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Arrastão de Alcochete

por John Wolf, em 16.05.18

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José Sócrates detém uma quota-parte da responsabilidade em relação ao sucedido em Alcochete. O facto de andar a fintar a Justiça com artimanhas de toda a espécie, instiga nos demais concidadãos a ideia de impunidade - a noção de que é possível prevaricar, adiar o sistema jurídico à exaustão, e sair em liberdade a tempo de ver a final da Malga de Portugal. Ou seja, os cerca de 50 encapuzados que se fizeram à Academia do Sporting levavam debaixo do braço marretas, mas também teses alicerçadas no argumento "apanha-me, se puderes". Por outro lado, Bruno de Carvalho lembra António Costa, mestre da normalidade pós-flagelo, sem mazelas traumáticas a apresentar. Pedrógão e Alcochete partilham o adjectivo - "foi chato, mas amanhã é um novo dia." Ambas as patologias são afinal a mesma doença decorrente da ausência de verdade e consequência. Assim anda Portugal - há tanto tempo. Se não cuidarem de certas premissas o bico de obra será ainda maior. Costa gosta muito de comissões e autoridades. Venha de lá mais uma para encher o olho.

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publicado às 20:21

 

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Não vejo as manas Mortágua ou a metediça Catarina Martins no protesto dos imigrantes em frente ao Parlamento. No seu lugar o Bloco de Esquerda mandou um piquete protestar a eleição de Israel no Festival Eurovisão da Canção - foi uma investida que não colheu frutos. O Partido Socialista e o Partido Comunista Português não mexeram um dedo para manifestar a sua oposição ao comportamento faccioso e tendencioso dos seus camaradas de governo - ou seja, deram o seu aval demagógico, mas não a cara. Os "palestinianos" que se encontram em frente à Assembleia da República não votam nem elegem governos de recurso, por isso são uma divisa de fraco interesse. Eu sei que hoje é um dia particularmente sensível com a comemoração dos 70 anos do Estado de Israel a coincidir com a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. Portugal não se associa ao evento, mas terá de decidir se envia uma Dina ou um Salvador da pátria ao certame da Eurovisão que aí se realizará na edição do ano que vem. São escolhas difíceis aquelas que Portugal está obrigado a tomar na ausência de direitos e garantias herdados do passado. O mundo está a mudar. O Médio-Oriente é a ferida aberta onde a dor da revolução de paradigma mais se fará sentir, mas não confundamos as causas com o rancor ideológico de que se alimentam certos actores de baixa estatura.

 

foto: John Wolf

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publicado às 15:23

Só nos faltava o Soares

por John Wolf, em 04.05.18

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João Soares lamenta que José Sócrates "não foi tratado com a dignidade devida enquanto arguido e, agora, enquanto acusado"Estamos conversados em relação ao sentido de Estado e Ética do filho do único e exclusivo fundador da Democracia Portuguesa. O ex-ministro da cultura deveria prostrar-se perante os cidadãos portugueses que foram vilipendiados e agastados por toda a espécie de danos alegadamente causados por José Sócrates. Deve haver muito bom socialista a sentir um certo desconforto, um aperto no peito, um nó na garganta. Agora que o arguido rasgou o cartão de sócio #44 e se emancipou do Largo do Rato, sinto, face ao ultraje, e à traição de que foi alvo da parte de tantos "amigos para sempre", incluíndo António Costa e João Galamba, que venha despejar na rua uma quantidade de roupa suja de ex-camaradas. Por outro lado, a mudança de orientação programática do Largo do Rato em relação ao inexcedível ex secretário-geral Sócrates significa o seguinte - estão-se a cagar para o segredo de justiça (parafraseando o enunciador Ferro Rodrigues) e já devem saber que a condenação é um dado adquirido. O Mário Soares também pernoitou em Paris. Mas isso é outra conversa.

 

foto: créditos PÚBLICO

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publicado às 19:30

Quando ouvir de nada serve

por John Wolf, em 30.04.18

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Já estamos habituados. Ouve-se muito em Portugal. Escutam-se uns. Filmam-se outros. Criam-se comissões. Fazem-se perguntas. Mas os resultados são fracos. Não interessa de que bancada parlamentar se fala. Não importa qual o partido político em causa. A soma final é igual a zero. Zero à Esquerda e Zero à Direita. E assim, sem grande sobressalto, escutaremos Manuel Pinho, como tantos outros que já falaram e ofereceram a sua versão corroborrada pelo bom nome e a verdade única que certamente sai pela boca fora. O cidadão português, visado mais do que os outros pela falência ética dos governantes, já se deveria ter indignado de um modo transversal e arrepiante. Refiro-me à podridão sistémica que contamina há décadas a realidade política nacional. Os parlamentares já não podem invocar imunidade seja de que espécie for. Estão comprometidos, mesmo que em conluio abstinente, mesmo que o assunto em causa nada tenha a ver directamente com a sua bancada. A casa da representatividade legislativa, de onde emanam as lideranças, deveria demitir-se em bloco. O mês de Abril, que serve para evocar lirismos e sentimentos de fraternidade, não passa de uma farsa. Há muito que o espírito e corpo da Democracia são postos em causa pelo vil desempenho de lideres no governo ou pela oposição. Assistimos a um festival sem fim de corrupção e transgressões. Confirmamos a associação insidiosa de toda a classe política que não ousa sair à rua em causa própria. Amanhã é feriado. Dia do trabalhador e de uma mão cheia de ladrões.

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publicado às 17:50

Portugal? Isn´t that in Spain.

por John Wolf, em 21.04.18

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Há uma boa dúzia de anos visitei Portugalete, Bilbau. Mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é a preocupante constatação de que os meus compatriotas, que agora vêm em força a Portugal, são apenas turistas. Ou seja, na maior parte dos casos envergonham-me - "Oh, wow! Isn´t that neat?" ou "Are you good?". Enfim, deixem-nos vir à vontade para deixar o pilim, mas não lhes perguntem sobre o Brexit, sobre as eleições na Áustria, sobre a Troika - eles pouco ou nada sabem. E foi essa insularidade existencial que elegeu Trump. Tenho a nacionalidade, mas sou crítico como o raio em relação ao dossiê. Não confundamos certas coisas. A "inteligência" americana existe no topo do topo da Ivy League, nos centros de investigação confortados pelas dotações milionárias de civis que escalaram com labor e suor a pirâmide da sociedade. Os americanos que me confortam são aqueles que não tornam à federação. São aqueles que têm uma epifania repentina (não são todas repentinas?) e decidem que ainda vão a tempo de cultivar vistas largas e abandonam a América com a carga pronta e metida nos contentores. Eu sei, também se pode tecer críticas ao atraso de vida em Portugal. Mas hoje não estou para aí virado. Acho que fiquei mesmo irritado quando ontem me cruzei com um compatriota relativamente vocal que envergava uma sweatshirt com o seguinte estampado: "Detroit Dog Savers". E pronto. Fico-me por aqui. Hoje há bola?

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publicado às 13:09

Lula, Feijão e Arroz

por John Wolf, em 09.04.18

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Quando jornalismo se traduz em minudências e insignificâncias deixa de ser jornalismo. Passa a ser uma ementa grosseira, uma reles lista de supermercado. Pensava eu que era apenas a TVI a desviar a atenção dos factos, mas estava redondamente enganado. O Jornal Sol descreve em detalhe o décor da novela da prisão de Lula, mas não ficamos a saber no artigo o mais importante de tudo: as acusações de corrupção que pendem sobre o senhor. Sabemos que mastiga o pão e sorve o café. Sabemos que o seu clube Corinthians não deixou de ter o seu apoio. Sabemos que tem uma sanita e um chuveiro para a higiene confinada a uma cela. Sabemos que um repasto de carne assada, arroz com feijão e macarrão serve para encher o bandulho. E sabemos que não se esqueceram do chuchu. Não sei quem dá as ordens na redacção do jornal Sol, se é o Saraiva grande ou o Saraiva júnior, mas esta peça está ao nível da sarjeta. Mas bate tudo certo. Já tivemos o Sócrates a analisar a vida de gangues e malfeitores, já tivemos o Bruno de Carvalho com um torcicolo verbal e espasmos lombares. O que se seguirá? O que vamos ter de levar de frente, de chapão, na fuça?

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publicado às 19:39

Cultura Zero

por John Wolf, em 05.04.18

 

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Portugal sofre de pseudo-elitismo crónico. O mito sagrado da cultura tem servido fetiches de diversa ordem, mas sobretudo para invocar poderes sobrenaturais e reclamar dinheiro dos contribuintes. Em nome de causas maiores, do bem público e do dever do Estado, um conjunto alargado de "estruturas" (termo querido da Catarina Martins) tem recebido, a fundo quase perdido, somas interessantes para tirar o povo da sua ignóbil miséria cultural. São estes agentes em missão de salvamento que resgataram Portugal profundo da tirania da estupidez e ignorância. O contínuo endeusamento de uns quantos "grandes", que consubstanciam a máxima "em terra de cegos quem tem olho é rei", é o derradeiro responsável. São esses iluminados, tocados pela magistratura do privilégio da corte de vantagem, das ligações especiais, que foram levados em ombros na luta cultural de classes levada a cabo pelas Esquerdas, ditas titulares exclusivas das artes performativas e do seu integral entendimento. No entanto, o modelo (falido, falhado) não se localiza na régua ideológica ou partidária, nada tem a ver com a Esquerda ou a Direita. É problema de fabrico. É uma patologia respeitante à matriz estatutária do país que distingue despudoradamente a superioridade cultural de uns e afasta a mediocridade avultada de outros. Confirmamos a eternização dos mesmos jogadores. São eles; políticos-poetas, escritores-aclamados, críticos-intocáveis, actores-consagrados, cantoras-diva e encenadores-inamovíveis que degeneram a possível e desejável alteração das regras, do modelo. São esses mesmos, próximos da poltrona do funcionalismo público, que não desejam grandes sacudidelas. Para eles, a cultura deve estar divorciada do mercado, porque o público nada sabe e portanto não saberia distinguir uma ópera bufa de uma simples libertação de gases. Os agentes ditos culturais não entenderam pelo menos duas coisas: a arte é sinónimo de ruptura e desequilíbrio. E os empreendimentos culturais financiam-se de um modo social, sem ser necessariamente socialista, mas intensamente escrutinado em função dos valores investidos e do retorno qualitativo e expectável das obras de arte apresentadas. Neste capítulo das artes e da cultura, da programação e dos modelos de financiamento, poucos o sabem fazer como os americanos. Ora vejam este exemplo e descubram as diferenças. Isto é apenas dinheiro dos contribuintes. Mais nada.

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publicado às 16:23

Quem nada deve, nada PS

por John Wolf, em 02.04.18

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Ana Catarina Mendes mostra-se altiva e defende os camaradas socialistas com especial nobreza e carácter - em especial aqueles que fizeram fortuna alegadamente com contactos coleccionados à pala da actividade política. A secretária-geral adjunta não concorda que se controlem os rendimentos dos políticos. O contrário de "quem nada deve nada teme" parece ser o lema orientador das suas consternações. Na entrevista, "para distrair" a malta, refere aquela bandeira de democratização, aquele preservativo para ocasiões especiais - a regionalização ou a descentralização. E acrescenta que já tem saudades de Mário Centeno num futuro governo. Mais bizarro ainda é a definição dos temas-chave para a próxima legislatura: "clima, digitalização, demografia e desigualdades." Faz lembrar tudo e nada, mas sobretudo uma certa incoerência intelectual de natureza orgânica e conceptual. Ora vejamos; o clima já fugiu a sete pés de este governo que, no meio do caos do planeamento florestal preventivo de incêndios, leva tudo pela frente, com a imposição do desbaste da mata. A digitalização parece-me uma jogada para dar razão a Sócrates e revalidar as suas teses Simplex e Magalhães. A demografia é aquela que se conhece - velha, emigrada e pouco dada à reprodução. E a expressão "desigualdades" é apenas um erro de semântica. Queriam dizer igualdade do género, mudança de sexo, cães e cadelas no restaurante, etc, etc. Ana Catarina Mendes faz bem em olhar para o futuro, mas existe um limite no que diz respeito ao que os outros devem ou não devem fazer. Sentimos, por entre estas linhas ténues de afirmações, um certo desleixo em relação aos parceiros do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português. Quem não soubesse melhor diria que o Partido Socialista já governa em maioria absoluta. Não precisa de ninguém e sabe tudo. Vamos lá controlar as contas dos barões socialistas e já falamos, está bem?

 

Créditos fotográficos: OBSERVADOR

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publicado às 17:10

Portugal e os irmãos Kamov

por John Wolf, em 31.03.18

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Portugal tem alguma experiência no jogo-duplo. Durante a Segunda Grande Guerra sabemos que no tabuleiro geopolítico a nação teve de conviver com o regime Nazi sem descurar a sua apetência Aliada. Com alguns fez o negócio do volfrâmio, e com outros acertou rendas para bases militares. Se Portugal fosse a Áustria entenderia perfeitamente a sua neutralidade para com os russos. Não expulsava quem quer que fosse. Mas Portugal não deve grande coisa à Rússia. Em 1955 foi a União Soviética que ofereceu o país à Áustria, desde que este mantivesse a sua neutralidade quando e se as coisas dessem para o torto - chegou esse momento. Basta visitar Viena para apontar o dedo a uma quantidade assinalável de bancos russos, muitos deles "boutique", feitos à escala de oligarcas. Mas há mais, para aqueles que se deixam encantar por lirismos e distrair por valsas de Mozart - a Áustria não é um estado-membro da NATO ao invês de Portugal que é um dos seus fundadores desde 1949. Por outro lado, não vejo grandes negócios em curso com os russos - esqueçam os Kamov. O problema essencial é outro. Jerónimo de Sousa e Catarina Martins são pacifistas. Não acreditam na exclusão. Mas por outro lado odeiam a NATO. Sim, andam confusos. O ministério dos negócios estrangeiros parece estar agarrado, encostado à parede - assemelha-se a uma menina medrosa. Quando esgotarem os embaixadores para a troca, é bem provável que Portugal fique com uma mão cheia de nada. Na vida, tal como nos negócios estrangeiros, devemos assumir posições, dar a cara e respeitar os princípios orientadores de democracias e alianças. Portugal não faz nem uma coisa nem outra. Terá sido envenenado? Ou será que basta uma repreensão escrita e siga para bingo?

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publicado às 08:53

As Rosas do Fernando

por John Wolf, em 23.03.18

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Já havia tido a ocasião de testemunhar a ortodoxia preconceituosa e irascível de Fernando Rosas há um bom par de anos na apresentação de uma obra escrita a quatro mãos, por si e pelo Prof. Mendo Castro Henriques (sim, despromovi o Rosas - não é professor, é sargento-môr) - "1910 a duas vozes" - na Livraria Buchholz em 2010 (estou ali de blazer claro, e já careca...). Sem o mínimo de fair-play intelectual e sem denotar vestígios de democraticidade e tolerância, Fernando Rosas arrasou a historiografia monárquica apresentada por Mendo Castro Henriques, insultando o co-autor do livro e humilhando o público vindo em paz. Penso que as palavras exactas foram: "recuso debater o que quer que seja para além da República". Portanto, o que agora sucede no que toca à homossexualidade de Adolfo Mesquita Nunes e as palavras proferidas, assenta que nem luvas ao carácter de alguém que não se inibe na demonstração do seu nível ético. Resta saber se a Comissão para a Igualdade de Género actuará juridicamente à luz de afirmações atentatórias à liberdade de orientação sexual, aliás consagrada na Constituição da República Portuguesa. Mas nem precisamos de ir por aí. Trata-se de algo diverso. Rosas já não tem força na verga intelectual para se digladiar com o avantajado Adolfo Mesquita Nunes. O Fernando Rosas tem-nos pendurados. E não falo de suspensórios.

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publicado às 14:13

Sócrates e os estudantes de Berquelei

por John Wolf, em 20.03.18

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José Sócrates regressa a Coimbra por obra e graça de uma geração de estudantes eticamente falida. Não existe outro modo de descrever aqueles que avalizam a presença de um arguido que tanto dano causou a Portugal. Intelectualmente, o ex-primeiro ministro nada tem a oferecer. Subiu àquele posto de comando nacional pelas portas e travessas ardilosas da pequena política do maior partido de Portugal. Não existe tese que o valha. Não existe Paris que o sirva. Não existe tortura que possa servir de alibi. Os estudantes, organizadores do certame, espelham bem a ausência de valores e princípios. Resta saber se trouxeram a trouxa imoral de casa ou são já um produto da academia. Confundem liberdade de expressão, com promiscuidade e pressão. Se os académicos de Coimbra são a amostra de Portugal do presente e do futuro, estamos completamente arrumados.

 

(nesta imagem, estes encapotados estendem a carpete a outro sagrado político de nome Lula)

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publicado às 10:33

António Costa empossou os Media

por John Wolf, em 16.03.18

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António Costa empossou os Media. Os meios de comunicação social são agora membros oficiais do governo. E falharam - não preveniram a prevenção - nem avisaram que os incêndios estavam ao virar da esquina. Sérgio Figueiredo da TVI aproveitou a deixa para escrever mais umas frases do guião da ficção nacional. Aquela estação, segundo o próprio, não se retrata nas palavras do primeiro-ministro. A TVI fez todas as campanhas de redenção que pôde - como se não pertencesse à grande casa ibérica socialista dos media. Mas já que estamos numa de verdade e consequência, e depois de avistar o Mário Nogueira, o Arménio Carlos e a coqueluxo Ana Avoila, diria que estamos em franca época de greves. Ou seja, não há nada a reportar, muito menos a prevenir. A função pública está na rua em protesto porque está intensamente satisfeita com as promessas governativas do seu governo de Esquerda. Da minha parte, e no que toca a bloguismos e silogismos, avisarei a tempo e horas a população das trapalhices e falcatruas do governo. Essas são fáceis de estimar. Se eu fosse medium ou vidente, propunha uma greve dos Media, para ver como o governo deixaria de funcionar.

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publicado às 20:23

Pastelaria Nadal compra a Suiça em Lisboa

por John Wolf, em 11.03.18

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Rafael Nadal bateu Roger Federer na sua própria casa e acaba de comprar o quarteirão que integra a Pastelaria Suiça em Lisboa. Bolas de Berlim, Bolas de Nadal...Lisboa e Portugal continuam o seu processo de descaracterização e assalto de dinheiros alheios. Faltam parafusos, mas em breve teremos as Bolas de Ténis ou téni...conforme os gostos.

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publicado às 18:08

Pedrógão e parafusos do Tejo

por John Wolf, em 08.03.18

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As notícias avançadas sobre o estado de degradação da ponte 25 de Abril deixam adivinhar um Pedrógão Grande do Tejo. Já começaram as sacudidelas do capote de parafusos, dinheiros e responsabilidade política. Centeno, que já se pôs a milhas da portagem, esclarece que o ministério das finanças não é uma das fissuras nem uma das roscas. Nem sequer será uma porca que precisa de ser apertada. A United Steel Corporation ainda não foi metida ao barulho (ainda vai sobrar para Trump), mas no essencial já estamos na presença de um desastre. A geringonça, que é um artefacto em si, deveria nutrir especial atenção por este caso. Por outras palavras, sem minguar o risco para vidas humanas, a haver uma paragem forçada do uso da ponte, a economia do país será intensamente afectada e o emprego de milhares de pessoas que usam esta via. Não sei se este caso tem alguma coisa a ver com a ânsia ferroviária da Catarina Martins, mas pelo baloiçar do tabuleiro, vai tudo encalhar na barra do tejo, e depois na barra dos tribunais, onde, naturalmente, nada de especial acontece. Gostava de ver o postal turístico que acompanha este excerto: "um parafuso em aço com cerca de 60 centímetros e três quilos quase ia caindo em cima de um casal de turistas e de um português que passeavam numa zona mesmo por baixo da ponte." (leiam bem: wild woman walking, no postal...)

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publicado às 17:08

Jerónimo de Sousa tem imensa piada

por John Wolf, em 04.03.18

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Jerónimo de Sousa tem imensa piada. Mas pouco mais do que isso. Tenta plagiar Catarina Martins e quase que o consegue. A bloquista rejeita dialogar com o Partido Social Democrata e o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) pega na melodia e vai ainda mais longe - apenas a Esquerda pode alterar leis laborais -, podemos depreender das suas palavras. Acho intensamente curioso que o PCP, que nunca criou uma estrutura produtiva para além da festa do Avante sem IVA, venha reiterar a superior magistratura ética e moral em relação às condições laborais dos trabalhadores portugueses. Se aquela ideologia, falida já nos tempos dos planos quinquenais, criasse empresas e postos de trabalho, talvez tivesse um pouco mais de legitimidade para reclamar e requisitar melhores condições para a classe trabalhadora. Lamentavelmente, como são inimigos viscerais do capital, nunca poderão entender como funciona a economia de um país. Os comunistas fazem lembrar os padres que oferecem conselhos sobre o matrimónio e a sexualidade, mas que nunca foram casados ou fizeram uso dos orgãos inferiores nessa condição. Os comunas, por analogia, também percebem tudo sobre empresas, mas nunca criaram alguma coisa que se assemelhasse a uma unidade produtiva. Admitamos, porém, a figura retórica, filosófica e abstracta - o timbre que define a intelectualidade. Mas nem de isso se trata. É muito baixo o nível da conversa e é apenas movida a medo - o receio de que se instale um bloco, um outro bloco - o famoso e histórico bloco central. Quando isso acontecer, Jerónimo de Sousa terá de se ocupar de outras centrais - do comité central do seu partido. E vai com muita sorte. O Miguel Tiago anda por aí. E o outro rapaz, o João Oliveira - também galâmbico -, qualquer dia faz-lhe a folha ou passa-lhe a perna.

 

Imagem: TVI - IOL

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publicado às 13:41

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Catarina Martins ainda pensa de um modo industrial, ferroviário. Ainda não percebeu que as estações e apeadeiros da Esquerda e da Direita já não existem. A lider bloquista enferrujou e ficou paralisada naquele estado comatoso de instransigência ideológica. Desde quando é que o investimento estratégico é um exclusivo daqueles que estão a leste do diálogo democrático e tolerante? A arrogância que revela quase que viola a constituição da república portuguesa. Para quem depende da legimitidade parlamentar para abrir a boca, também deveria estender essa prerrogativa às orelhas e escutar panoramicamente. O Partido Social Democrata, que mal assentou o arrial do seu novo chefe, deve por todas as razões de interesse nacional ser escutado com o mesmo grau de respeito que o Bloco de Esquerda ainda parece merecer de alguns quadrantes. Num quadro sucessório de alternância de lideranças e fins de mandato, veremos que ditadora substituirá os comandos da nau bloquista quando Catarina se for - nada dura para sempre. A ideia de que a ferrovia vai salvar o país lembra o mapa cor de rosa de outras lides e regimes políticos. Mas nada de isto nos deve surpreender - o ferro fundido concorda com o grau de sofisticação de quem não consegue pensar para além de um sector, de uma partição ideológica. Desnível acentuado, cancela fechada.

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publicado às 18:31

A Geringonça não está a ver bem...

por John Wolf, em 20.02.18

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Deixemo-nos de congressos do Partido Social Democrata e se a Sra. Dona Fraga tem uma voz semelhante àquela do ditador- acabaram-se-os-jornais, o Goeballs de Alvalade, para centrarmos as vistas em algo um pouco mais substantivo. Refiro-me a um facto que escapa ao controlo da Geringonça, do Banco Central Europeu (com ou sem o vice VÍtor Constâncio a imitar o chefe Draghi) ou de ideólogos de mãos largas e tesourarias falidas. Como todos sabemos, ou deveríamos conhecer, o fim da era dos juros baixíssimos de títulos de dívida pública aproxima-se a passos largos - assim teria de ser, a não ser que desejemos inflação e depois ainda mais inflação - galopante ou hiperbolante. O sistema financeiro internacional é, para todos os efeitos, um monstro que não se restringe à cerca da política monetária de um dado país. Ou seja, o que está a acontecer nos Estados Unidos da América (EUA), no que concerne à subida da taxa de juros de government bonds, far-se-á sentir na Zona Euro. A União Europeia, castigada pelo Euro forte (que em nada ajuda as exportações), não se encontrará nas melhores condições para acompanhar a Reserva Federal, ou seja, subir a taxa de juro de referência com efeitos inevitáveis para parceiros como Portugal ou a Grécia, a título de exemplo. Mas terá de o fazer porque a inflação pode ser madrasta quando menos se espera. Nesta toada de considerações, Portugal, que tem festejado sucessivas emissões de dívida (a 2, 5 e 10 anos) a níveis invulgarmente baixos, pode encontrar-se numa situação particularmente anti-gerigonçal no que diz respeito a financiamentos públicos. António Costa tem celebrado o grande desempenho da economia portuguesa, mas parece omitir o easy money, os tais dinheiros emprestados ao Estado português com prestações ao preço da chuva. Tudo isto está a mudar. Desde os anos 40 que não se registava tal fenómeno de subida abrupta das taxas de juro dos títulos de tesouro dos EUA. E isto tem de preocupar os gestores da economia portuguesa, mas sobretudo os governantes da república. Mas vejo algo diverso - rest and relaxation a mais deste governo de Esquerda que julga erradamente que isto é lá com eles. Nem a três conseguem vislumbrar o que aí vem - o dinheiro fácil algum dia tinha de acabar.

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publicado às 14:46

Ervilhas e funcionários públicos

por John Wolf, em 15.02.18

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Um país do tamanho de uma ervilha não precisa de mais funcionários públicos. A não ser que o governo em funções precise de alavancar a sua posição por forma a garantir uma vitória eleitoral em legislativas que dependem de terceiros. O Partido Socialista precisa de tomar as devidas precauções, antecipando o período oficial de campanha - comprando votos com lugares na função pública. Mas mesmo que aceitássemos a premissa do aumento de funcionários públicos, o departamento de recursos humanos do Estado contrata nos departamentos errados. Quem precisa de técnicos superiores nos dias que correm? Qualquer laborador é suficientemente hábil para se desenvencilhar de bugs e virus informáticos sem ter de fazer uma requisição ao andar de cima onde manda um bigodaço colocado por um familiar do Rato. Sem dúvida que médicos são necessários, mas entendo a patranha. O Sistema Nacional de Saúde já está a meter água pela barba e, deste modo, o governo, ao abrir as comportas a internistas, dá ares de bom samaritano. Quanto às forças de segurança, maltratadas e desprezadas por sucessivos mandatos, é realmente vergonhoso que não lhes seja fatiada uma maior quota de respeito e condições. Um país de perto de dez milhões de almas precisa de 700 mil funcionários públicos para isto funcionar mal? Com 300 mil fariam a mesma coisa. E o descalabro seria semelhante.

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publicado às 21:36

Recenseamento sexual de Manuel Clemente

por John Wolf, em 08.02.18

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D. Manuel Clemente, perito internacional em questões de natureza sexual, psicólogo familiar e terapeuta de grupo nas horas vagas, recomenda, a católicos recasados, como medida preliminar, o recenseamento erótico no sentido do repúdio da prática lúdica de ordem orgânico-genital. Por outras palavras, um homem que nunca provou o mel do amor libidinoso, o perfume que irradia humanidade e empatia, é um preservativo em si. O representante da Igreja Católica em Portugal é um contraceptivo andante e falante, um fiscal da génese que alimenta a fé, a paixão, esse mesmo pulsar que edifica famílias e fecunda sociedades com jorros infindáveis de esperança e a crença num futuro auspicioso. O fundamentalismo que tomou conta de certas falanges políticas e outros sistemas religiosos, parece ter inoculado este mesmo cardeal, que deixa de ser patriarca do que quer que seja. Mas Clemente é tão parecido com tantos outros. Não assina por inteiro o Index Librorum Prohibitorum Coital - deixa escorrer que se trata de uma extensão da vontade do Sumo Pontíficie - a parábola da ejaculação abstinente. Depois varrem para debaixo do tapete sepulcral as transgressões, as vidas devassadas por abusadores que se escondem atrás do manto da impunidade de Cristo, fora da lei, longe da ética, à vista de todos.

 

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publicado às 17:10

Queremos os juros de mora, Medina!

por John Wolf, em 05.02.18

 

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Fernando Medina e a sua equipa de cobranças duvidosas apropriaram-se ilegalmente e inconstitucionalmente de 58,6 milhões de euros. Não consigo determinar com precisão durante qual período os contribuintes afectos à Câmara Municipal de Lisboa (CML) ficaram privados, cada um, de perto de 40 euros devido à tal ficção da Taxa de Protecção Civil, mas poderemos estabelecer que houve danos em termos financeiros. Não sabemos o que andaram a fazer na tesouraria da CML com os 58,6 milhões de euros de outrém, mas uma coisa é certa, se tivessem sido aplicados num veículo financeiro convencional o retorno seria interessante. Não faço recomendações de investimento, mas deixo ao critério de aforristas, pequenos e graúdos, o modo de aplicação de poupanças. Se a CML fosse idónea e honesta, acrescentaria, aos valores que agora devolve, uma percentagem para compensar potenciais perdas. Os residentes de Lisboa e contribuintes da Taxa de Protecção Civil teriam fundamentos legais e financeiros mais que suficientes para mover acções contra a CML. Paira no ar a seguinte pergunta: o que andaram a fazer com o dinheiro dos outros nesse período de tempo? Por motivos muito mais incipientes já apresentei queixas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, quando uma instituição financeira da praça falhou nas suas obrigações. Mas haja esperança; pode ser que no tal vale postal que os lisboetas irão receber venha aposto um poema de Manuel Alegre - "o que tira uma mão, a outra não devolve", ou qualquer treta deste calibre. Chico-esperto, este Medina.

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publicado às 19:53






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