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Não esqueceremos nunca!

por Cristina Ribeiro, em 02.07.11
Ao olhar isto não temos como não sentir " aquela-pele-de -galinha ", e dizermo-nos - fomos grandes, temos a obrigação de continuar o testemunho. Como Nação soberana.

 

 

publicado às 20:50

 

 

 

adolescente ainda.

Aqui, depois da tragédia de 1 de Fevereiro de 1908, com D. Amélia. O braço ferido no atentado.

publicado às 21:03

" Por ti, Mousinho, invoco os lugares sagrados desta piquena pátria que adoramos, na grande, a de confins ilimitados "
in « Onde a terra se acaba e o mar começa »

Afonso Lopes Vieira evoca esse Mouzinho herói d'África, que, dentre todos, D. Carlos escolheria para orientar a educação do seu sucessor, o Príncipe Real D. Luís Filipe, o outro martirizado.

publicado às 22:05

" Uma pessoa conhece-se pela consciência como um veleiro pelas velas, e a de Herculano era vasta e de muito vento. O seu temperamento, tipicamente português. Oliveira Martins, que sabia de homens, chamou-lhe um « D.João de Castro do século XIX », e era; (... ) além de um homem de carácter.

Ora aí está o que Herculano foi toda a vida: um homem de vergonha. Essa verdadeira profissão o aparentou com os portugueses mais fortemente belos, e por isso mais duros de roer, que Portugal tem tido, como Sá de Miranda, que se retirou para a Tapada, como Herculano para Vale de Lobos; e digo principalmente Joaquim Mouzinho de Albuquerque, que, se não precisou de lições de ninguém para ser bravo, parece ter aprendido com Herculano o asseio e o estilo do Livro das Campanhas e da carta a D. Luís Filipe. ( ... ) o homem sério que encheu quarenta anos da vida portuguesa de algumas lágrimas bem choradas."

 

Vitorino Nemésio in « Herculano »

publicado às 20:17

« Variações da saudade »

 

Saudade, pão de sustento,

meu vinho de consagrar

ai, Deus, i u é, Saudade,

sem ti não posso passar!

 

Saudades vivas da Terra,

- vivas saudades do Mar...

Oh, o desejo impossível

de se partir e ficar!

 

Sereias, Nau Catrineta,

Sete-Partidas do Mundo...

- Quem é que mede a Saudade,

se é como um poço sem fundo ?!

 

«A vida acaba na morte,

não pode a alma morrer!»

Oh, a saudade sem nome

de ser a gente e não ser!

 

António Sardinha, in « Epopeia da Planície »

 

A propósito deste monárquico convicto, relembro um post de Paulo Cunha Porto, em que dizia que se pudesse falar com uma personagem do passado, gostaria de perguntar ao de Monforte se, como afirma a sua viúva, ele  não se afastaria do Estado Novo, na altura em que achava a monarquia devia ser restaurada, na senda de Hipólito Raposo: pelo que tenho lido sobre o seu pensamento, acho que sim, o faria.

Conjecturas, apenas, obviamente.

publicado às 23:47

Os políticos de hoje precisam de exemplos

por Cristina Ribeiro, em 10.06.10

dos nossos egrégios avós, para dar sentido ao dia que hoje se comemorou, e que, há muito deixou de o ter?

Olhem para este Grande, que, mais do que ninguém personifica o Portugal enquanto nação soberana, numa altura em que a soberania parece ser coisa de somenos.

É essa enormidade que estão a passar à geração que já nasceu.

 

 

 

publicado às 19:56

Para a Cristina, uma recordação de Couto Viana

por Nuno Castelo-Branco, em 09.06.10

 

Uma recordação de António Manuel Couto Viana, com a dedicatória passada durante um dos muitos almoços em que convivemos na Sociedade de Geografia. Era uma época em que por lá se reuniam Mário saraiva, Jacinto Ferreira, João Taborda e Reis Camelo, entre muitos outros. Foi o tempo da Nova Monarquia, um movimento essencialmente composto por jovens de liceu e universitários e que junto daqueles homens colheu a atenção e o conselho. Uma oportunidade perdida que muitos não souberam ou não quiseram aproveitar. Hoje, aquilo que dizíamos e era considerado como escândalo político, tornou-se na normalidade do pensamento aceite. Desde a descolonização ao posicionamento de Portugal no mundo, desde a educação à forma de organização do Estado e do regime, estivemos aquém do tempo. Ainda bem.

publicado às 22:44

Adenda ao post anterior.

por Cristina Ribeiro, em 09.06.10

 

 

Sobre o homem que foi António Manuel Couto Viana, não resisto a contar da impressão que me deixou na escassa pouco mais de meia hora que com ele contactei: tinha vindo a Guimarães fazer uma conferência, Entre  os que o acompanhavam estava o jornalista António Valdemar, o qual, desprezando as grandes diferenças ideológicas, é amigo do meu pai. Também o foi  -muito, pelo que me foi dado assistir, de Couto Viana: este, sofrendo já muito dos pés, era no jornalista que se amparava -; daí que tivesse trazido o poeta cá a casa, à biblioteca paterna.

Tive o privilégio de com ele conversar um bocado, mas o bastante para sentir que tinha pela frente um  senhor de grande cultura, mas, acima de tudo um homem bom

Rest In Peace.

publicado às 14:22

Homenagem a António Manuel Couto Viana

por Cristina Ribeiro, em 08.06.10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                          « No Farol da Guia »

 

Pedi ao Farol da Guia

 Pra que a nau não naufragasse

 Na noite que for o dia

 Que fosse luz e a guiasse

 

 

 E pedi mais:

Que baloiçasse no ar

 Os sinais

Do tufão que vai chegar

Pra que ao abrigo do cais

A nau achasse lugar

 

  E o primeiro farol

 De aviso à navegação

Do mundo onde nasce o Sol

 Não me disse sim nem não

 

Mas a âncora ancorada

Como fanal de bonança

 Entre os muros da esplanada

Disse, sem me dizer nada

- Tem esperança

 

 

                              ( Tinha 87 anos )

publicado às 23:31

Ainda bem que o Pedro nele falou!

por Cristina Ribeiro, em 29.03.10

Nesse outro grande português, que, como se tem tornado habitual, é esquecido por quem não deveria nunca fazê-lo: aqueles que, a cada 10 de Junho enfeitam o pescoço de dezenas de pessoas que nada fizeram que fique na História, mas esquecem quem na mesma deixou marca indelével.

Paladino da descentralização, do municipalismo, que falta faz um Homem como Alexandre Herculano! Antes que ( deve ser a estes " reizinhos ", que vão nus, que se refere o Embaixador, porque o Rei nunca embarcaria numa coisa dessas ) os " senhores " a quem o poder caiu no colo, e só sabem lidar com ele num único sentido: o bem de cada um deles, terminem a tarefa de destruir Portugal.

Pois, lá volto eu à vaca fria: o maior poder dos munícipes, nas decisões que afectam o seu concelho, o que só se fará pela democracia directa!

Ele que, lê-se num texto de Oliveira Martins, a que cheguei via Blasfémias, " chorava quando via as tendências centralistas e socialistas – confessas ou inconscientes – dominarem nos governos e oposições ".

publicado às 20:35

Um enorme português ( 4 )

por Cristina Ribeiro, em 06.02.10

 

 

publicado às 20:53

Um enorme português ( 1 )

por Cristina Ribeiro, em 06.02.10

Lisboa, 6 de Fevereiro de 1608 - Bahia, 18 de Julho de 1697  

 

 

publicado às 17:11

Um enorme português ( 2 )

por Cristina Ribeiro, em 06.02.10

 

 

 

publicado às 16:59

Um enorme português ( 3 )

por Cristina Ribeiro, em 06.02.10

 

 

publicado às 16:46

 

reparo num poema assim iniciado

 

" Vila do Conde, espraiada

 Entre pinhais, rio e mar...

- Lembra-me Vila do Conde,

 Já me ponho a suspirar."

 

e sou levada a pensar que há terras fadadas com a ventura de terem entre os seus filhos quem, com talento, as saiba cantar; porque se tornou inevitável a lembrança daqueles que, com o mesmo afago, cantaram as terras banhadas por outro rio.

 

publicado às 22:34

Leio um excerto de um texto de Gil Vicente

por Cristina Ribeiro, em 22.11.09

 

no Obliviário, e vem-me à memória uma conversa recente tida com um sobrinho adolescente.

Quando lhe comecei a falar na Farsa de Inês Pereira e no Auto da Barca do Inferno, olhou para mim como se eu tivesse acabado de chegar de outro planeta: que nunca neles ouvira falar.

Para mim, uma coisa quase inimaginável - o fundador do teatro português, autor de escritos com tamanha repercussão na cultura popular.

E assim se vai destruindo a marca dos nossos maiores.

publicado às 12:05

Abro o computador e logo sou informada

por Cristina Ribeiro, em 08.11.09

por Bartolomeu de que o compositor Frederico de Freitas dedicou a sua «Marcha Heróica - Nuno Álvares » a São Nuno de Santa Maria. Procurei-a no you tube, mas não a tendo encontrado, esta sua « Suite Medieval - Cantar de Amigo » é uma forma de desejar um bom dia.

 

 

 

publicado às 12:06

                             ( Fotografia da internet )

 

mas, ao mesmo tempo, vos rodeia uma auréola de vivacidade impaciente? Tramais mais um daqueles vossos elegíacos louvores a esta terra com que fomos abençoados?

- Pois, se é o próprio rio, as mesmas margens que a tal me empurram...

- Por todo o reino vos conhecem já, por isso, como « O Poeta do Lima »

publicado às 19:25

 

- Estou aqui há um bom bocado, divertindo-me ao ver aquela donzela teimando montar o cavalo, que a não suporta no lombo...

-Ah! sei de quem se trata; até parece ter apostado com alguém que o conseguiria...

- Não achais que seria uma boa acção dizer-lhe que mais vale burro que a leve do que cavalo que a derrube?

-Hmm! está-me cá a parecer que vos preparais para escrever uma das vossas famosas sátiras. Só espero que não ponhais na boca da pobre Inês aquela linguagem brejeira...

publicado às 23:55

5 de Outubro de 1143.

por Cristina Ribeiro, em 05.10.09

 

 Nas primeiras horas da madrugada, Dom João Peculiar, primaz das Espanhas, deixava o albergue onde pernoutara, quando se cruza com um peregrino que, do mesmo modo, ali se acolhera.

- Muito folgo em ver Vossa Senhoria. Levais destino?

- Espero encontrar-me daqui a uma hora, em Zamora, com o meu Príncipe, que já lá se encontra há dias. Não o pude acompanhar na ocasião, por me reterem em Braga coisas grandes. Vamos formalizar, na presença do Cardeal Guido de Vico, enviado do Papa, aquilo que há alguns anos o moço Afonso começou a talhar - a independência do nosso Reino.

publicado às 00:44






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