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Checkpoint Charlie

por John Wolf, em 07.01.15

charlie

 

França está, como sempre esteve, obrigada a encontrar respostas para a profunda fractura que divide a sua sociedade. O termo malaise parece-me excessivamente leve e indolor para retratar a paisagem gaulesa. No seu discurso à nação, François Hollande refere as vítimas, o jornalismo e o valor iconográfico de Charlie Hebdo, mas omite as noções de facto, aquelas que consubstanciam este desenlace. O lugar (ou não) do Islamismo na sociedade francesa, e em resultado da concepção que se venha a eleger, a sua interpretação política e social, e a acção decorrente da mesma. Numa óptica civilizacional, desprovida de paixões ideológicas ou religiosas, o que sucedeu é uma mera amostra de um universo maior de eventos que decerto irão impactar outras nações europeias. Numa primeira leitura das palavras de Hollande sentimos o seu medo, a angústia por poder ser um péssimo analista do que enfrenta. O terrorismo que tocou à porta francesa vai gerar respostas morais de ordem diversa. Por um lado os hardliners do espectro político-partidário irão avançar com a intensificação de uma ideia de controlo estatutário, de cidadania autoritária, de Estado forte, e por outro lado, assistiremos a discursos integracionistas, versados na expressão discriminatória dos banlieu,  na opressão económica e social de onde saltaram alegadamente aqueles que perpetraram estes actos cobardes e vis. França, quer o assuma ou não, está sentada sobre uma bomba-relógio de proporções alarmantes. O país das liberdades fundadoras encontra-se numa valente encruzilhada, diante de uma equação difícil que exige uma resposta perfeitamente adequada. A liberdade de expressão, invocada a leste e oeste, foi apenas um veículo para outro género de bandeira. Para a clausura de espírito. Para as trevas que ensombram o nosso mundo.

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publicado às 19:26

Sarko revient, Hollande est là, au secours!

por Nuno Castelo-Branco, em 19.09.14

Há umas semanas acusado de corrupção e tráfico de influências, agora regressa à ribalta polítca, enfrentando um Sr. Hollande que é aquilo que todos  sabemos ser. Em Portugal a coisa nem sequer é muito diferente, conhecendo-se o cardápio desde há décadas oferecido por consecutivos locatários de Belém.  Somos mais discretos e desculpabilizadores e por isso mesmo, supra parvos.

 

É mesmo um alívio ser-se monárquico. Os franceses que pensem no assunto e questionem-se acerca da razão pela qual os britânicos são tão teimosos.  Ou precisam de mais referendos tira-teimas?

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publicado às 18:01

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 15.09.14

Igreja de Santa Rita, 15éme, Paris, França

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publicado às 20:43

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 03.09.14

Num país onde diariamente e não sei quantas vezes se ouve o zurrar de alucinados de turbante.

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publicado às 21:00

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 25.08.14

Igreja de Nossa Senhora da Paz, Verdun, França

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publicado às 21:26

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 19.08.14

Demolição da igreja de São José em Roubaix, França

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publicado às 20:31

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 16.08.14

Demolição da igreja de Gesté, Anjou, França. 

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publicado às 20:20

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 12.08.14

 

Demolida, a igreja de Saint-Jacques d' Abbeville. Um dia destes, não se admirem com o que por lá acontecerá. É tão infalível como a rotação da Terra. 

 

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publicado às 20:06

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 04.08.14

No país do costume., burkalheirada à vista. 

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publicado às 21:00

Bitte schön

por Nuno Castelo-Branco, em 30.06.14

Se vivêssemos normalmente, este seria apenas um jogo tão relevante como uma jantarada com alguns amigos. Não é assim. Esperemos que esta noite os Fritz zelosamente façam aquilo que se tornou imperioso, eliminando certos delírios. É desejável um resultado muito folgado, arrogante e sem margem para dúvidas. 

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publicado às 07:21

A reactivação da crise europeia

por Samuel de Paiva Pires, em 29.05.14

Viriato Soromenho-Marques, "Entre o abismo e o milagre":

 

"A expressão "terramoto" usada pelo primeiro-ministro francês Manuel Valls para classificar a vitória esmagadora da Frente Nacional de Marine le Pen em França não é uma metáfora. Apenas uma descrição realista. Atravessando o canal da Mancha em TGV, quem desembarcar na estação de Waterloo encontrará uma Grã-Bretanha onde o arqui-inimigo da União Europeia, Nigel Farage, líder do UKIP, encostou à rede os donos do sistema bipartidário que reina há muitas gerações na Velha Albion. Estas eleições europeias iniciaram uma reativação da crise europeia, com duas diferenças. Em primeiro lugar, a crise que até agora estava localizada essencialmente na periferia europeia (de Portugal até à Grécia) passou para o núcleo duro carolíngio do projeto europeu, para os países centrais da Declaração Schuman. Em segundo lugar, a crise que era capturada por um discurso dominantemente económico e financeiro vai agora traduzir-se numa linguagem política sobre o poder, os direitos, as instituições. Até que ponto é que o governo da chanceler Merkel percebe a mensagem que lhe está a ser enviada pelos novos e bizarros bárbaros do Ocidente? Será que ela perceberá que se persistir na atual "Europa alemã", baseada na austeridade, irá acelerar a destruição da própria ideia da unidade europeia, por muitos e dolorosos anos? Não basta dizer que importa criar emprego. É preciso rasgar o império do Tratado Orçamental, com o seu calendário de destruição económica e sofrimento social, sob pena de enlouquecer os europeus com o velho vírus da doença autoimune que, se não for combatido, acabará por incendiar a Europa."

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publicado às 23:13

C´est la République!

por Pedro Quartin Graça, em 02.04.14

Ségolène Royal, ex-mulher do presidente Hollande, nomeada ministra do Ambiente em França

 

Lá, como cá, a semelhança total no que de pior há em política. Não aprendem mesmo nada! E vamos andando...

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publicado às 11:49

O sr. que se segue

por Nuno Castelo-Branco, em 04.03.14

Embora o sistema presidencial-bonapartista - nem sequer falando da descarada fraude das eleições em "duas voltas" - seja execrável e estar em decadência, este cavalheiro parece perfilar-se como o mais provável sucessor da inutilidade Hollande. Em politiquês, inutilidade diz-se decepção

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publicado às 16:01

A censura do Monsieur

por João Pinto Bastos, em 10.01.14

 

A liberdade é um conceito tramado que serve, as mais das vezes, de suporte a agendas políticas ridiculamente banditizadas. A mais recente atoarda censória de Hollande não é, a este propósito, uma grande surpresa, pelo facto singelo de toda a "obra" legada pelo président estar ferreteada pela mais completa e estupidificante inépcia política. Nesse sentido, o banditismo constituído pela censura, política e judicialmente chancelada, de um cómico não é, bem vistas as coisas, uma novidade. Numa presidência inicialmente votada à recuperação do grandeur da França, o falhanço no cumprimento das grandes metas macroeconómicas, acompanhado da deriva geoestratégica de uma elite demencialmente perdida, deu lugar, como o Miguel Castelo Branco sublinhou aqui, a manobras de diversão múltiplas, votadas, primacialmente, a desviar a atenção do povinho francês do cerne claudicante da política hollandista. O problema é que censuras deste jaez, com maior ou menor brado mediático, tenderão, a médio e longo prazo, a supurar os alicerces das liberdades democráticas. O fantasma do liberticídio anda por aí, ameaçando, a miúdo sub-repticiamente, os fundamentos do contrato social.  E Hollande, com a sua costumeira inabilidade política, voltou, para não variar, a dar voz, espaço e luzes aos que tão inclementemente criticam o ocaso da República. Seria bom que, pelo menos, uma única vez, o socialismo francês fosse capaz de distinguir o trigo do joio.

 

Publicado aqui.

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publicado às 14:20

Antes que a Maria Luís Albuquerque e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho cantem vitória em relação ao sucesso da emissão de dívida a 5 anos com juros perto dos 4,6%, convém olhar para ambos os pratos da balança, e não apenas para os aspectos favoráveis que têm grande utilidade política. Sem dúvida que é uma boa notícia conseguir realizar um bom negócio a um preço mais baixo do que o esperado, mas mesmo que as necessidades de tesouraria estejam cobertas neste período de maturidade, não deixa de ser dívida. Para além deste facto isolado, respeitante ao comportamento do mercado internacional em relação a Portugal e a percepção optimista que tem para com este país, somos invariavelmente obrigados a realizar a leitura do quadro económico, financeiro e social num contexto mais alargado. O dinheiro, como se sabe, obedece parcialmente à lei de Lavoisier. Embora possa ser criado através da impressão por bancos centrais mundo fora, este não se perde, mas fica sujeito a processos de transformação, que em maior rigor deveriam ser chamados de mecanismos de transferência. E é precisamente esse movimento de dinheiros e percepções que está a acontecer. A periferia que se encontrava no fundo da classificação, com o pior comportamento económico possível, apenas tem uma direcção a percorrer - o caminho da melhoria gradual. Contudo, essa expressão não acontece sem que hajam vítimas noutras paragens económicas e monetárias. Neste sentido, o que começa a acontecer em França e na Alemanha deve ser acompanhado com atenção, uma vez que os juros de dívida desses dois países correm em sentido contrário aos ponteiros de Portugal ou da Irlanda. Neste dia em particular, um ligeiro efeito de anulação fez-se sentir, se atendermos ao agravamento dos juros  naqueles países. Não devemos esquecer, por um instante sequer, que a União Europeia, funciona de acordo com esse princípio de lastro financeiro, de transferências de uma paragem para a seguinte. Parece-me que à medida que a periferia melhora do seu estado clínico, o núcleo da União Europeia começa a sentir os efeitos secundários desse esforço. O mercado é uma dama caprichosa, que muito embora a queiram domesticar, acaba por revelar a sua verdadeira intenção. Existe até uma expressão que capta, de um modo imperfeito, a volatilidade que resulta das percepções, da procura e oferta do mercado, da reflexologia a que estamos todos sujeitos, mas não sei se se adequa aos tempos de incerteza que vivemos, por isso não a irei alvitrar. Só começarei a acreditar na recuperação firme quando vir o crescimento do emprego a entrar no esplendor das equações, dos resultados. Enquanto isso não acontece, parece-me um prémio menor o sucesso da emissão de dívida. Prefiro ser realista do que enbandeirar no arco da promessa do fim dos tempos difíceis. Deixo isso aos outros. Aos profissionais. Àqueles que precisam de ser eleitos ou reeleitos. Aos que seguem para candidaturas e recandidaturas.

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publicado às 17:48

El País, o descaramento da falsificação

por Nuno Castelo-Branco, em 08.11.13

 

"Pero lo más alarmante es que la xenofobia y el racismo vuelan libremente desde los cafés y los medios hasta los pasillos del poder, aunque las últimas cifras de Eurostat nieguen de plano que Francia esté sufriendo una invasión de inmigrantes: entre los 65,7 millones de franceses, viven 2,5 millones de extracomunitarios, un 3,8% del total."


A manipulação segue sem peias. Sabendo-se da rejeição que a parte audível da população magrebina - o jornalista esconde-a através do bilhete de identidade francês - nutre por aquilo que sempre foi A França!, o jornal de propaganda  do "politicamente correcto" destes tempos, trunca uma realidade de perto de 10 milhões de efectivos sob sequestro moral dos radicais, um dado absoluto que já roça a catástrofe. O Público segue alegremente a mesma marcha, ocultando o facto de o anti-semitismo que aponta como pecha europeia, se dever essencialmente à acção dos grupos islamitas - hoje faz-se a distinção entre muçulmanos e islamitas - que atacam judeus e já se atrevem a contestar abertamente o legado cristão na Europa, pretendendo a sua completa erradicação. A debandada dos judeus franceses é apenas um entre múltiplos indícios vertiginosamente acumulados. A guerra aberta à República, entendida esta como comunidade nacional e não como mero apêndice de representação do Estado, é violentamente perpetrado por aqueles que pretendem sobrepor a sua superstição às leis do país que os acolheu e que em muitos casos, lhes concedeu a nacionalidade e os benefícios a ela inerentes. Pelos vistos, Ester Mucznik também está a fazer vista grossa, omitindo aquilo que importaria dizer abertamente. 

 

Na alvorada do século XX, o Império Otomano era designado como o "homem doente da Europa". Hoje esse papel pertence à França, tratando-se de uma ameaça global.

 

Há setenta anos, a França estava ocupada por cerca de 250.000 soldados alemães, uma situação resolvida pelo desfecho da guerra. O que poderemos então dizer da actual situação halal, quando os líderes "religiosos" dizem em alto e bom som que ..."a nossa primeira lei é o islão. A nossa segunda lei é a do nosso país de origem e a terceira será a francesa, se com ela concordarmos"?

 

Aqui estão os mais abnegados promotores de Marinne Le Pen. 

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publicado às 17:32

Há seis dias...

por Nuno Castelo-Branco, em 14.10.13

... aqui se disse o que devia ser dito. Lembram-se

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publicado às 00:11

De eleição em eleição

por Nuno Castelo-Branco, em 08.10.13

 

Muito se escandalizam os meus amigos franceses quando lhes digo ser o sofisma do politicamente correcto, o melhor aliado do Front National. A contínua cedência aos apetites bestiais dos descaradamente radicais islamitas, significa uma mangueirada de gasolina no fogo que há muito vai crepitando em França. O sistema engendrado pela V República, conseguiu construir um esquema eleitoral que funcionou normalmente durante as primeiras três décadas de vigência do regime. As alianças e desistências mútuas entre partidos da direita e entre os seus oponentes da esquerda, pareciam estabelecer  uma inalterável estabilidade. Mas então o que fez despoletar o fenómeno Le Pen, por Mitterrand erroneamente julgado como fugaz e óptimo recurso para aquilo que o presidente sonhava ser um golpe fatal na direita dita clássica? Todos sabemos onde está a causa do sucesso do FN.

 

Logo após as primeiras eleições saídas da introdução do sistema proporcional, foi com estupor que os principais partidos do regime - socialistas e RPR - verificaram o quase desaparecimento do até então habitual parceiro PCF. Na banlieu, uma onda de eleitores comunistas passou-se com armas e bagagens para o partido de Le Pen. Note-se que entre estes adventícios, podemos encontrar uma insuspeitada quantidade de portugueses e luso-descendentes. Se o até então quase obsessivo discurso anti-emigrantes era um exclusivo de Charles Marchais, o tema foi habilidosamente arrebatado pelo chefe do Front National. O que há muito se passava nas cidades e bairros satélites de Paris, era coisa para depressa ser esquecida pela gente dos boulevards e zonas boémias, sempre na esperança de se tratar de uma "má fase" que depressa se desvaneceria como névoa de madrugada. Não foi assim e de tal forma o mainstream se assustou que resolveu regressar ao escrutínio das duas voltas, permitindo a representação no Palais Bourbon a organizações cujo peso eleitoral é diminuto, para não dizermos irrisório. O Front National ficou assim eliminado do areópago. A verdade é que a barreira foi erguida e por muito que a gente de Le Pen consiga obter 15% dos sufrágios, é tão raro encontrar um deputado FN na Assembleia Nacional francesa, como peixes voadores no Atlântico.

 

Este sistema das duas voltas  e desistências combinadas, serve para aquelas longas e aprazíveis temporadas de relativa abastança. Quando os problemas económicos tomam contam de toda a sociedade, eis que despoletam toda uma série de situações convenientemente relegadas para a marginalidade da discussão política. A verdade é que a França enfrenta a terrível perspectiva de falência, não se circunscrevendo esta aos por si já catastróficos aspectos económicos e financeiros. Algo de impensável poderá acontecer a breve trecho e quando escutamos um bastante controverso ministro socialista proferir imprudências que podem agravar uma situação que já há muito se tornou explosiva, então o que poderemos conjecturar?

 

Marinne Le Pen é astuta e ao contrário do seu progenitor, não cai na tentação de dichotes a propósito de paragens além-Mediterrâneo, nem faz trocadilhos Durafour (crématoire) a propósito deste ou daquele ministro. 

 

Uma simples frase destacada do contexto em que foi proferida - l'islam au coeur de la république -, pareceu sintetizar  duas gerações de todo o tipo de condescendências em relação àquilo que um estado de direito jamais poderá alguma vez negociar, quanto mais ceder. Por muito que isso nos possa surpreender, foram precisamente os sectores da quase religião da laicidade que mais se enervaram com esta espécie de "paninho quente" colocado na sempre febril fronte de uma comunidade auto-considerada como ultrajada não se sabe bem por quê e por quem. Pior ainda, o sistema de duas voltas, segundo bastas vezes declarei a esses supracitados amigos gauleses, poderá um dia ser bem capaz de fazer eleger uns cento e cinquenta parlamentares do Front National. Quando tal acontecer, como irá então o regime reagir? Apelar a um golpe militar ou a uma rebelião magrebina + extrema esquerda que conduza a confrontos civis? Eis uma questão à qual gostaria de obter uma resposta.

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publicado às 22:29

Há um ano e meio, não andava muito longe da verdade

por Nuno Castelo-Branco, em 08.10.13

Pois é, aqui.

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publicado às 12:15

O ça ira...

por Nuno Castelo-Branco, em 21.08.13

 

Um sonho do verão de 2025, segundo François Mahmud al-Hollande.

 

"L'espace vital republicain

 

As fronteiras abrangendo meia Europa, dos Pirenéus ao Elba, da Mancha ao Estreito da Sicilia. A Catalunha torna-se num departamento autónomo, os Bourbon são depostos em Madrid e a Alemanha ocidental desmembrada e etnicamente limpa de teutões, torna-se num Far East, numa colónia de povoamento. A Polónia fica como um governo-geral, enquanto a antiga Itália passa a ter o mesmo estatuto da Córsega. A vantagem demográfica, ditada pela crescente hegemonia magrebina, estabelece o novo parâmetro na relação de forças dentro da Europa, contando com a solidariedade da recentemente aderente Turquia e da abolição do controlo de fronteiras com os provenientes de países do norte de África.

 

Só a França poderá ter indústria pesada e de armamentos. Só a França poderá decidir acerca do valor internacional do Euro e o francês será a única língua presente na informação escrita ou televisiva, sendo também obrigatória a partir do ensino primário. Todas as publicações europeias serão escritas em francês, interditando-se a edição de obras e o ensino das antigas línguas dos desaparecidos Estados. 70% do orçamento comunitário pertencerá à indústria e agricultura da Grande France Na Europa apenas poderão circular viaturas Made in France, assim como todo o equipamento do Exército Europeu terá a marca das empresas francesas. A Marselhesa é o novo Hino da Europa e Paris tem o direito de vetar nomes de eleitos para a governação dos Estados-membro, podendo outrossim nomear os substitutos, sempre de origem francesa. A Igreja de La Madeleine, o novo e consagrado Grande Templo da Maçonaria Francesa.

 

L'islam au coeur de la république... ex-laique

 

A Igreja católica fica proibida de cerimoniar publicamente - transformando-se os principais templos em delegações sociais, mesquitas, armazéns e centros comerciais - e La Grande Mosquée de Parisé instalada na antiga Catedral de Notre Dâme. Destruição de sinos, retirada de cruzes de todos os edifícios, interdição de procissões e dos encontros públicos cristãos ou de outras religiões que ofendam o islão. O véu torna-se compulsivo, assim como a alimentação halal é obrigatória. Estando os baptizados cristãos definitivamente interditados, a sharia torna-se numa fonte essencial da ordenamento jurídico da república.

 

A tricolor tendo no centro o símbolo sagrado, é a nova bandeira da União Europeia."

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publicado às 00:40






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