toda normalidad."

 

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publicado às 15:33

Very, VERY BAD news:

por Nuno Castelo-Branco, em 02.05.14

...para a gente do costume. Ainda não será desta, ó Sr. Mário Soares. Como já se sabia, V. Exa. bem pode esperar até ao fim da sua next llife, mais ou menos daqui a uns cem anos. Aqui está uma notícia que não passa na RTP, TVI ou SICk.

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publicado às 20:33

Morreu Suárez

por Nuno Castelo-Branco, em 23.03.14

Ontem todos assistimos às imagens protagonizadas por depredadores que descaradamente se dedicaram a actos de autêntico terrorismo nas ruas da capital espanhola. Claramente conotados com sectores políticos residuais, inadvertidamente prestaram um inestimável serviço à Monarquia e ao regime constitucional, mostrando quem são e o que significaria um mais que certo regresso aos anos trinta.

 

Morreu Adolfo Suárez e aquilo que dele há para dizer, remete-nos para as palavras de S.M. o Rei João Carlos. 

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publicado às 19:16

Presuntivos implicados

por Nuno Castelo-Branco, em 15.02.14

Em Espanha, o genro do monarca desobedeceu a uma ordem do sogro e continuou os seus saltos mortais no circo dos negócios turvos. Seis milhões de Euro parecem coisa pouca num país onde existem numerosos ditos e mexericos a propósito de auto-estradas, fundos perdidos no TGV, aeródromos às moscas, escabroso financiamento partidário e uma infinidade de factos comprovados de péssima gestão nas taifas autonómicas. De qualquer forma, o genro Urdangarin é visível, vai a tribunal e terá arrastado a mulher, a infanta Cristina. A cegueira da paixão, o displicente assinar de papeís sem uma leitura prévia e a plena confiança, tornam bem plausível aquela velha suposição de ser sempre a mulher a última a saber, mas a verdade é que a filha do Rei também se sentou diante dos juízes. É bem provável que este último episódio já faça parte da luta partidária ou pior ainda, sirva para alimentar os apetites dos grandes interesses locais e internacionais que tudo têm feito para desestabilizar as instituições do país vizinho.

De qualquer forma, podemos dizer que mesmo ao nosso lado, a Justiça parece funcionar.

 

Vamos então perceber o que se passa naquele país que há uns quinze dias foi designado por Marcelo Rebelo de Sousa, como República das Bananas.

 

Um genro - e não um cabrito montês - alegadamente indiciado por participação no caso BPN, foi recompensado com um pavilhão de espectáculos à beira Tejo.  Está  completamente à vontade para a prossecução da sua carreira de desvelado interesse pela economia nacional.

 

Um sogro que exerce um altíssimo cargo público, mas que alegadamente não recebe o salário correspondente, ficando-se pela mais redondinha reforma. O mesmo sogro que alegadamente conseguiu a proeza de ao fim de um ano empochar hollywoodescos lucros com acções adquiridas fora de Bolsa. O mesmíssimo sogro alegadamente terá adquirido um casarão num Reino do sul - pois ali não foi a república proclamada em 1910 -, sem que alegadamente se vislumbre a respectiva papelada relativa às incontornáveis taxas do "neo-liberalismo" de recorte nitidamente socialista. 

 

Um ex-tudo cujo cartão de visita alegadamente se apresenta numa infinidade de casos surgidos na imprensa e que alegadamente teve a vida facilitada, vendo alegadamente destruídas todas as provas alegadamente existentes e às ordens das autoridades competentes, fossem aquelas a papelada existente nestes processos, ou os registos e gravações de conversas telefónicas,. Há que não esquecer os dossiers de investigação que alegadamente decorrem na PGR, a propósito de mais de três centenas de milhão alegadamente escondidos nas Caraíbas. Sucatas, mães que subitamente se tornam "milionárias" - o "volfrâmio vendido a Hitler" serve de recurso de guerra mediática -, centros comerciais com vista para a Lisboa oriental, barragens africanas que deram comissões a supremas autoridades à beira Índico, apressada nacionalização dos passivos do BPN - "os ladrões são todos do outro partido, mas devemos impedir males maiores" - , toneladas de ferro velho, parques de luxos escolares, contratos eléctricos a preços estratosféricos. Resultado? Tudo torpes invenções liquida-carácter, difamações que devem ser mitigadas com um lugar num órgão noticioso do Estado, ou por outras palavras, pago pelos contribuintes. Não se esqueça de ir hoje tomar um café e deixar os obrigatórios 11,5 cêntimos de IVA.

 

A lista de nomes alegadamente envolvidos em alegadas trocas e baldrocas, é uma never ending procession de celebridades para os mais exigentes gostos. Alegadamente estiveram em todas, desde as PPP até aos centros culturais derrapados num lodaçal de números estranhos, túneis, pontes, rotundas - no âmbito local, juntemos as demolições a eito, o misterioso desaparecimento de edifícios outrora constantes nos Inventários Municiais, a estranha presença de certos Fundos Imobiliários nas vereações do urbanismo, etc - , auto-estradas, hospitais, aeroportos  alentejanos. Abriram e logo fecharam negócios, cavaram crateras marcianas em bancos, empresas públicas e nos contratos assinados pelo Estado, ou seja, por eles mesmos quando exerciam funções em entidades teoricamente pertencentes aos contribuintes. Fartam-se de receber comissões, ajudas de custo para tudo e mais alguma coisa como viagens, comezainas, casa posta, carros a mais de 100.00€/unidade e com motorista de serviço, telemóveis à conta e claro está, lugares garantidos na gestão de empresas com as quais pouco antes tinham assinado em nome do Estado, os tais vultuosos contratos para obras. A isto juntemos fundações, gabinetes de consulturia e de advogados e toda uma série de recursos de ocasião.

 

 Alegadamente nunca terá existido qualquer tipo de conflito de interesses. 

 

Deste profundo oceano de espessas águas negras, emerge mais um bom exemplo de alegada limpidez de procedimentos. Aqui d'El Rei!

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publicado às 10:30

Reis de Espanha em Lisboa

por Nuno Castelo-Branco, em 12.02.14

Há cerca de duas horas, a bordo do carro conduzido pela minha irmã, em plena 2ª circular deparámos com os reis de Espanha. Claro que devido à escolta não passavam despercebidos e foi sem surpresa termos verificado a grande estima que os portugueses nutrem pelos monarcas do país vizinho. Acenos, buzinadelas muito prolongadas, quatro piscas em modo de cortejo, enfim, o bom e generoso povo de Portugal. D. João Carlos muito sorridente, efusivamente correspondendo a quem o saudava. Oxalá a TVE e El País pudessem mostrar estas imagens. 

 

Nós, portugueses, somos mesmo assim. 

 

 

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publicado às 16:46

Na Ericeira discutem-se as Selvagens

por Pedro Quartin Graça, em 08.02.14

É na Ericeira já no próximo sábado dia 15. Um evento organizado pelo ICEA. Entrada livre mas sujeita à disponibilidade de espaço na sala.

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publicado às 12:06

Um aborto moderno chamado esquerda

por João Pinto Bastos, em 27.12.13

Habermas, que é, consabidamente, um dos mais adulados maître-à-penser das esquerdas modernas, escreveu, vezes sem conta, sobre o processo deliberativo das democracias hodiernas, enfatizando sempre aquilo que para ele é um dos axiomas basilares da persuasão democrática: o uso por parte do demos do logos e da palavra na deliberação das grandes questões públicas da comunidade. Dito de outro modo, o intelectual alemão cria, e crê, que o consenso na esfera pública depende, primacialmente, da, chamada por ele, acção comunicativa. Estas especulações teóricas, de quinta categoria, a meu ver, têm alguma pertinência nos dias que correm, sobretudo quando vemos os maiores cultores do pensamento habermasiano, a esquerda moderninha das referências teóricas múltiplas, a violarem, constante e repetidamente, os pressupostos básicos das ideias atrás referidas. Basta, para o efeito, dar uma breve vista de olhos no que se tem passado, na última semana, em Espanha. O Governo espanhol, cumprindo uma promessa eleitoral feita, pública e reiteradamente, a todos os espanhóis, decidiu, e bem, na minha óptica, reformar a lei do aborto, concitando, nesse sentido, uma plêiade de académicos e especialistas dos mais variados matizes, de molde a alargar, do modo mais amplo possível, o debate público sobre esta questão tão divisiva. Porém, a esquerda psoeista, orfã da mais meridiana vergonha, resolveu, como era, aliás, expectável, clamar que esta alteração é um golpe que deve ser parado a todo o transe, custe o que custar. O despudor chegou ao ponto de o grupelho "feminista" Femen manifestar-se em pleno Congresso, mostrando à deputação lorpa a nudez ignara de quem crê que um par de mamas altera o que quer que seja. Ainda não chegámos à mamalândia, mas, pela lógica destas madames, para lá caminhamos. Em suma, para quem idolatra Habermas, e fala, no espaço público, da necessidade de discutir até aos últimos gorgolejos as questões mais candentes da comunidade, a prática demonstra, cabalmente, o contrário. As esquerdas olvidaram, muito rapidamente, a lição ensinada pelo mestre alemão, pois, pura e simplesmente, não discutem, não ajudam a deliberar (recorde-se que o que está em jogo é, por enquanto, uma proposta de lei), e, acima de tudo, ameaçam quem faz questão de intervir com a palavra no espaço público, dizendo de sua justiça. Tanto é assim que, na Europa dita civilizada, levantou-se um coro de virgens ofendidas a bradar pela reposição do complexo legislativo anterior, com ameaças de sanções à misturaNo fundo, a esquerda, como vem sendo o seu triste hábito um pouco por todo o lado, move-se, apenas, por estados de alma autoritários, que, aqui ou alhures, têm como única finalidade construir um mundo assepticamente desumano, sem lugar para outras perspectivas da vida. Para quem se reclama do moderníssimo campo da comunicação democrática, convenhamos que é muito, muito pouco.

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publicado às 23:57

A queda e ascensão de Angola

por John Wolf, em 15.10.13
 
Do mesmo modo que a ex-superpotência EUA foi encostada às cordas pela Rússia no processo Síria, o ex-império colonial Portugal foi relegado para segundo plano por Angola. A história de domínio e subjugação é uma moeda de troca constante. A posição muda, os actores permanecem. A relação de forças no mundo já não é o que era. Há países que acordam rapidamente para a nova configuração geopolítica, outros nem por isso...é disso que se trata. Respeito, honra, valores, história e relações privilegiadas significa muito pouco num quadro estratégico alicerçado na oportunidade. O resto são detalhes de Machete e companhia. Deixemo-nos de invocar a ética e parcerias estratégicas (foi tudo oportunismo) - Angola é um país independente, e se profere o discurso de evasão aos condicionalismos portugueses, significa que Portugal não soube conduzir a sua política externa com acutilância suficiente. Outros virão para aproveitar o que Portugal, agora e à meia-volta, declina efusivamente. De repente Angola passou de membro da comunidade lusófona de amizade e negócios para o clube dos párias. Sobre a autoridade moral de uns e de outros - há muita roupa suja para lavar - de Portugal e de Angola. Não há uma linha que divide os campeões dos vilões, os certos dos errados. À medida que outras ex-colónias erguerem a cabeça (Timor, Moçambique ou Cabo Verde), Portugal irá lentamente encaixar nos seus processos mentais que subalternidade é um conceito muito relativo. Acontece aos melhores, aos piores, e àqueles que se encontram em terra de ninguém. Não me admiraria muito se Angola iniciasse parcerias estratégicas com um velho rival da história tordesilhana - Espanha. Angola não faz o que faz por acaso. Atinge Portugal num momento de fraqueza política, económica e social, e demonstra que a condução da sua política externa está a amadurecer. O que está a acontecer faz parte de um processo natural de Realpolitik, mas é também o resultado de um conjunto de pontas soltas de um legado colonial, de uma herança pesada deixada na praia para morrer e renascer.
 

 

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publicado às 15:52

Haja inteligência...

por Nuno Castelo-Branco, em 13.09.13

... e sobretudo, sentido do interesse de Portugal. Habituados à cacofónica ignorância de quem tem para cá da fronteira comentado este triste assunto, um bom texto que sucintamente expõe o essencial. 

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publicado às 16:00

Ilhas Selvagens: Portugal responde a Espanha

por Pedro Quartin Graça, em 08.09.13

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publicado às 14:34

Ilhas Selvagens

por Nuno Castelo-Branco, em 02.09.13

 

Nesta questão não estão em causa bacocas reivindicações imperiais, mas tão só os comezinhos direitos económicos que em virtude da passagem dos séculos e do desenvolvimento humano, subitamente se tornaram relevantes.  Se a isto adicionarmos o habitual recurso espanhol na descoberta de conflitos que distraiam as atenções internas em momentos de crise, o cenário fica completo. Há poucos anos, Espanha tomou muito a sério a questão de Perejil, um minúsculo rochedo nas imediações do Estreito de Gibraltar. Ora, sendo as Selvagens de uma dimensão que comparativamente à rocha espano-berbere, mais se parecerão um "império oriental", o argumento torna-se fantástico. 

 

Os espanhóis clamam pelo facto consumado de Gibraltar, desdenhando completamente da vontade da população da possessão britânica. Em simultâneo, fazem-se esquecidos pelo também facto consumado da ocupação de Olivença, mas quando se dignam a qualquer tipo de argumento, este é sempre o da actual "vontade popular" da antiga vila alentejana. 

 

Ajudemos Madrid a compreender melhor a situação que tem diante dos olhos, sem que, contudo, consiga lobrigá-la. Para que tal aconteça, deveremos contar com o bom senso de Sua Majestade o Rei João Carlos I, o homem indicado para aconselhar os seus ministros - sejam eles do PP u do PSOE - a respeito de tudo a quanto respeite a Portugal e aos portugueses.

 

Do outro lado do Estreito, os espanhóis têm dois barris de pólvora cujos rastilhos podem ser incendiados por um Marrocos cuja evolução política é ainda imprevisível. Ceuta e Melilha - onde ainda vinga a "vontade popular" que Espanha contesta à gente de Gibraltar - tornar-se-ão num perigoso quebra-cabeças sem resolução possível, radicalizando-se os nacionalismos de ambos os contendores. Portugal deverá então apoiar os espanhóis, quanto a isso não parece haver qualquer hipótese de dúvida. No entanto, há que tornar bem clara a nossa posição quanto aos direitos e soberania - que já é antiga, anterior à formação do Estado espanhol - sobre as Selvagens e respectivas águas que o direito internacional hoje nos reconhece. 

 

Para já, temos um problema urgente a resolver e este consiste na sempiterna resistência a tudo aquilo que diga respeito à Defesa Nacional. Neste campo, se tivéssemos uma situação idêntica ou aproximada à das F.A. gregas, existiria um argumento muito persuasivo que facilitaria o trabalho do ministro Rui Machete, evitando-nos esta espécie de mini Mapa Cor de Rosa que agora enfrentamos. Não tardará muito até surgir um outro problema muito complexo e perigoso. Situado mais a ocidente,  está quase no meio do Atlântico, entre Portugal e os Estados Unidos da América. 

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publicado às 20:03






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